terça-feira, 28 de junho de 2016

IBGE lança Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 com mapas interativos e caderno temático sobre indígenas

O IBGE lançou (27/06/2016) o Atlas Nacional Digital do Brasil 2016. Trata-se de um atlas que incorpora, em ambiente interativo, as informações contidas no Atlas Nacional do Brasil Milton Santos, publicado em 2010, acrescidas de 170 mapas com informações demográficas, econômicas e sociais atualizadas e um caderno temático sobre a população indígena no Brasil. Com isso, faz um mapeamento inédito sobre a localização dessa população dentro e fora das Terras Indígenas, segundo dados do Censo Demográfico 2010.
Este Atlas revela as profundas transformações ocorridas na geografia brasileira, acompanhando as mudanças observadas no processo de ocupação do território nacional na contemporaneidade, e se estrutura em torno de quatro grandes temas: o Brasil no mundo; Território e meio ambiente; Sociedade e economia; e Redes geográficas.
Além do recurso ao texto escrito, o Atlas utiliza mapas, tabelas e gráficos, o que permite um amplo cruzamento de dados estatísticos e feições geográficas que tornam flexível e abrangente a seleção de informações, permitindo o entendimento aproximado da diversidade demográfica, social, econômica, ambiental e cultural do imenso território brasileiro.
Este lançamento inaugura a política do IBGE de divulgação anual do Atlas Nacional Digital do Brasil.
Clique aqui para ter acesso ao Atlas Nacional Digital do Brasil 2016.
Aplicativo permite navegação em ambiente interativo
O Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 é uma aplicação de análise geográfica, voltada para usuários que desejam ter acesso somente ao conjunto de mapas e também para os que possuem um conhecimento mais avançado quanto à busca de informações geográficas on line.
Ao usuário é permitido ter acesso a todas as páginas da publicação, podendo fazer download e consultar os seus dados geográficos, estatísticos e seus metadados (informações sobre o dado). A aplicação possibilita também analisar os 780 mapas do Atlas em um ambiente interativo, que permite a navegação pelo mapa, alterar a escala de visualização, ver e exportar tabelas e arquivos gráficos, personalizar o mapa superpondo temas de várias fontes, gerar imagens, salvar o ambiente de estudo para posterior análise e abrir um ambiente personalizado de estudo.
Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 se estrutura em quatro grandes temas
O Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 é estruturado em torno de quatro grandes questões: O Brasil no mundo; Território e meio ambiente; Sociedade e economia; e Redes geográficas.
O eixo temático O Brasil no mundo aborda questões como a desigualdade social, o acesso a informações, as redes geográficas e as fontes energéticas.
A relação entre Território e meio ambiente ressalta as diversas divisões do território brasileiro e traz mapas de relevo, clima, solos, recursos hídricos, vegetação, fauna ameaçada, além de informações sobre riscos ambientais.
O tema Sociedade e economia aborda a dinâmica geográfica, a urbanização, a desigualdade social, saúde, educação, saneamento, cidadania e espaço econômico.
O eixo das Redes geográficas considera os sistemas e as redes – geodésicas, cartográficas, viárias, aéreas, comunicação e energia – como componentes da logística territorial e, portanto, da localização geográfica das atividades econômicas no Brasil, constituindo condição básica para o escoamento da produção, a circulação humana e, hoje em dia, para o desenvolvimento sustentável, uma vez que alavancam grande parte das formas de ocupação e de uso dos recursos naturais, reestruturando continuamente o território nacional.

Caderno Temático faz mapeamento inédito sobre a população indígena
O aprimoramento do Censo Demográfico 2010, no que se refere à base territorial, permitiu a espacialização dos indígenas em escalas geográficas diferenciadas. Foram analisadas as características sociodemográficas dentro e fora das Terras Indígenas, de forma a dar maior visibilidade a esse segmento populacional, o que permitiu mapear estas informações.
O Censo 2010 mostrou que 517,4 mil indígenas (57,7% do total desta população) viviam nas Terras Indígenas oficialmente reconhecidas na época de sua realização. As regiões Norte (73,5%) e Centro-Oeste (72,5%) possuíam os maiores percentuais. Roraima era o estado com o maior percentual (83,2%) e o Rio de Janeiro detinha a menor proporção (2,8%).
75,0% dos indígenas souberam informar sua etnia
No Brasil, 75,0% das pessoas que se declararam indígenas souberam informar o nome da etnia ou povo ao qual pertenciam. As etnias mais representativas, segundo as unidades da federação, revelaram características determinantes de possíveis padrões de distribuição espacial de algumas delas, como os Xavantes, que estavam entre os mais numerosos em todos os estados da região Centro-Oeste, e os Guarani Kaiowá, com penetração em toda região Sul e parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Mais de 30% dos indígenas sabiam falar sua língua de origem
O Censo 2010 identificou 274 línguas indígenas. Em todo o país, 37,4% dos indígenas de 5 anos ou mais de idade falavam uma língua indígena. Dentro das Terras Indígenas esse percentual foi de 57,3%, enquanto fora delas e em áreas urbanas, 9,7% ainda eram falantes, e, nas áreas rurais, 24,6%.
As línguas indígenas eram faladas em maior porcentagem nas regiões Norte, Sul e Centro-Oeste, sendo que as Terras Indígenas localizadas nessa última região alcançaram o percentual mais elevado, 72,4%. O Guarani foi significativo no conjunto das línguas mais faladas nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, o mesmo ocorrendo em relação aos Nhandeva e aos Mbya nas regiões Sudeste e Sul.
Fonte: IBGE

