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sábado, 22 de junho de 2013

Muralha da China

Muralha da China   Pequeno trecho da Muralha da China.  A Muralha da China, também chamada de Grande Muralha, é uma gigantesca construção arquitetônica criada pela engenharia chinesa. Essa construção não se consolidou de uma só vez, pelo contrário, foram necessários cerca de dois mil anos para concluí-la. Durante esse tempo, diversas dinastias (sequência de governantes, soberanos, reis, príncipes, pertencentes a uma mesma família) deram continuidade à construção.   A Muralha da China começou a ser construída em 220 a.C, a partir das ordens de Qin Shihuang, imperador chinês daquela época. A mesma foi finalizada somente no século XVI. A muralha foi erguida em razão da grande incidência de invasões dos povos do norte vindos da Mongólia e da Manchúria. Essa construção tinha uma função estratégica militar de defesa.   Quando os europeus chegaram à China, ficaram surpreendidos com o nível de desenvolvimento tecnológico da civilização chinesa; e o que mais chamou a atenção dos colonizadores europeus foi a Muralha.   A muralha possui aproximadamente 2 300 km de extensão, uma altura média de 7,5 metros e cerca de 3,75 metros de largura; tais características fazem com que essa seja uma das maiores obras feitas pela humanidade. A Muralha da China, que no passado tinha finalidade militar, hoje é um símbolo chinês e um dos mais famosos pontos turísticos do mundo.   Estima-se que durante a construção da muralha foi usada a mão-de-obra de aproximadamente 1 milhão de pessoas, desse total, cerca de 250 mil perderam suas vidas no decorrer da obra.   Atualmente, a Muralha é uma das Sete Maravilhas do Mundo construída pelo homem, reconhecimento internacional que aconteceu em 2007.  
Pequeno trecho da Muralha da China.



A Muralha da China, também chamada de Grande Muralha, é uma gigantesca construção arquitetônica criada pela engenharia chinesa. Essa construção não se consolidou de uma só vez, pelo contrário, foram necessários cerca de dois mil anos para concluí-la. Durante esse tempo, diversas dinastias (sequência de governantes, soberanos, reis, príncipes, pertencentes a uma mesma família) deram continuidade à construção. 

A Muralha da China começou a ser construída em 220 a.C, a partir das ordens de Qin Shihuang, imperador chinês daquela época. A mesma foi finalizada somente no século XVI. A muralha foi erguida em razão da grande incidência de invasões dos povos do norte vindos da Mongólia e da Manchúria. Essa construção tinha uma função estratégica militar de defesa. 

Quando os europeus chegaram à China, ficaram surpreendidos com o nível de desenvolvimento tecnológico da civilização chinesa; e o que mais chamou a atenção dos colonizadores europeus foi a Muralha. 

A muralha possui aproximadamente 2 300 km de extensão, uma altura média de 7,5 metros e cerca de 3,75 metros de largura; tais características fazem com que essa seja uma das maiores obras feitas pela humanidade. A Muralha da China, que no passado tinha finalidade militar, hoje é um símbolo chinês e um dos mais famosos pontos turísticos do mundo. 

Estima-se que durante a construção da muralha foi usada a mão-de-obra de aproximadamente 1 milhão de pessoas, desse total, cerca de 250 mil perderam suas vidas no decorrer da obra. 

Atualmente, a Muralha é uma das Sete Maravilhas do Mundo construída pelo homem, reconhecimento internacional que aconteceu em 2007. 

Culinária Chinesa

Culinária Chinesa   Prato típico chinês  A China possui uma das mais exóticas e conhecidas culinárias de todo o mundo. Na maioria das grandes e médias cidades do planeta, é possível encontrarmos algum restaurante chinês, mesmo que seja um fast-food. A principal característica da culinária chinesa é o contraste das cores, aromas e sabores de cada prato, uma tradição baseada no yin e yan: os pólos contrários se complementam. É comum vermos a mistura de pratos doces e salgados, picantes e agridoces, quentes e frios, etc.   Para os chineses, a cor, o aroma e o sabor dos alimentos possuem a mesma importância. Por isso são usados ingredientes específicos, como o alho-poró, o gengibre e a pimenta, que conferem um aroma bastante agradável aos pratos, que também são bastante coloridos.   A culinária da parte norte da China (inclusive de Pequim) se caracteriza principalmente pela importância das massas e frituras: talharim, pastéis, bolinhos de carne, etc. Já os pratos da região do sul do país são bastante variados. Não é novidade a utilização de iguarias muito exóticas, como barbatanas de tubarão, carne de cachorro, cobras, escorpiões e gafanhotos. Tais hábitos, bastante exóticos para os padrões ocidentais, foram assimilados pelos chineses em virtude dos períodos de pobreza, guerra e carência alimentar por que passaram ao longo da história.   Para comer, os chineses usam instrumentos parecidos com o hashi japonês, que segundo eles, tornam a comida mais saborosa. Geralmente, os mesmos não gostam de tomar bebidas junto com as refeições; dão preferência à sopa de soja. 
Prato típico chinês



A China possui uma das mais exóticas e conhecidas culinárias de todo o mundo. Na maioria das grandes e médias cidades do planeta, é possível encontrarmos algum restaurante chinês, mesmo que seja um fast-food. A principal característica da culinária chinesa é o contraste das cores, aromas e sabores de cada prato, uma tradição baseada no yin e yan: os pólos contrários se complementam. É comum vermos a mistura de pratos doces e salgados, picantes e agridoces, quentes e frios, etc. 

Para os chineses, a cor, o aroma e o sabor dos alimentos possuem a mesma importância. Por isso são usados ingredientes específicos, como o alho-poró, o gengibre e a pimenta, que conferem um aroma bastante agradável aos pratos, que também são bastante coloridos. 