Rejeitos de mineração podem se tornar minas produtivas

 O passo inicial é mapear a produção de rejeitos de mineração e as tecnologias para sua recuperação e comercialização.[Imagem: IPT]  Importância da mineração  A mineração é uma das atividades essenciais da economia, sem a qual praticamente nada pode funcionar - assim como o ser humano precisa da agricultura para se alimentar, é a mineração que alimenta toda a indústria.  Ocorre que, como toda atividade econômica, a mineração gera resíduos - resíduos que ficaram mais conhecidos da população depois do acidente recente que destruiu povoados no município de Mariana (MG) e poluiu praticamente todo o Rio Doce.  A boa notícia é que esses rejeitos da mineração podem ser tratados, recuperados e comercializados, já existindo soluções tecnológicas para minimizar seu armazenamento ou até mesmo extinguir as barragens de rejeitos.  O Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) iniciou um projeto de capacitação que está mapeando a produção de rejeitos das empresas de mineração que operam no Brasil e avaliando a maturidade das tecnologias aplicadas para sua recuperação e comercialização.  Com o mapeamento, que deverá estar pronto até Maio, será possível propor rotas tecnológicas para recuperar os rejeitos de cada mina, levando em consideração as especificidades do cenário brasileiro e as características de cada tipo de minério.  Minas secundárias  "O minério é um agregado rico em determinado mineral ou elemento químico que é viável, do ponto de vista econômico e tecnológico, para extração. No processo industrial é preciso separar este material de interesse de todo o resto, que é descartado como rejeito.  Num cenário em que já não há reservas brasileiras de alto teor, essa quantidade de rejeitos só tende a crescer. Recuperar esses resíduos, portanto, possui um fim tanto ambiental quanto econômico, pois é possível dar outra destinação comercial ao que geralmente é descartado, diminuindo também a quantidade de resíduos para o meio," explicou Sandra Lúcia de Moraes, coordenadora do projeto.  O montante de rejeitos gerados nos processos de produção de substâncias minerais pode ser estimado a partir da diferença entre a produção bruta e a produção beneficiada. O que impressiona é que a quantidade de rejeitos, em alguns casos, é igual à da substância produzida.   Quantidade de rejeitos gerada no Brasil por tonelada de minério de 1996 a 2005 e projeção para o período entre 2010 e 2030. [Imagem: PNRS] Para cada tonelada de minério de ferro processado, por exemplo, temos cerca de 0,4 tonelada de rejeitos. Uma projeção preliminar para o período 2010-2030 aponta que o beneficiamento de minério de ferro irá contribuir com cerca de 41% do total de rejeitos gerados pelas mineradoras no Brasil.  "As tendências da indústria da mineração apontam para um cenário de maior competitividade em decorrência do empobrecimento, nas últimas décadas, dos teores dos minérios lavrados e beneficiados. Assim, o aumento da recuperação de mineral útil é uma vantagem competitiva preponderante para o sucesso futuro dos empreendimentos mineiros", disse Sandra.  Inova Mineral  A Finep e o BNDES também estão juntando esforços para tentar viabilizar a recuperação dos rejeitos minerais.  As duas instituições estão articulando um plano de apoio tecnológico ao setor de mineração e metais, chamado Inova Mineral. O objetivo é fomentar e selecionar planos de negócios de base tecnológica com foco na produção e agregação de valor em minerais estratégicos e em processos mais eficientes e sustentáveis.  As tecnologias para aproveitamento de resíduos também serão contempladas, já que o Inova Mineral leva em conta o declínio dos teores de concentração nas jazidas de diversos minerais e as consequentes oportunidades de aproveitamento dos rejeitos e de redução do impacto ambiental. A previsão é que o primeiro edital seja lançado no segundo trimestre deste ano.  Fonte: IPT
O passo inicial é mapear a produção de rejeitos de mineração e as tecnologias para sua recuperação e comercialização.[Imagem: IPT]

Importância da mineração
A mineração é uma das atividades essenciais da economia, sem a qual praticamente nada pode funcionar - assim como o ser humano precisa da agricultura para se alimentar, é a mineração que alimenta toda a indústria.
Ocorre que, como toda atividade econômica, a mineração gera resíduos - resíduos que ficaram mais conhecidos da população depois do acidente recente que destruiu povoados no município de Mariana (MG) e poluiu praticamente todo o Rio Doce.
A boa notícia é que esses rejeitos da mineração podem ser tratados, recuperados e comercializados, já existindo soluções tecnológicas para minimizar seu armazenamento ou até mesmo extinguir as barragens de rejeitos.
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) iniciou um projeto de capacitação que está mapeando a produção de rejeitos das empresas de mineração que operam no Brasil e avaliando a maturidade das tecnologias aplicadas para sua recuperação e comercialização.
Com o mapeamento, que deverá estar pronto até Maio, será possível propor rotas tecnológicas para recuperar os rejeitos de cada mina, levando em consideração as especificidades do cenário brasileiro e as características de cada tipo de minério.
Minas secundárias
"O minério é um agregado rico em determinado mineral ou elemento químico que é viável, do ponto de vista econômico e tecnológico, para extração. No processo industrial é preciso separar este material de interesse de todo o resto, que é descartado como rejeito.
Num cenário em que já não há reservas brasileiras de alto teor, essa quantidade de rejeitos só tende a crescer. Recuperar esses resíduos, portanto, possui um fim tanto ambiental quanto econômico, pois é possível dar outra destinação comercial ao que geralmente é descartado, diminuindo também a quantidade de resíduos para o meio," explicou Sandra Lúcia de Moraes, coordenadora do projeto.
O montante de rejeitos gerados nos processos de produção de substâncias minerais pode ser estimado a partir da diferença entre a produção bruta e a produção beneficiada. O que impressiona é que a quantidade de rejeitos, em alguns casos, é igual à da substância produzida.
 O passo inicial é mapear a produção de rejeitos de mineração e as tecnologias para sua recuperação e comercialização.[Imagem: IPT]  Importância da mineração  A mineração é uma das atividades essenciais da economia, sem a qual praticamente nada pode funcionar - assim como o ser humano precisa da agricultura para se alimentar, é a mineração que alimenta toda a indústria.  Ocorre que, como toda atividade econômica, a mineração gera resíduos - resíduos que ficaram mais conhecidos da população depois do acidente recente que destruiu povoados no município de Mariana (MG) e poluiu praticamente todo o Rio Doce.  A boa notícia é que esses rejeitos da mineração podem ser tratados, recuperados e comercializados, já existindo soluções tecnológicas para minimizar seu armazenamento ou até mesmo extinguir as barragens de rejeitos.  O Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) iniciou um projeto de capacitação que está mapeando a produção de rejeitos das empresas de mineração que operam no Brasil e avaliando a maturidade das tecnologias aplicadas para sua recuperação e comercialização.  Com o mapeamento, que deverá estar pronto até Maio, será possível propor rotas tecnológicas para recuperar os rejeitos de cada mina, levando em consideração as especificidades do cenário brasileiro e as características de cada tipo de minério.  Minas secundárias  "O minério é um agregado rico em determinado mineral ou elemento químico que é viável, do ponto de vista econômico e tecnológico, para extração. No processo industrial é preciso separar este material de interesse de todo o resto, que é descartado como rejeito.  Num cenário em que já não há reservas brasileiras de alto teor, essa quantidade de rejeitos só tende a crescer. Recuperar esses resíduos, portanto, possui um fim tanto ambiental quanto econômico, pois é possível dar outra destinação comercial ao que geralmente é descartado, diminuindo também a quantidade de resíduos para o meio," explicou Sandra Lúcia de Moraes, coordenadora do projeto.  O montante de rejeitos gerados nos processos de produção de substâncias minerais pode ser estimado a partir da diferença entre a produção bruta e a produção beneficiada. O que impressiona é que a quantidade de rejeitos, em alguns casos, é igual à da substância produzida.   Quantidade de rejeitos gerada no Brasil por tonelada de minério de 1996 a 2005 e projeção para o período entre 2010 e 2030. [Imagem: PNRS] Para cada tonelada de minério de ferro processado, por exemplo, temos cerca de 0,4 tonelada de rejeitos. Uma projeção preliminar para o período 2010-2030 aponta que o beneficiamento de minério de ferro irá contribuir com cerca de 41% do total de rejeitos gerados pelas mineradoras no Brasil.  "As tendências da indústria da mineração apontam para um cenário de maior competitividade em decorrência do empobrecimento, nas últimas décadas, dos teores dos minérios lavrados e beneficiados. Assim, o aumento da recuperação de mineral útil é uma vantagem competitiva preponderante para o sucesso futuro dos empreendimentos mineiros", disse Sandra.  Inova Mineral  A Finep e o BNDES também estão juntando esforços para tentar viabilizar a recuperação dos rejeitos minerais.  As duas instituições estão articulando um plano de apoio tecnológico ao setor de mineração e metais, chamado Inova Mineral. O objetivo é fomentar e selecionar planos de negócios de base tecnológica com foco na produção e agregação de valor em minerais estratégicos e em processos mais eficientes e sustentáveis.  As tecnologias para aproveitamento de resíduos também serão contempladas, já que o Inova Mineral leva em conta o declínio dos teores de concentração nas jazidas de diversos minerais e as consequentes oportunidades de aproveitamento dos rejeitos e de redução do impacto ambiental. A previsão é que o primeiro edital seja lançado no segundo trimestre deste ano.  Fonte: IPT
Quantidade de rejeitos gerada no Brasil por tonelada de minério de 1996 a 2005 e projeção para o período entre 2010 e 2030. [Imagem: PNRS]
Para cada tonelada de minério de ferro processado, por exemplo, temos cerca de 0,4 tonelada de rejeitos. Uma projeção preliminar para o período 2010-2030 aponta que o beneficiamento de minério de ferro irá contribuir com cerca de 41% do total de rejeitos gerados pelas mineradoras no Brasil.
"As tendências da indústria da mineração apontam para um cenário de maior competitividade em decorrência do empobrecimento, nas últimas décadas, dos teores dos minérios lavrados e beneficiados. Assim, o aumento da recuperação de mineral útil é uma vantagem competitiva preponderante para o sucesso futuro dos empreendimentos mineiros", disse Sandra.
Inova Mineral
A Finep e o BNDES também estão juntando esforços para tentar viabilizar a recuperação dos rejeitos minerais.
As duas instituições estão articulando um plano de apoio tecnológico ao setor de mineração e metais, chamado Inova Mineral. O objetivo é fomentar e selecionar planos de negócios de base tecnológica com foco na produção e agregação de valor em minerais estratégicos e em processos mais eficientes e sustentáveis.
As tecnologias para aproveitamento de resíduos também serão contempladas, já que o Inova Mineral leva em conta o declínio dos teores de concentração nas jazidas de diversos minerais e as consequentes oportunidades de aproveitamento dos rejeitos e de redução do impacto ambiental. A previsão é que o primeiro edital seja lançado no segundo trimestre deste ano.
Fonte: IPT

Espectrógrafo brasileiro mostrará as muitas cores das estrelas

 O espectrógrafo é capaz de observar, em uma única imagem, desde o ultravioleta até próximo do infravermelho. [Imagem: Bruno Castilho/LNA]  Espectrógrafo  Pesquisadores do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), em Itajubá (MG) preparam-se para entregar, no mês que vem, o Steles, o primeiro espectrógrafo de alta resolução projetado e construído no Brasil.  O equipamento será instalado no telescópio SOAR (Southern Astrophysical Research Telescope), no Chile, um consórcio internacional que reúne parceiros brasileiros, norte-americanos e chilenos.  "Esse instrumento pega a luz de uma estrela ou de uma galáxia e a separa em comprimentos de onda. O diferencial é que ele é capaz de observar, numa única imagem, desde o ultravioleta até próximo do infravermelho", explica o pesquisador Bruno Castilho.  Segundo ele, o Steles aperfeiçoará as pesquisas astronômicas permitindo uma medida mais acurada da matéria que compõe os objetos celestes. "Há muita vantagem [...] observar vários aspectos do mesmo objeto numa única observação. Ele coletará informações como a temperatura, a gravidade da superfície, a rotação e a composição química das estrelas com uma observação apenas. Poucos instrumentos instalados no mundo são capazes disso."  Espectrógrafo STELES  Steles é uma sigla de SOAR Telescope Echelle Spectrograph, ou Espectrógrafo Echelle para o Telescópio SOAR.  Echelle, palavra francesa para escada, ou degraus, é um tipo de superfície que induz a difração da luz por meio de ranhuras otimizadas para operar com feixes de elevado ângulo de incidência, obtendo assim difrações de alta ordem.  O instrumento é usado em espectroscopia, uma técnica que permite captar a luz do corpo celeste que está sendo observado e separá-la em seus diversos comprimentos de onda, ou cores.  Espectrógrafo brasileiro mostrará as muitas cores das estrelas Esquema da montagem do espectrógrafo no telescópio SOAR. [Imagem: LNA] O estudo dessas diversas cores, ou linhas de absorção da luz, permite derivar quais e quanto de um elemento químico há no corpo celeste, como cálcio ou ferro, por exemplo, além de ajudar a determinar sua massa, temperatura, gravidade, raio e velocidade de rotação.  "Além de mostrar as linhas, o espectro das estrelas, com muitos detalhes, o Steles também consegue observar na região do ultravioleta, e com isso a gente pode, por exemplo, observar as linhas de berílio, elemento químico formado no início do universo, durante o Big Bang. Daí pode-se determinar a idade das estrelas e encontrar respostas sobre a evolução estelar. O Steles vai suprir essa lacuna para pesquisadores brasileiros e para a comunidade internacional", prevê Castilho.  Feito no Brasil  O equipamento, composto por mais de cinco mil peças, a maior parte projetada por engenheiros e pesquisadores do LNA, custou cerca de R$ 2,5 milhões.  "O projeto, a construção, a montagem e toda a parte mecânica foram feitos no Brasil. O que não existia no país nós projetamos no LNA e produzimos em fábricas da região. Tentamos nacionalizar ao máximo o projeto, importando poucos componentes, como os elementos ópticos," informou Castilho.  Para o diretor do LNA, isso comprova a capacidade brasileira em inovar e capacitar pessoas para atuar em ciência, tecnologia e inovação. "A gente conseguiu construir o equipamento. Isso gera uma capacitação que é a gente poder construir instrumentos para o Brasil e até para o mercado internacional. Podemos fabricar no Brasil," ressaltou.
O espectrógrafo é capaz de observar, em uma única imagem, desde o ultravioleta até próximo do infravermelho. [Imagem: Bruno Castilho/LNA]