A culinária da parte norte da China (inclusive de Pequim) se caracteriza principalmente pela importância das massas e frituras: talharim, pastéis, bolinhos de carne, etc. Já os pratos da região do sul do país são bastante variados. Não é novidade a utilização de iguarias muito exóticas, como barbatanas de tubarão, carne de cachorro, cobras, escorpiões e gafanhotos. Tais hábitos, bastante exóticos para os padrões ocidentais, foram assimilados pelos chineses em virtude dos períodos de pobreza, guerra e carência alimentar por que passaram ao longo da história. 

Para comer, os chineses usam instrumentos parecidos com o hashi japonês, que segundo eles, tornam a comida mais saborosa. Geralmente, os mesmos não gostam de tomar bebidas junto com as refeições; dão preferência à sopa de soja.

Capitalismo na China

Capitalismo na China   Símbolo capitalista em território chinês.  Durante muito tempo a China manteve as portas de seu mercado fechadas para a inserção de capitais estrangeiros, fato proveniente do regime socialista adotado no país. Porém, desde os anos 70 o sistema capitalista vem se inserido na China. Com a abertura do mercado para o capitalismo mundial houve uma ascensão no sistema produtivo industrial da China, sobretudo, o aumento na produção de bens de consumo.   O desenvolvimento industrial na China, que ocorreu de forma acelerada, fez com que o país se tornasse um dos maiores em produção industrial do mundo.   Existem também outros fatores determinantes para a intensificação industrial na China, um deles foi a implantação de Zonas Econômicas Especiais, nessas áreas foram concedidas permissões para a entrada de capitais estrangeiros. Ao longo das zonas foram criadas áreas de livre comércio, medida adotada em decorrência de leis de incentivo, como redução parcial ou total de impostos.   A redução de impostos por parte do governo tem como objetivo atrair investimentos e inovações tecnológicas oriundas de países desenvolvidos.   Os principais investidores nas Zonas Econômicas Especiais são japoneses e norte-americanos. O que incentiva os países a investir na China não é somente o fator tributário, mas também a abundante e barata mão-de-obra, enorme potencial de mercado interno (1,3 bilhões de pessoas), leis ambientais frágeis, entre outros.   Os benefícios apresentados têm atraído muitas empresas transnacionais para o território chinês.   Diante das informações destacadas, vários pesquisadores, autores de livros e profissionais ligados ao estudo de aspectos econômicos, consideraram a China uma economia capitalista. Entretanto, o capitalismo implantado na China tem grande intervenção do Estado (economia planificada), fato que ocorre de forma modesta em outros países de regime capitalista.   Essa nova configuração da economia chinesa já apresenta significativas mudanças no espaço geográfico do país, além de alterações na vida de seus habitantes, dentre elas a substituição da bicicleta por carros, construção de shopping centers, alteração nos hábitos alimentares e o jeito de vestir.   O crescimento industrial proporcionou uma relativa melhoria na qualidade de vida da população, com destaque para as condições de moradia, alimentação e acesso ao consumo, especialmente de eletrodomésticos.   O povo chinês já possui atitudes capitalistas, como o consumismo, uso crescente do cartão de crédito, celular e carro, elementos que produzem status na China.  
Símbolo capitalista em território chinês.



Durante muito tempo a China manteve as portas de seu mercado fechadas para a inserção de capitais estrangeiros, fato proveniente do regime socialista adotado no país. Porém, desde os anos 70 o sistema capitalista vem se inserido na China. Com a abertura do mercado para o capitalismo mundial houve uma ascensão no sistema produtivo industrial da China, sobretudo, o aumento na produção de bens de consumo. 

O desenvolvimento industrial na China, que ocorreu de forma acelerada, fez com que o país se tornasse um dos maiores em produção industrial do mundo. 

Existem também outros fatores determinantes para a intensificação industrial na China, um deles foi a implantação de Zonas Econômicas Especiais, nessas áreas foram concedidas permissões para a entrada de capitais estrangeiros. Ao longo das zonas foram criadas áreas de livre comércio, medida adotada em decorrência de leis de incentivo, como redução parcial ou total de impostos. 

A redução de impostos por parte do governo tem como objetivo atrair investimentos e inovações tecnológicas oriundas de países desenvolvidos. 

Os principais investidores nas Zonas Econômicas Especiais são japoneses e norte-americanos. O que incentiva os países a investir na China não é somente o fator tributário, mas também a abundante e barata mão-de-obra, enorme potencial de mercado interno (1,3 bilhões de pessoas), leis ambientais frágeis, entre outros. 

Os benefícios apresentados têm atraído muitas empresas transnacionais para o território chinês. 

Diante das informações destacadas, vários pesquisadores, autores de livros e profissionais ligados ao estudo de aspectos econômicos, consideraram a China uma economia capitalista. Entretanto, o capitalismo implantado na China tem grande intervenção do Estado (economia planificada), fato que ocorre de forma modesta em outros países de regime capitalista. 

Essa nova configuração da economia chinesa já apresenta significativas mudanças no espaço geográfico do país, além de alterações na vida de seus habitantes, dentre elas a substituição da bicicleta por carros, construção de shopping centers, alteração nos hábitos alimentares e o jeito de vestir. 

O crescimento industrial proporcionou uma relativa melhoria na qualidade de vida da população, com destaque para as condições de moradia, alimentação e acesso ao consumo, especialmente de eletrodomésticos. 

O povo chinês já possui atitudes capitalistas, como o consumismo, uso crescente do cartão de crédito, celular e carro, elementos que produzem status na China. 