Espectrógrafo
Pesquisadores do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), em Itajubá (MG) preparam-se para entregar, no mês que vem, o Steles, o primeiro espectrógrafo de alta resolução projetado e construído no Brasil.
O equipamento será instalado no telescópio SOAR (Southern Astrophysical Research Telescope), no Chile, um consórcio internacional que reúne parceiros brasileiros, norte-americanos e chilenos.
"Esse instrumento pega a luz de uma estrela ou de uma galáxia e a separa em comprimentos de onda. O diferencial é que ele é capaz de observar, numa única imagem, desde o ultravioleta até próximo do infravermelho", explica o pesquisador Bruno Castilho.
Segundo ele, o Steles aperfeiçoará as pesquisas astronômicas permitindo uma medida mais acurada da matéria que compõe os objetos celestes. "Há muita vantagem [...] observar vários aspectos do mesmo objeto numa única observação. Ele coletará informações como a temperatura, a gravidade da superfície, a rotação e a composição química das estrelas com uma observação apenas. Poucos instrumentos instalados no mundo são capazes disso."
Espectrógrafo STELES
Steles é uma sigla de SOAR Telescope Echelle Spectrograph, ou Espectrógrafo Echelle para o Telescópio SOAR.
Echelle, palavra francesa para escada, ou degraus, é um tipo de superfície que induz a difração da luz por meio de ranhuras otimizadas para operar com feixes de elevado ângulo de incidência, obtendo assim difrações de alta ordem.
O instrumento é usado em espectroscopia, uma técnica que permite captar a luz do corpo celeste que está sendo observado e separá-la em seus diversos comprimentos de onda, ou cores.
Espectrógrafo brasileiro mostrará as muitas cores das estrelas  O espectrógrafo é capaz de observar, em uma única imagem, desde o ultravioleta até próximo do infravermelho. [Imagem: Bruno Castilho/LNA]  Espectrógrafo  Pesquisadores do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), em Itajubá (MG) preparam-se para entregar, no mês que vem, o Steles, o primeiro espectrógrafo de alta resolução projetado e construído no Brasil.  O equipamento será instalado no telescópio SOAR (Southern Astrophysical Research Telescope), no Chile, um consórcio internacional que reúne parceiros brasileiros, norte-americanos e chilenos.  "Esse instrumento pega a luz de uma estrela ou de uma galáxia e a separa em comprimentos de onda. O diferencial é que ele é capaz de observar, numa única imagem, desde o ultravioleta até próximo do infravermelho", explica o pesquisador Bruno Castilho.  Segundo ele, o Steles aperfeiçoará as pesquisas astronômicas permitindo uma medida mais acurada da matéria que compõe os objetos celestes. "Há muita vantagem [...] observar vários aspectos do mesmo objeto numa única observação. Ele coletará informações como a temperatura, a gravidade da superfície, a rotação e a composição química das estrelas com uma observação apenas. Poucos instrumentos instalados no mundo são capazes disso."  Espectrógrafo STELES  Steles é uma sigla de SOAR Telescope Echelle Spectrograph, ou Espectrógrafo Echelle para o Telescópio SOAR.  Echelle, palavra francesa para escada, ou degraus, é um tipo de superfície que induz a difração da luz por meio de ranhuras otimizadas para operar com feixes de elevado ângulo de incidência, obtendo assim difrações de alta ordem.  O instrumento é usado em espectroscopia, uma técnica que permite captar a luz do corpo celeste que está sendo observado e separá-la em seus diversos comprimentos de onda, ou cores.  Espectrógrafo brasileiro mostrará as muitas cores das estrelas Esquema da montagem do espectrógrafo no telescópio SOAR. [Imagem: LNA] O estudo dessas diversas cores, ou linhas de absorção da luz, permite derivar quais e quanto de um elemento químico há no corpo celeste, como cálcio ou ferro, por exemplo, além de ajudar a determinar sua massa, temperatura, gravidade, raio e velocidade de rotação.  "Além de mostrar as linhas, o espectro das estrelas, com muitos detalhes, o Steles também consegue observar na região do ultravioleta, e com isso a gente pode, por exemplo, observar as linhas de berílio, elemento químico formado no início do universo, durante o Big Bang. Daí pode-se determinar a idade das estrelas e encontrar respostas sobre a evolução estelar. O Steles vai suprir essa lacuna para pesquisadores brasileiros e para a comunidade internacional", prevê Castilho.  Feito no Brasil  O equipamento, composto por mais de cinco mil peças, a maior parte projetada por engenheiros e pesquisadores do LNA, custou cerca de R$ 2,5 milhões.  "O projeto, a construção, a montagem e toda a parte mecânica foram feitos no Brasil. O que não existia no país nós projetamos no LNA e produzimos em fábricas da região. Tentamos nacionalizar ao máximo o projeto, importando poucos componentes, como os elementos ópticos," informou Castilho.  Para o diretor do LNA, isso comprova a capacidade brasileira em inovar e capacitar pessoas para atuar em ciência, tecnologia e inovação. "A gente conseguiu construir o equipamento. Isso gera uma capacitação que é a gente poder construir instrumentos para o Brasil e até para o mercado internacional. Podemos fabricar no Brasil," ressaltou.
Esquema da montagem do espectrógrafo no telescópio SOAR. [Imagem: LNA]
O estudo dessas diversas cores, ou linhas de absorção da luz, permite derivar quais e quanto de um elemento químico há no corpo celeste, como cálcio ou ferro, por exemplo, além de ajudar a determinar sua massa, temperatura, gravidade, raio e velocidade de rotação.
"Além de mostrar as linhas, o espectro das estrelas, com muitos detalhes, o Steles também consegue observar na região do ultravioleta, e com isso a gente pode, por exemplo, observar as linhas de berílio, elemento químico formado no início do universo, durante o Big Bang. Daí pode-se determinar a idade das estrelas e encontrar respostas sobre a evolução estelar. O Steles vai suprir essa lacuna para pesquisadores brasileiros e para a comunidade internacional", prevê Castilho.
Feito no Brasil
O equipamento, composto por mais de cinco mil peças, a maior parte projetada por engenheiros e pesquisadores do LNA, custou cerca de R$ 2,5 milhões.
"O projeto, a construção, a montagem e toda a parte mecânica foram feitos no Brasil. O que não existia no país nós projetamos no LNA e produzimos em fábricas da região. Tentamos nacionalizar ao máximo o projeto, importando poucos componentes, como os elementos ópticos," informou Castilho.
Para o diretor do LNA, isso comprova a capacidade brasileira em inovar e capacitar pessoas para atuar em ciência, tecnologia e inovação. "A gente conseguiu construir o equipamento. Isso gera uma capacitação que é a gente poder construir instrumentos para o Brasil e até para o mercado internacional. Podemos fabricar no Brasil," ressaltou.