A classe média chinesa

A classe média chinesa   Classe média chinesa: um grupo vivendo as contradições de um país rico e autoritário.  Recuando cinqüenta anos na história chinesa, os estudiosos e críticos nunca acreditariam que hoje poderíamos estar aqui discutindo a ascensão de uma classe média na China. Isso tudo porque os projetos da revolução comunista de 1949 pretendiam estabelecer uma sociedade planificada ao moldes do pensamento marxista. No entanto, a China empreendeu um conjunto de mudanças que instalou uma situação um tanto contraditória naquela sociedade.  O processo de abertura econômica da China trouxe as benesses e riquezas somente vislumbradas pela adoção da cartilha econômica capitalista. No entanto, a relação entre o Estado e os indivíduos, preservou alguns aspectos essenciais da sociedade planificada projetada pelos líderes comunistas das revoluções socialista e cultural. Os reflexos desta situação na cultura e na sociedade chinesa são principalmente sentidos na ascendente faixa sócio-econômica intermediária chinesa.  Sendo, em sua grande maioria, filhos e remanescentes de uma China ainda controladora e autoritária, a classe média desse país hoje vive a liberdade de escolha dos regimes políticos liberais. O sucesso profissional caminha ao lado dos sonhos de consumo de um grupo social que hoje pode preferir uma determinada marca de tênis, idolatrar certos tipos de carro ou planejar a aquisição de uma casa mais confortável e espaçosa. A inserção desses simples atos de escolha imprime um forte senso de liberdade entre esses indivíduos.  No entanto, a possibilidade de crítica e escolha perceptíveis na esfera privada entra em contra-senso com a estrutura política do país. Os chineses de classe média sabem muito bem sobre a situação política de seu país e, muitas vezes, admitem a urgência de determinadas reformas. Ainda assim, não se mobilizam em torno de uma causa reformista por acreditar que a oposição ao governo causaria a perda da prosperidade material alcançada ou na instalação de medidas ainda mais intervencionistas.  Ao que parece, cabe às novas gerações ensaiarem algum tipo de situação reivindicatória mais expressiva. As escolas e o novo conjunto de valores aprendidos pelos jovens chineses aprofundam ainda mais esse senso individualista que vem se instalando no interior da sociedade chinesa. Seria esse um indício do fim do regime comunista que rege o país? Seria difícil tecer uma resposta afirmativa para tal mudança. Resta a nossa espera para avaliar os próximos acontecimentos da mais nova potência surgida nos últimos anos. 
Classe média chinesa: um grupo vivendo as contradições de um país rico e autoritário.



Recuando cinqüenta anos na história chinesa, os estudiosos e críticos nunca acreditariam que hoje poderíamos estar aqui discutindo a ascensão de uma classe média na China. Isso tudo porque os projetos da revolução comunista de 1949 pretendiam estabelecer uma sociedade planificada ao moldes do pensamento marxista. No entanto, a China empreendeu um conjunto de mudanças que instalou uma situação um tanto contraditória naquela sociedade.

O processo de abertura econômica da China trouxe as benesses e riquezas somente vislumbradas pela adoção da cartilha econômica capitalista. No entanto, a relação entre o Estado e os indivíduos, preservou alguns aspectos essenciais da sociedade planificada projetada pelos líderes comunistas das revoluções socialista e cultural. Os reflexos desta situação na cultura e na sociedade chinesa são principalmente sentidos na ascendente faixa sócio-econômica intermediária chinesa.

Sendo, em sua grande maioria, filhos e remanescentes de uma China ainda controladora e autoritária, a classe média desse país hoje vive a liberdade de escolha dos regimes políticos liberais. O sucesso profissional caminha ao lado dos sonhos de consumo de um grupo social que hoje pode preferir uma determinada marca de tênis, idolatrar certos tipos de carro ou planejar a aquisição de uma casa mais confortável e espaçosa. A inserção desses simples atos de escolha imprime um forte senso de liberdade entre esses indivíduos.

No entanto, a possibilidade de crítica e escolha perceptíveis na esfera privada entra em contra-senso com a estrutura política do país. Os chineses de classe média sabem muito bem sobre a situação política de seu país e, muitas vezes, admitem a urgência de determinadas reformas. Ainda assim, não se mobilizam em torno de uma causa reformista por acreditar que a oposição ao governo causaria a perda da prosperidade material alcançada ou na instalação de medidas ainda mais intervencionistas.

Ao que parece, cabe às novas gerações ensaiarem algum tipo de situação reivindicatória mais expressiva. As escolas e o novo conjunto de valores aprendidos pelos jovens chineses aprofundam ainda mais esse senso individualista que vem se instalando no interior da sociedade chinesa. Seria esse um indício do fim do regime comunista que rege o país? Seria difícil tecer uma resposta afirmativa para tal mudança. Resta a nossa espera para avaliar os próximos acontecimentos da mais nova potência surgida nos últimos anos.

Reforma dos Cem Dias

Reforma dos Cem Dias   K'ang Yu-wei, um dos líderes da Reforma dos Cem Dias.   No período de fortalecimento das instituições políticas, observado entre os anos de 1862 e 1894, a China passou a dominar algumas das tecnologias e técnicas militares desenvolvidas no mundo ocidental. No entanto, o contato dos oficiais militares com esses conceitos ocidentais inaugurou um importante movimento por reformas. Esse grupo de militares entendia que o fortalecimento chinês não passava apenas pela reciclagem de suas práticas militares.   Vários oficiais chineses passaram a defender uma reforma profunda nas instituições políticas de seu país. Na verdade, esse processo de aproximação com os valores da sociedade ocidental se deu ao longo dos anos e teve maior força quando as práticas imperialistas do século XIX e as crises econômicas chinesas ganharam grandes proporções. Em 1895, a derrota na Guerra Sino-Japonesa ampliou o sentimento em favor de mudanças. As humilhantes exigências feitas pelo Tratado de Shimonoseki, que selou o fim dos confrontos com o Japão, ampliaram ainda mais o sentimento mudancista entre os chineses.   Inspirados pela modernização já experimentada pelos japoneses, uma série de sociedades patrióticas surgiam na China com o intuito de repesar as instituições de seu país. Várias lideranças políticas do próprio império começaram a admitir a realização de reformas no interior do governo. Dois principais grupos passaram a liderar um debate político que envolvia a liderança do movimento reformista.   Um grupo de líderes do norte, influenciados por Chang Chih-tung, apoiavam a imperatriz Cixi na ascensão de transformações políticas. Outro grupo sulista, representado pelas idéias de K'ang Yu-wei, apoiavam o fortalecimento das instituições e davam apoio ao Imperador Guangxu, que era sobrinho de Cixi. Essa disputa dividiu a China entre essas duas autoridades monárquicas. A discordância iniciaria a chamada Reforma dos Cem Dias.   Em 11 de junho de 1898, o imperador Guangxu estabeleceu um decreto autorizando a população chinesa a buscar obras e teorias estrangeiras. A partir de então, o grupo de reformadores políticos sulistas, liderados por K’ang, conseguiu a assinatura de diversos decretos que modificavam os estatutos educacionais, políticos, econômicos e militares da China. Nos próximos 103 dias de 1898, a China viveu uma avalanche de transformações.   O acesso à educação foi ampliado e as grades curriculares foram reformadas com base nos sistemas de ensino ocidentais. A estrutura político-administrativa foi simplificada, os antigos privilégios foram abolidos e a corrupção foi sistematicamente combatida. A economia ganhava feições liberais com os incentivos de diferentes setores da economia e a modernização dos transportes. No aspecto jurídico, os códigos de lei deveriam ser simplificados.   Mesmo contando com o apoio do imperador, a avalanche de reforma não atingiu o efeito esperado. Os representantes políticos da época não tinham condições de conduzir um conjunto tão amplo de modificações. Ao mesmo tempo, a reação dos conservadores e da imperatriz Cixi colocaram a reforma em risco. Com a denúncia de um golpe contra a Imperatriz, os reformadores e o imperador foram perseguidos pelas tropas reais e as medidas tomadas foram anuladas.   Os conservadores empreenderam uma violenta reação anti-reformista. A imperatriz voltou a controlar fortemente os ditames da política chinesa. Mesmo com a falta de apoio político, a modernização começou a ser uma questão urgente a extratos mais amplos da população. Anos mais tarde, a Revolta dos Boxers (1901) reinstalou a urgência das transformações. Percebendo a situação vigente, a própria imperatriz começou a adotar pontos defendidos pela Reforma dos Cem Dias.   A demora das reformas empreendidas pelo governo imperial foi responsável pela manutenção de idéias antiimperialistas. Com o passar dos anos, a classe intelectual e política chinesa mostrou-se certa a respeito da quebra do milenar império chinês. Em 1911, um movimento de liberalização política deu fim à dinastia dos Manchus e abriu portas para uma nova conjuntura política na China. 
K'ang Yu-wei, um dos líderes da Reforma dos Cem Dias.




No período de fortalecimento das instituições políticas, observado entre os anos de 1862 e 1894, a China passou a dominar algumas das tecnologias e técnicas militares desenvolvidas no mundo ocidental. No entanto, o contato dos oficiais militares com esses conceitos ocidentais inaugurou um importante movimento por reformas. Esse grupo de militares entendia que o fortalecimento chinês não passava apenas pela reciclagem de suas práticas militares. 

Vários oficiais chineses passaram a defender uma reforma profunda nas instituições políticas de seu país. Na verdade, esse processo de aproximação com os valores da sociedade ocidental se deu ao longo dos anos e teve maior força quando as práticas imperialistas do século XIX e as crises econômicas chinesas ganharam grandes proporções. Em 1895, a derrota na Guerra Sino-Japonesa ampliou o sentimento em favor de mudanças. As humilhantes exigências feitas pelo Tratado de Shimonoseki, que selou o fim dos confrontos com o Japão, ampliaram ainda mais o sentimento mudancista entre os chineses. 

Inspirados pela modernização já experimentada pelos japoneses, uma série de sociedades patrióticas surgiam na China com o intuito de repesar as instituições de seu país. Várias lideranças políticas do próprio império começaram a admitir a realização de reformas no interior do governo. Dois principais grupos passaram a liderar um debate político que envolvia a liderança do movimento reformista. 

Um grupo de líderes do norte, influenciados por Chang Chih-tung, apoiavam a imperatriz Cixi na ascensão de transformações políticas. Outro grupo sulista, representado pelas idéias de K'ang Yu-wei, apoiavam o fortalecimento das instituições e davam apoio ao Imperador Guangxu, que era sobrinho de Cixi. Essa disputa dividiu a China entre essas duas autoridades monárquicas. A discordância iniciaria a chamada Reforma dos Cem Dias. 

Em 11 de junho de 1898, o imperador Guangxu estabeleceu um decreto autorizando a população chinesa a buscar obras e teorias estrangeiras. A partir de então, o grupo de reformadores políticos sulistas, liderados por K’ang, conseguiu a assinatura de diversos decretos que modificavam os estatutos educacionais, políticos, econômicos e militares da China. Nos próximos 103 dias de 1898, a China viveu uma avalanche de transformações. 

O acesso à educação foi ampliado e as grades curriculares foram reformadas com base nos sistemas de ensino ocidentais. A estrutura político-administrativa foi simplificada, os antigos privilégios foram abolidos e a corrupção foi sistematicamente combatida. A economia ganhava feições liberais com os incentivos de diferentes setores da economia e a modernização dos transportes. No aspecto jurídico, os códigos de lei deveriam ser simplificados. 