Fonte: LNA

Imagens em infravermelho fornecidas pela NASA revelam Júpiter “em chamas”

Jupiter-em-infravermelho_01 Em imagens e mapas de alta resolução fornecidos pela NASA, são mostradas em infravermelho uma visão brilhante da superfície de Júpiter, uma semana antes da missão pretendida pela Agência, chamada Juno, atingir o planeta gigante.  Os mapas em questão, revelam as temperaturas atuais, composição e presença de nuvens dentro da atmosfera dinâmica de Júpiter, além de mostrarem evidências de gigantes tempestades, vórtices e padrões de ondas que moldam a aparência do planeta.  Os mapas e imagens foram criados a partir de observações feitas com o European Southern Observatory’s Very Large Telescope (VLT), localizado no Chile, usando uma câmera termográfica recém-atualizada, chamada VISIR. E as observações foram feitas entre fevereiro e junho de 2016, antes da chegada da sonda Juno, prevista para julho.   “Usamos uma técnica chamada de ‘imagem de sorte’, em que imagens congeladas são cortadas de cada quadro de um filme curto para criar uma imagem impressionante das camadas de nuvens de Júpiter”, disse o cientista espacial Dr. Leigh Fletcher, da Universidade de Leicester, na Inglaterra. “Neste comprimento de onda, as nuvens de Júpiter aparecem na silhueta contra os brilhos internos profundos do planeta”.  Jupiter-em-infravermelho Também foi usado um espectrógrafo da NASA, chamado TEXES, que está localizado junto ao Infrared Telescope Facility (IRTF), no Havaí, para mapear a aparência mutável do planeta gigante. Fletcher e sua equipe fizeram observações em vários comprimentos de ondas diferentes, otimizando-as para as diferentes caraterísticas e camadas de nuvens da atmosfera do lugar, a fim de criar os primeiros mapas espectrais de Júpiter tirados a partir da Terra.  “Estes mapas vão ajudar a definir o cenário que Juno terá de testemunhar nos próximos meses. Nós vimos novos fenômenos meteorológicos que estarão ativos em Júpiter durante todo o ano de 2016”, disse Fletcher.  A missão Juno é liderada em terra pelo pesquisador Dr. Glenn Orton, do Jet Propulsion Laboratory, da NASA, e tem o objetivo de alcançar Júpiter em 4 de julho de 2016, cinco anos após sua decolagem e mais de 2 bilhões de quilômetros já percorridos desde a Terra. Ele entrará na longa órbita polar voando a mais de 4.667 km/h através das nuvens do planeta. Uma vez em órbita, a sonda deslizará apenas a 5.000 km acima das nuvens, próximo o suficiente para fornecer uma cobertura global em uma única imagem.  Assim, em breve, os cientistas conseguirão responder a perguntas como “o que impulsiona as mudanças atmosféricas de Júpiter?”, e ver como o tempo está associado aos processos ocultos que ocorrem nas profundezas do planeta.  Fonte: Jornal da Ciência
Em imagens e mapas de alta resolução fornecidos pela NASA, são mostradas em infravermelho uma visão brilhante da superfície de Júpiter, uma semana antes da missão pretendida pela Agência, chamada Juno, atingir o planeta gigante.
Os mapas em questão, revelam as temperaturas atuais, composição e presença de nuvens dentro da atmosfera dinâmica de Júpiter, além de mostrarem evidências de gigantes tempestades, vórtices e padrões de ondas que moldam a aparência do planeta.
Os mapas e imagens foram criados a partir de observações feitas com o European Southern Observatory’s Very Large Telescope (VLT), localizado no Chile, usando uma câmera termográfica recém-atualizada, chamada VISIR. E as observações foram feitas entre fevereiro e junho de 2016, antes da chegada da sonda Juno, prevista para julho.
 Usamos uma técnica chamada de ‘imagem de sorte’, em que imagens congeladas são cortadas de cada quadro de um filme curto para criar uma imagem impressionante das camadas de nuvens de Júpiter”, disse o cientista espacial Dr. Leigh Fletcher, da Universidade de Leicester, na Inglaterra. “Neste comprimento de onda, as nuvens de Júpiter aparecem na silhueta contra os brilhos internos profundos do planeta”.
Jupiter-em-infravermelho Jupiter-em-infravermelho_01 Em imagens e mapas de alta resolução fornecidos pela NASA, são mostradas em infravermelho uma visão brilhante da superfície de Júpiter, uma semana antes da missão pretendida pela Agência, chamada Juno, atingir o planeta gigante.  Os mapas em questão, revelam as temperaturas atuais, composição e presença de nuvens dentro da atmosfera dinâmica de Júpiter, além de mostrarem evidências de gigantes tempestades, vórtices e padrões de ondas que moldam a aparência do planeta.  Os mapas e imagens foram criados a partir de observações feitas com o European Southern Observatory’s Very Large Telescope (VLT), localizado no Chile, usando uma câmera termográfica recém-atualizada, chamada VISIR. E as observações foram feitas entre fevereiro e junho de 2016, antes da chegada da sonda Juno, prevista para julho.   “Usamos uma técnica chamada de ‘imagem de sorte’, em que imagens congeladas são cortadas de cada quadro de um filme curto para criar uma imagem impressionante das camadas de nuvens de Júpiter”, disse o cientista espacial Dr. Leigh Fletcher, da Universidade de Leicester, na Inglaterra. “Neste comprimento de onda, as nuvens de Júpiter aparecem na silhueta contra os brilhos internos profundos do planeta”.  Jupiter-em-infravermelho Também foi usado um espectrógrafo da NASA, chamado TEXES, que está localizado junto ao Infrared Telescope Facility (IRTF), no Havaí, para mapear a aparência mutável do planeta gigante. Fletcher e sua equipe fizeram observações em vários comprimentos de ondas diferentes, otimizando-as para as diferentes caraterísticas e camadas de nuvens da atmosfera do lugar, a fim de criar os primeiros mapas espectrais de Júpiter tirados a partir da Terra.  “Estes mapas vão ajudar a definir o cenário que Juno terá de testemunhar nos próximos meses. Nós vimos novos fenômenos meteorológicos que estarão ativos em Júpiter durante todo o ano de 2016”, disse Fletcher.  A missão Juno é liderada em terra pelo pesquisador Dr. Glenn Orton, do Jet Propulsion Laboratory, da NASA, e tem o objetivo de alcançar Júpiter em 4 de julho de 2016, cinco anos após sua decolagem e mais de 2 bilhões de quilômetros já percorridos desde a Terra. Ele entrará na longa órbita polar voando a mais de 4.667 km/h através das nuvens do planeta. Uma vez em órbita, a sonda deslizará apenas a 5.000 km acima das nuvens, próximo o suficiente para fornecer uma cobertura global em uma única imagem.  Assim, em breve, os cientistas conseguirão responder a perguntas como “o que impulsiona as mudanças atmosféricas de Júpiter?”, e ver como o tempo está associado aos processos ocultos que ocorrem nas profundezas do planeta.  Fonte: Jornal da Ciência
Também foi usado um espectrógrafo da NASA, chamado TEXES, que está localizado junto ao Infrared Telescope Facility (IRTF), no Havaí, para mapear a aparência mutável do planeta gigante. Fletcher e sua equipe fizeram observações em vários comprimentos de ondas diferentes, otimizando-as para as diferentes caraterísticas e camadas de nuvens da atmosfera do lugar, a fim de criar os primeiros mapas espectrais de Júpiter tirados a partir da Terra.
Estes mapas vão ajudar a definir o cenário que Juno terá de testemunhar nos próximos meses. Nós vimos novos fenômenos meteorológicos que estarão ativos em Júpiter durante todo o ano de 2016”, disse Fletcher.
A missão Juno é liderada em terra pelo pesquisador Dr. Glenn Orton, do Jet Propulsion Laboratory, da NASA, e tem o objetivo de alcançar Júpiter em 4 de julho de 2016, cinco anos após sua decolagem e mais de 2 bilhões de quilômetros já percorridos desde a Terra. Ele entrará na longa órbita polar voando a mais de 4.667 km/h através das nuvens do planeta. Uma vez em órbita, a sonda deslizará apenas a 5.000 km acima das nuvens, próximo o suficiente para fornecer uma cobertura global em uma única imagem.
Assim, em breve, os cientistas conseguirão responder a perguntas como “o que impulsiona as mudanças atmosféricas de Júpiter?”, e ver como o tempo está associado aos processos ocultos que ocorrem nas profundezas do planeta.
Fonte: Jornal da Ciência