Mesmo contando com o apoio do imperador, a avalanche de reforma não atingiu o efeito esperado. Os representantes políticos da época não tinham condições de conduzir um conjunto tão amplo de modificações. Ao mesmo tempo, a reação dos conservadores e da imperatriz Cixi colocaram a reforma em risco. Com a denúncia de um golpe contra a Imperatriz, os reformadores e o imperador foram perseguidos pelas tropas reais e as medidas tomadas foram anuladas. 

Os conservadores empreenderam uma violenta reação anti-reformista. A imperatriz voltou a controlar fortemente os ditames da política chinesa. Mesmo com a falta de apoio político, a modernização começou a ser uma questão urgente a extratos mais amplos da população. Anos mais tarde, a Revolta dos Boxers (1901) reinstalou a urgência das transformações. Percebendo a situação vigente, a própria imperatriz começou a adotar pontos defendidos pela Reforma dos Cem Dias. 

A demora das reformas empreendidas pelo governo imperial foi responsável pela manutenção de idéias antiimperialistas. Com o passar dos anos, a classe intelectual e política chinesa mostrou-se certa a respeito da quebra do milenar império chinês. Em 1911, um movimento de liberalização política deu fim à dinastia dos Manchus e abriu portas para uma nova conjuntura política na China.

Terceira Era Imperial Chinesa

Terceira Era Imperial Chinesa   Os portões da Cidade Proibida, uma das maiores obras da Terceira Era Imperial.  A terceira era imperial na China se iniciou com o processo de ocupação territorial promovido pelos mongóis. Iniciado pelo lendário guerreiro Gengis Khan, o processo de expansão territorial mongol alcançou as regiões do Oriente Médio e da Ásia Central. Durante o governo de Kublai Khan, neto de Gengis Khan, iniciou-se um processo de centralização administrativa que se deu graças à preservação de diversas diretrizes políticas chinesas.   Em seu governo contou com a participação de funcionários públicos trazidos de outras civilizações dominadas pelo império mongol. A chegada desse estrangeiro não só garantiu a unidade e a organização do império, bem como estabeleceu um interessante processo de intercâmbio cultural entre os chineses e os demais povos do oriente. Além desse processo de ordem cultural, a dinastia Yuan também ficou conhecida por seu extenso número de obras públicas. O Grande Canal, importante hidrovia chinesa, ampliou seu alcance e a cidade de Pequim sofreu um intenso processo de reconstrução.   Ao fim do século XIV, os chineses começaram a mobilizar um movimento contra a presença mongol em seus territórios. A famosa dinastia Ming (1368 – 1644) liderou os conflitos que deram fim à presença dos conquistadores mongóis na China. A dinastia Ming conseguiu controlar os territórios ao sul, instituindo uma capital na cidade de Nanjing. Tempos depois, eliminou definitivamente os mongóis após conquistarem a cidade de Pequim. A luta contra os povos estrangeiros propiciou uma filosofia política de caráter isolacionista durante a dinastia Ming.   Influenciado pelos ditames do pensamento neoconfucionista, esse período foi marcado pela valorização de um mundo de vida centrado na vida rural. Conseguindo fixar uma dinastia tão longa e politicamente estável, o governo Ming vigorou a idéia de que a civilização vivia o ápice de seus hábitos e instituições. Isso até mesmo influenciou no surgimento de uma cultura xenófoba que colocava as culturas estrangeiras em um patamar inferior em relação à China.   Os “anos dourados” da história chinesa foram também refletidos nas ambiciosas obras arquitetônicas desse período. A Muralha da China ganhou seu formato atual nessa época. Outra importante construção foi a Cidade Proibida, que abrigava um conjunto de palácios reais incrustados no meio da cidade de Pequim. Atualmente, essas duas obras são consideradas as principais atrações turísticas da China. Na primeira metade do século XVII, as investidas militares contra os mongóis e as tentativas de invasão dos japoneses desestabilizaram a dinastia Ming.   Aproveitando da situação instável, a última dinastia imperial da China chegou ao poder. Mesmo dando continuidade ao tom isolacionista dos governos anteriores, a dinastia Qing ou Manchu (1644-1911) teve o desafio de manter-se firme mediante diversas revoltas internas e à aproximação dos países capitalistas ao seu território. A expansão marítimo-comercial européia abriu o contato dos chineses com as culturas ocidentais. Os ibéricos e britânicos foram os primeiros a estabelecer contato com o povo chinês, em meados dos séculos XVI e XVII.   Conservando sua visão xenófoba, os chineses não consideravam a troca de conhecimento com os povos ocidentais. Somente as atividades comerciais eram incentivadas em virtude do lucro estatal obtido pela cobrança de impostos. No século XIX, a questão estrangeira e os problemas internos começaram a estremecer a autonomia econômica e política dos chineses. Esse período, um período de crise econômica e alimentícia, promoveu o aparecimento dos primeiros movimentos contrários à dinastia Manchu.   Nessa mesma época, o avanço das nações imperialistas do Ocidente dava claros sinais da instabilidade política e econômica na China. Em 1850, tropas russas conseguiram dominar a região da Manchúria. A presença britânica provocou a Guerra do Ópio (1839 – 1842), que resultou em graves perdas territoriais para a Inglaterra. Encerrado esse período de invasões, o Japão e os Estados Unidos consolidaram regiões de exploração colonial na China. Ao final do século XIX, o regime imperial chinês se mostrou gravemente comprometido. 
Os portões da Cidade Proibida, uma das maiores obras da Terceira Era Imperial.