Grande Colisor de Hádrons quebra recorde de energia, dando esperança de poder recriar primeiros momentos do Universo

LHC LHC O Grande Colisor de Hádrons (LHC) quebrou outro recorde, permitindo que especialistas estudassem um estado da matéria que existia logo após o Big Bang. O LHC, recentemente, esmagou íons de chumbo em 1045 trilhões de elétron-volts, uma energia duas vezes maior do que a alcançada em qualquer experiência anterior deste tipo. O experimento atingiu uma temperatura de vários bilhões de graus.   Especialistas do acelerador localizado na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), em Genebra, na Suíça, trabalharam intensamente para reconfigurar o LHC, de modo a conduzir este avanço. Em 17 de novembro, os especialistas colocaram pesadas vigas de íons em colisão, e notaram constante estabilidade ​dias mais tarde. “É uma tradição colidir íons por mais de um mês a cada ano, como parte de nosso programa de pesquisa diversificada no LHC”, disse o diretor-geral do CERN, Rolf Heur. “Este ano, porém, é especial, pois estamos chegando a uma nova energia, explorando a questão de uma fase ainda mais primária do nosso Universo”, completou.  LHC-Grande-Colisor-de-Hadrons-quebra-recorde-de-energia  No início da vida do Universo, a matéria existia como um meio extremamente quente e denso. O meio, que parecia uma espécie de “sopa”, era composto principalmente de quarks e glúons, que agora trabalham juntos para formar prótons e nêutrons. “Há muitas perguntas densas e quentes a serem abordadas através da quebra de íons que nosso experimento é capaz de fazer, após ser especificamente projetado e aperfeiçoado durante este tempo”, disse Paolo Giubellino, um porta-voz da experiência ALICE, que é a sigla inglesa de “A Large Ion Collider Experiment” (Experiência do Grande Colisor de Íons). “Toda a colaboração está entusiasticamente preparando-se para uma nova jornada de descobertas”, acrescentou.  Ao aumentar a energia das colisões de íons de chumbo, o LHC aumentou o volume e temperatura da matéria, justamente formando uma “sopa” com plasma de quarks e glúons. O estudo deste material poderia fornecer aos cientistas uma nova compreensão de como a vida começou. Mais colisões serão gravadas e os dados serão coletados a partir de quatro grandes experimentos do LHC. “Este é um passo animador para o desconhecido lado do LHC, que tem capacidades de identificação de partículas muito precisas”, disse o porta-voz Guy Wilkinson.  Em maio de 2015, o LHC estabeleceu um novo recorde na quebra de partículas subatômicas em conjunto. Depois de uma espera de mais de dois anos, enquanto o maior acelerador de partículas do mundo era atualizado, ele chegou a picos de energia duas vezes maiores do que os atingidos antes. Isto fez com que seus gigantes detectores começassem a explorar reinos da “nova física”, tais como dimensões escondidas e matéria escura.    Fonte: Jornal da Ciência
O Grande Colisor de Hádrons (LHC) quebrou outro recorde, permitindo que especialistas estudassem um estado da matéria que existia logo após o Big Bang. O LHC, recentemente, esmagou íons de chumbo em 1045 trilhões de elétron-volts, uma energia duas vezes maior do que a alcançada em qualquer experiência anterior deste tipo. O experimento atingiu uma temperatura de vários bilhões de graus.
 Especialistas do acelerador localizado na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), em Genebra, na Suíça, trabalharam intensamente para reconfigurar o LHC, de modo a conduzir este avanço. Em 17 de novembro, os especialistas colocaram pesadas vigas de íons em colisão, e notaram constante estabilidade ​dias mais tarde. “É uma tradição colidir íons por mais de um mês a cada ano, como parte de nosso programa de pesquisa diversificada no LHC”, disse o diretor-geral do CERN, Rolf Heur. “Este ano, porém, é especial, pois estamos chegando a uma nova energia, explorando a questão de uma fase ainda mais primária do nosso Universo”, completou.
LHC-Grande-Colisor-de-Hadrons-quebra-recorde-de-energia LHC O Grande Colisor de Hádrons (LHC) quebrou outro recorde, permitindo que especialistas estudassem um estado da matéria que existia logo após o Big Bang. O LHC, recentemente, esmagou íons de chumbo em 1045 trilhões de elétron-volts, uma energia duas vezes maior do que a alcançada em qualquer experiência anterior deste tipo. O experimento atingiu uma temperatura de vários bilhões de graus.   Especialistas do acelerador localizado na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), em Genebra, na Suíça, trabalharam intensamente para reconfigurar o LHC, de modo a conduzir este avanço. Em 17 de novembro, os especialistas colocaram pesadas vigas de íons em colisão, e notaram constante estabilidade ​dias mais tarde. “É uma tradição colidir íons por mais de um mês a cada ano, como parte de nosso programa de pesquisa diversificada no LHC”, disse o diretor-geral do CERN, Rolf Heur. “Este ano, porém, é especial, pois estamos chegando a uma nova energia, explorando a questão de uma fase ainda mais primária do nosso Universo”, completou.  LHC-Grande-Colisor-de-Hadrons-quebra-recorde-de-energia  No início da vida do Universo, a matéria existia como um meio extremamente quente e denso. O meio, que parecia uma espécie de “sopa”, era composto principalmente de quarks e glúons, que agora trabalham juntos para formar prótons e nêutrons. “Há muitas perguntas densas e quentes a serem abordadas através da quebra de íons que nosso experimento é capaz de fazer, após ser especificamente projetado e aperfeiçoado durante este tempo”, disse Paolo Giubellino, um porta-voz da experiência ALICE, que é a sigla inglesa de “A Large Ion Collider Experiment” (Experiência do Grande Colisor de Íons). “Toda a colaboração está entusiasticamente preparando-se para uma nova jornada de descobertas”, acrescentou.  Ao aumentar a energia das colisões de íons de chumbo, o LHC aumentou o volume e temperatura da matéria, justamente formando uma “sopa” com plasma de quarks e glúons. O estudo deste material poderia fornecer aos cientistas uma nova compreensão de como a vida começou. Mais colisões serão gravadas e os dados serão coletados a partir de quatro grandes experimentos do LHC. “Este é um passo animador para o desconhecido lado do LHC, que tem capacidades de identificação de partículas muito precisas”, disse o porta-voz Guy Wilkinson.  Em maio de 2015, o LHC estabeleceu um novo recorde na quebra de partículas subatômicas em conjunto. Depois de uma espera de mais de dois anos, enquanto o maior acelerador de partículas do mundo era atualizado, ele chegou a picos de energia duas vezes maiores do que os atingidos antes. Isto fez com que seus gigantes detectores começassem a explorar reinos da “nova física”, tais como dimensões escondidas e matéria escura.    Fonte: Jornal da Ciência