A terceira era imperial na China se iniciou com o processo de ocupação territorial promovido pelos mongóis. Iniciado pelo lendário guerreiro Gengis Khan, o processo de expansão territorial mongol alcançou as regiões do Oriente Médio e da Ásia Central. Durante o governo de Kublai Khan, neto de Gengis Khan, iniciou-se um processo de centralização administrativa que se deu graças à preservação de diversas diretrizes políticas chinesas. 

Em seu governo contou com a participação de funcionários públicos trazidos de outras civilizações dominadas pelo império mongol. A chegada desse estrangeiro não só garantiu a unidade e a organização do império, bem como estabeleceu um interessante processo de intercâmbio cultural entre os chineses e os demais povos do oriente. Além desse processo de ordem cultural, a dinastia Yuan também ficou conhecida por seu extenso número de obras públicas. O Grande Canal, importante hidrovia chinesa, ampliou seu alcance e a cidade de Pequim sofreu um intenso processo de reconstrução. 

Ao fim do século XIV, os chineses começaram a mobilizar um movimento contra a presença mongol em seus territórios. A famosa dinastia Ming (1368 – 1644) liderou os conflitos que deram fim à presença dos conquistadores mongóis na China. A dinastia Ming conseguiu controlar os territórios ao sul, instituindo uma capital na cidade de Nanjing. Tempos depois, eliminou definitivamente os mongóis após conquistarem a cidade de Pequim. A luta contra os povos estrangeiros propiciou uma filosofia política de caráter isolacionista durante a dinastia Ming. 

Influenciado pelos ditames do pensamento neoconfucionista, esse período foi marcado pela valorização de um mundo de vida centrado na vida rural. Conseguindo fixar uma dinastia tão longa e politicamente estável, o governo Ming vigorou a idéia de que a civilização vivia o ápice de seus hábitos e instituições. Isso até mesmo influenciou no surgimento de uma cultura xenófoba que colocava as culturas estrangeiras em um patamar inferior em relação à China. 

Os “anos dourados” da história chinesa foram também refletidos nas ambiciosas obras arquitetônicas desse período. A Muralha da China ganhou seu formato atual nessa época. Outra importante construção foi a Cidade Proibida, que abrigava um conjunto de palácios reais incrustados no meio da cidade de Pequim. Atualmente, essas duas obras são consideradas as principais atrações turísticas da China. Na primeira metade do século XVII, as investidas militares contra os mongóis e as tentativas de invasão dos japoneses desestabilizaram a dinastia Ming. 

Aproveitando da situação instável, a última dinastia imperial da China chegou ao poder. Mesmo dando continuidade ao tom isolacionista dos governos anteriores, a dinastia Qing ou Manchu (1644-1911) teve o desafio de manter-se firme mediante diversas revoltas internas e à aproximação dos países capitalistas ao seu território. A expansão marítimo-comercial européia abriu o contato dos chineses com as culturas ocidentais. Os ibéricos e britânicos foram os primeiros a estabelecer contato com o povo chinês, em meados dos séculos XVI e XVII. 

Conservando sua visão xenófoba, os chineses não consideravam a troca de conhecimento com os povos ocidentais. Somente as atividades comerciais eram incentivadas em virtude do lucro estatal obtido pela cobrança de impostos. No século XIX, a questão estrangeira e os problemas internos começaram a estremecer a autonomia econômica e política dos chineses. Esse período, um período de crise econômica e alimentícia, promoveu o aparecimento dos primeiros movimentos contrários à dinastia Manchu. 

Nessa mesma época, o avanço das nações imperialistas do Ocidente dava claros sinais da instabilidade política e econômica na China. Em 1850, tropas russas conseguiram dominar a região da Manchúria. A presença britânica provocou a Guerra do Ópio (1839 – 1842), que resultou em graves perdas territoriais para a Inglaterra. Encerrado esse período de invasões, o Japão e os Estados Unidos consolidaram regiões de exploração colonial na China. Ao final do século XIX, o regime imperial chinês se mostrou gravemente comprometido.

Revolução Cultural Chinesa

Revolução Cultural Chinesa   Cartaz fazendo propaganda política da Revolução Cultural feita por Mao Tsé-tung.  A dominação de Mao Tsé-tung sob o governo chinês promoveu um amplo conjunto de reformas naquele país. Contando com uma população tão ampla, o projeto da Revolução Cultural ou Grande Revolução Cultural Proletária foi um projeto hegemônico que mobilizou as massas chinesas. Sob o apelo de seu líder político, esse episódio marcou a perseguição dos dissidentes ao novo regime instalado desde 1959.   Depois de ocupar a posição de líder Máximo da Revolução em 1959, Mao sofreu uma derrota política responsabilizada pelo fracasso de seu plano de ação política chamado de Grande Salto Para Frente. O projeto desenvolvimentista de Mao Tsé-tung, que combinava incentivo à economia agrária e à criação de uma indústria pesada, fracassou tendo como conseqüência o empobrecimento de boa parte da população. Em resposta, Liu Shaoqi e Deng Xiaoping, antigos líderes comunistas, o retiraram do comando político.   Fazendo da Revolução Cultural um contragolpe político, Mao convocou a formação das chamadas Guardas Vermelhas. Essas seriam milícias formadas por jovens doutrinados pelo chamado Livro Vermelho. Tal obra, de autoria de Mao, continha as principais diretrizes de ação política daqueles considerados fiéis à revolução. Além de oferecer orientação política, o Livro Vermelho defendia a perseguição de todos os indivíduos contrários aos ideais da revolução.   Em conseqüência da massiva adesão, vários dissidentes e intelectuais foram perseguidos pelo regime maoísta. As artes e a produção de conhecimento perderam sua autonomia em função dos interesses políticos de Mao Tsé-tung. As obras deveriam retratar uma visão positiva do processo revolucionário, retratando a “triunfante realidade” vivida no país. Além disso, o culto à imagem de Mao era amplamente incentivado. Vários cartazes e pinturas representavam Mao Tsé-tung como um líder supremo responsável pelas recentes glórias do povo chinês.   A força de polícia dada às Guardas Vermelhas acabou trazendo sérias contendas no interior do cenário político chinês. Gradativamente, setores contrários à hegemonia maoísta voltavam ao poder. Com a morte de Mao, em 1976, o sistema repressor da Revolução perdeu seu grande sustentáculo político. Logo em seguida, Deng Xiaoping – que anteriormente foi alvo das Guardas Vermelhas – assumiu o país. Com sua chegada, foram tomadas as primeiras reformas econômicas que, posteriormente, promoveriam a abertura da economia chinesa. 
Cartaz fazendo propaganda política da Revolução Cultural feita por Mao Tsé-tung.



A dominação de Mao Tsé-tung sob o governo chinês promoveu um amplo conjunto de reformas naquele país. Contando com uma população tão ampla, o projeto da Revolução Cultural ou Grande Revolução Cultural Proletária foi um projeto hegemônico que mobilizou as massas chinesas. Sob o apelo de seu líder político, esse episódio marcou a perseguição dos dissidentes ao novo regime instalado desde 1959. 

Depois de ocupar a posição de líder Máximo da Revolução em 1959, Mao sofreu uma derrota política responsabilizada pelo fracasso de seu plano de ação política chamado de Grande Salto Para Frente. O projeto desenvolvimentista de Mao Tsé-tung, que combinava incentivo à economia agrária e à criação de uma indústria pesada, fracassou tendo como conseqüência o empobrecimento de boa parte da população. Em resposta, Liu Shaoqi e Deng Xiaoping, antigos líderes comunistas, o retiraram do comando político. 

Fazendo da Revolução Cultural um contragolpe político, Mao convocou a formação das chamadas Guardas Vermelhas. Essas seriam milícias formadas por jovens doutrinados pelo chamado Livro Vermelho. Tal obra, de autoria de Mao, continha as principais diretrizes de ação política daqueles considerados fiéis à revolução. Além de oferecer orientação política, o Livro Vermelho defendia a perseguição de todos os indivíduos contrários aos ideais da revolução. 

Em conseqüência da massiva adesão, vários dissidentes e intelectuais foram perseguidos pelo regime maoísta. As artes e a produção de conhecimento perderam sua autonomia em função dos interesses políticos de Mao Tsé-tung. As obras deveriam retratar uma visão positiva do processo revolucionário, retratando a “triunfante realidade” vivida no país. Além disso, o culto à imagem de Mao era amplamente incentivado. Vários cartazes e pinturas representavam Mao Tsé-tung como um líder supremo responsável pelas recentes glórias do povo chinês. 

A força de polícia dada às Guardas Vermelhas acabou trazendo sérias contendas no interior do cenário político chinês. Gradativamente, setores contrários à hegemonia maoísta voltavam ao poder. Com a morte de Mao, em 1976, o sistema repressor da Revolução perdeu seu grande sustentáculo político. Logo em seguida, Deng Xiaoping – que anteriormente foi alvo das Guardas Vermelhas – assumiu o país. Com sua chegada, foram tomadas as primeiras reformas econômicas que, posteriormente, promoveriam a abertura da economia chinesa.

República Popular da China

República Popular da China   Muralha da China: um dos maiores símbolos do país  A China é um país independente politicamente, localizado a leste do continente asiático, possui um extenso território com dimensões continentais, conta com uma área 9.956, 960 km2.   A China é o país mais populoso do mundo, nesse território vivem aproximadamente 1,3 bilhões de pessoas, algumas estimativas prevêem que esse número pode ser ainda maior, pois muitas crianças não são registradas pelos pais por causa do controle de natalidade estabelecido pelo governo chinês que estipula punições para as pessoas que superam o número de filhos (2) proposto pelas autoridades.   O território chinês apresenta diversos tipos de clima, vegetação, fauna, flora, entre outros. Na região oeste do território chinês está localizada a Cordilheira do Himalaia, já no leste estão as planícies que são utilizadas para o desenvolvimento de atividades agrícolas. O relevo chinês possui grandes disparidades de altitude, item favorável ao desenvolvimento de usinas hidrelétricas.   Dentre as mais variadas religiões praticadas na China as que predominam são aquelas que surgiram no próprio país, como o confucionismo, taoísmo e budismo. A partir de 1970 a República Popular da China entrou em um acelerado processo de abertura econômica, vinculada às zonas Econômicas Especiais, sempre com o Estado à frente do processo.   Uma das maneiras encontradas pelo Partido Comunista Chinês (PCCh) foi de oferecer atrativos para a entrada de recursos em forma de investimentos no país, principalmente para as cidades exportadoras da costa chinesa, esse estímulo está na grande oferta de mão-de-obra de baixo custo, isso devido à abundância existente na maior população mundial.   O incremento de grandes grupos empresariais atraídos pela oferta de mão-de-obra tem colocado um arsenal de produtos de procedência chinesa em âmbito mundial. No entanto a condição de trabalho dos chineses muitas vezes não atende às condições mínimas de trabalho (carga horária, salário, condições de trabalho etc.), em vários casos esses fatores ferem e violam os direitos humanos.  
Muralha da China: um dos maiores símbolos do país



A China é um país independente politicamente, localizado a leste do continente asiático, possui um extenso território com dimensões continentais, conta com uma área 9.956, 960 km2. 

A China é o país mais populoso do mundo, nesse território vivem aproximadamente 1,3 bilhões de pessoas, algumas estimativas prevêem que esse número pode ser ainda maior, pois muitas crianças não são registradas pelos pais por causa do controle de natalidade estabelecido pelo governo chinês que estipula punições para as pessoas que superam o número de filhos (2) proposto pelas autoridades. 