No início da vida do Universo, a matéria existia como um meio extremamente quente e denso. O meio, que parecia uma espécie de “sopa”, era composto principalmente de quarks e glúons, que agora trabalham juntos para formar prótons e nêutrons. “Há muitas perguntas densas e quentes a serem abordadas através da quebra de íons que nosso experimento é capaz de fazer, após ser especificamente projetado e aperfeiçoado durante este tempo”, disse Paolo Giubellino, um porta-voz da experiência ALICE, que é a sigla inglesa de “A Large Ion Collider Experiment” (Experiência do Grande Colisor de Íons). “Toda a colaboração está entusiasticamente preparando-se para uma nova jornada de descobertas”, acrescentou.
Ao aumentar a energia das colisões de íons de chumbo, o LHC aumentou o volume e temperatura da matéria, justamente formando uma “sopa” com plasma de quarks e glúons. O estudo deste material poderia fornecer aos cientistas uma nova compreensão de como a vida começou. Mais colisões serão gravadas e os dados serão coletados a partir de quatro grandes experimentos do LHC. “Este é um passo animador para o desconhecido lado do LHC, que tem capacidades de identificação de partículas muito precisas”, disse o porta-voz Guy Wilkinson.
Em maio de 2015, o LHC estabeleceu um novo recorde na quebra de partículas subatômicas em conjunto. Depois de uma espera de mais de dois anos, enquanto o maior acelerador de partículas do mundo era atualizado, ele chegou a picos de energia duas vezes maiores do que os atingidos antes. Isto fez com que seus gigantes detectores começassem a explorar reinos da “nova física”, tais como dimensões escondidas e matéria escura.

Fonte: Jornal da Ciência

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Mar de Santos se acende pelo terceiro dia seguido

Fenômeno que deixa a água azul fluorescente é conhecido como bioluminescência
(Reprodução)
Pelo terceiro dia seguido o mar de Santos ficou iluminado devido ao fenômeno da bioluminescência, que ocorre quando criaturas marinhas microscópicas ficam agrupadas e agitadas. Elas geram um tom azul fluorescente nas água.
Nesta segunda-feira (27), a maquiadora Vitória Ielpe Freire, de 19 anos, também fez um registro desse momento em frente ao Canal 5. "Sempre estou na praia e nunca tinha visto isso. Fiquei muito curiosa por esse fenômeno e fui pesquisar na internet. É algo raro de acontecer", diz.
Segundo o professor do curso de Biologia Marinha e de mestrado em Ecologia da Universidade Santa Cecília, João Miragaia, apesar de curioso, o fenômeno não é tão incomum assim. 
“Esses organismos, chamados de plânctons, estão presentes na água do mar, embora não seja tão fácil avistá-los. No entanto, a concentração neste volume é considerada anômala. Por algum motivo, esse grupo de plânctons acabou aumentando e produzindo essa luminosidade”, explicou o biólogo. 
Uma das razões para esse aumento expressivo no número de organismos na água poderia estar relacionado ao aumento da matéria orgânica na água. “Não é possível garantir isso, mas esta pode ser uma hipótese para o surgimento de tantos organismos juntos”. 
Vitória, que mora em frente à praia, conta que os vizinhos aparentemente não se importam tanto com o fenômeno. "É algo muito diferente. Não sei se vou ver isso de novo". Nos últimos dois dias, inclusive, ela diz ter caminhado pela Orla à noite para observar mais de perto as luzes.
"Percebi que o fenômeno acontece apenas entre os Canais 4 e 6. Acredito que por ser onde o mar é mais agitado. Também podemos ver melhor (a bioluminescência) após uma hora da manhã, quando apagam algumas luzes da praia".
A observação de Vitória faz sentido, de acordo com  relato do biólogo. Ele explica que o fenômeno ocorre quando há agitação da água. “Embora possamos ver esses organismos, com frequência, ao esfregar o pé na areia úmida, esses pequenos pontos no mar, quando agitados e, em grande quantidade, provocam esse efeito luminoso, que só pode ser avistado no período da noite”. 


Em alguns casos, a luz chega a cobrir as ondas, como ocorreu neste final de semana. Ainda conforme o professor universitário, existe uma hipótese para a produção dessa  bioluminescência. Trata-se de um mecanismo de sobrevivência para esses microorganismos. “A ideia que se supõe é que essa luz, típica da noite, pode repelir o predador. É um mecanismo de defesa destes seres vivos”. 
Ilha de Vaadhoo, Raa Atoll, Maldivas
Esta ilha é conhecida devido a bioluminescência, conhecida como "o mar das estrelas". Confira abaixo algumas fotos tiradas no local.


Fonte: A Tribuna

Inpe cria equipamento para upgrade de observatório de ondas gravitacionais

Inpe cria equipamento para upgrade de observatório de ondas gravitacionais Pêndulos aninhados  O INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) está construindo novos equipamentos que serão instalados no Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferometria Laser (LIGO, na sigla em inglês), responsável pela primeira detecção de ondas gravitacionais, em setembro do ano passado.  Além de colaborar com o projeto na análise de dados que confirmaram o fenômeno, o instituto vai fornecer atenuadores de ruídos para a etapa do LIGO programada para entrar em operação em 2023.  "Juntamente com o projeto de análise de dados, o grupo de pesquisadores do Inpe trabalha com o desenvolvimento de atenuadores físicos, porque o maior limitador da sensibilidade do LIGO em baixas frequências é o ruído sísmico," explica César Costa, que, ao lado de outro pesquisador brasileiro, Odylio Aguiar, participou do projeto que detectou as ondas gravitacionais.  "Os atenuadores que estamos desenvolvendo são basicamente pêndulos aninhados um dentro do outro que enfraquecem as oscilações que vêm de fora. O ideal é que não passe nada. Oscilações que aqui no ambiente teriam um metro, lá nos espelhos do LIGO seriam muito menores que 1 micrômetro, 1 milionésimo de metro, ou seja, uma medida microscópica," explicou Costa.  Segundo ele, a tecnologia é 100% nacional e está sendo desenvolvida no Laboratório de Integração e Testes do Inpe, em São José dos Campos (SP), com recursos da ordem de R$ 500 mil provenientes da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).  Astronomia de escutar  Embora previstas em 1915 por Albert Einstein, as ondas gravitacionais precisaram esperar um século para que os desafios tecnológicos necessários para a sua verificação fossem superados.  "Todo o conhecimento que a gente tem da astronomia vem de praticamente 400 anos para cá, desde o telescópio de Galileu até os dias de hoje. Isso, graças ao desenvolvimento dos telescópios na janela eletromagnética.  "Agora vai haver uma revolução do conhecimento que a gente tem do universo pela abertura dessa nova janela. Porque antes a gente via o universo, agora a gente pode escutar. A gente ouviu os buracos negros orbitando um em torno do outro e se fundindo", afirmou o pesquisador Odylio Aguiar.  Essa "astronomia de escutar" é possível porque as ondas gravitacionais detectadas podem coincidir em frequência com ondas sonoras audíveis pelo ouvido humano - embora nunca com a intensidade suficiente para serem ouvidas. Ondas gravitacionais de frequências inaudíveis podem ser facilmente convertidas para serem ouvidas.  "O LIGO deverá observar todo o universo conhecido. Uma das coisas que faz com que a gente avance no conhecimento da física é a falta de fatos. As teorias ficam empacadas, de certa forma, por falta de fatos. Por exemplo, agora com as ondas gravitacionais, a gente vai poder detectar a fusão das estrelas de nêutrons. Antes não existiam experimentos que relacionassem as duas.  "O esmagamento das estrelas de nêutrons em sua fusão vai nos dar informações sobre mecânica quântica em campo gravitacional intenso. A gente vai aprender como funciona o relacionamento entre a força da gravidade e a mecânica quântica, e isso, talvez, nos dê dicas de uma teoria da mecânica quântica que nos explique essas e outras questões, como a energia escura, que a gente não sabe o que é", explicou Aguiar.
Protótipo de pêndulos aninhados para eliminação de interferências sísmicas.[Imagem: Márcio Constâncio Júnior]

Pêndulos aninhados
O INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) está construindo novos equipamentos que serão instalados no Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferometria Laser (LIGO, na sigla em inglês), responsável pela primeira detecção de ondas gravitacionais, em setembro do ano passado.
Além de colaborar com o projeto na análise de dados que confirmaram o fenômeno, o instituto vai fornecer atenuadores de ruídos para a etapa do LIGO programada para entrar em operação em 2023.
"Juntamente com o projeto de análise de dados, o grupo de pesquisadores do Inpe trabalha com o desenvolvimento de atenuadores físicos, porque o maior limitador da sensibilidade do LIGO em baixas frequências é o ruído sísmico," explica César Costa, que, ao lado de outro pesquisador brasileiro, Odylio Aguiar, participou do projeto que detectou as ondas gravitacionais.
"Os atenuadores que estamos desenvolvendo são basicamente pêndulos aninhados um dentro do outro que enfraquecem as oscilações que vêm de fora. O ideal é que não passe nada. Oscilações que aqui no ambiente teriam um metro, lá nos espelhos do LIGO seriam muito menores que 1 micrômetro, 1 milionésimo de metro, ou seja, uma medida microscópica," explicou Costa.
Segundo ele, a tecnologia é 100% nacional e está sendo desenvolvida no Laboratório de Integração e Testes do Inpe, em São José dos Campos (SP), com recursos da ordem de R$ 500 mil provenientes da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Astronomia de escutar
Embora previstas em 1915 por Albert Einstein, as ondas gravitacionais precisaram esperar um século para que os desafios tecnológicos necessários para a sua verificação fossem superados.
"Todo o conhecimento que a gente tem da astronomia vem de praticamente 400 anos para cá, desde o telescópio de Galileu até os dias de hoje. Isso, graças ao desenvolvimento dos telescópios na janela eletromagnética.
"Agora vai haver uma revolução do conhecimento que a gente tem do universo pela abertura dessa nova janela. Porque antes a gente via o universo, agora a gente pode escutar. A gente ouviu os buracos negros orbitando um em torno do outro e se fundindo", afirmou o pesquisador Odylio Aguiar.
Essa "astronomia de escutar" é possível porque as ondas gravitacionais detectadas podem coincidir em frequência com ondas sonoras audíveis pelo ouvido humano - embora nunca com a intensidade suficiente para serem ouvidas. Ondas gravitacionais de frequências inaudíveis podem ser facilmente convertidas para serem ouvidas.
"O LIGO deverá observar todo o universo conhecido. Uma das coisas que faz com que a gente avance no conhecimento da física é a falta de fatos. As teorias ficam empacadas, de certa forma, por falta de fatos. Por exemplo, agora com as ondas gravitacionais, a gente vai poder detectar a fusão das estrelas de nêutrons. Antes não existiam experimentos que relacionassem as duas.
"O esmagamento das estrelas de nêutrons em sua fusão vai nos dar informações sobre mecânica quântica em campo gravitacional intenso. A gente vai aprender como funciona o relacionamento entre a força da gravidade e a mecânica quântica, e isso, talvez, nos dê dicas de uma teoria da mecânica quântica que nos explique essas e outras questões, como a energia escura, que a gente não sabe o que é", explicou Aguiar.

Fonte: Com informações do MCTIC

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