O território chinês apresenta diversos tipos de clima, vegetação, fauna, flora, entre outros. Na região oeste do território chinês está localizada a Cordilheira do Himalaia, já no leste estão as planícies que são utilizadas para o desenvolvimento de atividades agrícolas. O relevo chinês possui grandes disparidades de altitude, item favorável ao desenvolvimento de usinas hidrelétricas. 

Dentre as mais variadas religiões praticadas na China as que predominam são aquelas que surgiram no próprio país, como o confucionismo, taoísmo e budismo. A partir de 1970 a República Popular da China entrou em um acelerado processo de abertura econômica, vinculada às zonas Econômicas Especiais, sempre com o Estado à frente do processo. 

Uma das maneiras encontradas pelo Partido Comunista Chinês (PCCh) foi de oferecer atrativos para a entrada de recursos em forma de investimentos no país, principalmente para as cidades exportadoras da costa chinesa, esse estímulo está na grande oferta de mão-de-obra de baixo custo, isso devido à abundância existente na maior população mundial. 

O incremento de grandes grupos empresariais atraídos pela oferta de mão-de-obra tem colocado um arsenal de produtos de procedência chinesa em âmbito mundial. No entanto a condição de trabalho dos chineses muitas vezes não atende às condições mínimas de trabalho (carga horária, salário, condições de trabalho etc.), em vários casos esses fatores ferem e violam os direitos humanos. 

Aspectos importantes da China

Aspectos importantes da China   Monte Everest: uma paisagem chinesa  Após a junção do Império Qin, a China percorreu um longo tempo subordinado aos domínios de treze dinastias, ou seja, o poder permaneceu nas mãos de uma única família, esses possuíam uma configuração complexa de reinos, principados, ducados, condados e marquesados.   O poder era concentrado no Imperador, além de contar com a participação de seus auxiliares, como ministros civis e militares e especialmente o primeiro-ministro.   Ocasionalmente ocorria a tomada do poder por parte de oficiais ou mesmo familiares.   Para estabelecer relações político-administrativas eram realizados, principalmente, casamentos, coligações militares e ofertas.   Atualmente a política chinesa é regida pelo Partido Comunista Chinês, que instaurou no país a planificação da Economia chinesa, isso significa que o Estado é responsável pelo sistema produtivo, as empresas e as propriedades rurais são estatais, esse sistema foi implantado por Mao Tse-Tung.   Território   A China é regionalizada administrativamente, ao longo da história sempre ocorreram modificações de forma crescente, desse modo a China possui a seguinte configuração: no alto da hierarquia regional chinesa se encontra os circuitos e as províncias (Sheng), as outras divisões emergiram posteriormente, tais como prefeituras, subprefeituras, departamentos, comarcas (Xiang), distritos (Xian) e áreas metropolitanas. Essas características não são totalmente definidas, uma vez que na tradução para o português existem divergências.   A geografia   A geografia chinesa é descrita como sendo complexa, pois tem inserido em seu território uma imensa variedade de elementos paisagísticos (relevo, vegetação, cordilheira entre outros), desses se destacam os planaltos e as montanhas localizadas a oeste, e relevos de menor altitude a leste.   Essa configuração leva os rios a escoar suas águas de oeste para leste, são eles: Chang Jiang, Huanghe, Amur, além dos que correm rumo ao sul como os Rios das Pérolas, Rio Mekong, Brahmaputa, ressaltando que todos esses rios deságuam no Oceano Pacífico.   Em toda costa leste do Mar Amarelo e Mar da China Oriental concentra planície Aluvial, a costa do Mar da China do sul possui configuração montanhosa, já no sul o relevo é de características constituídas por serras e cordilheiras com altitudes pouco elevadas.   No Himalaia se encontra o ponto mais alto, o Monte Everest, que corresponde à montanha mais elevada do mundo com 8.850 metros de altitude.   O sudoeste chinês é composto por paisagens de altos planaltos, paisagens áridas e desertos como Takla-Makan e o deserto de Gobi que cresce cada vez mais. 
Monte Everest: uma paisagem chinesa



Após a junção do Império Qin, a China percorreu um longo tempo subordinado aos domínios de treze dinastias, ou seja, o poder permaneceu nas mãos de uma única família, esses possuíam uma configuração complexa de reinos, principados, ducados, condados e marquesados. 

O poder era concentrado no Imperador, além de contar com a participação de seus auxiliares, como ministros civis e militares e especialmente o primeiro-ministro. 

Ocasionalmente ocorria a tomada do poder por parte de oficiais ou mesmo familiares. 

Para estabelecer relações político-administrativas eram realizados, principalmente, casamentos, coligações militares e ofertas. 

Atualmente a política chinesa é regida pelo Partido Comunista Chinês, que instaurou no país a planificação da Economia chinesa, isso significa que o Estado é responsável pelo sistema produtivo, as empresas e as propriedades rurais são estatais, esse sistema foi implantado por Mao Tse-Tung. 

Território 

A China é regionalizada administrativamente, ao longo da história sempre ocorreram modificações de forma crescente, desse modo a China possui a seguinte configuração: no alto da hierarquia regional chinesa se encontra os circuitos e as províncias (Sheng), as outras divisões emergiram posteriormente, tais como prefeituras, subprefeituras, departamentos, comarcas (Xiang), distritos (Xian) e áreas metropolitanas. Essas características não são totalmente definidas, uma vez que na tradução para o português existem divergências. 

A geografia 
A geografia chinesa é descrita como sendo complexa, pois tem inserido em seu território uma imensa variedade de elementos paisagísticos (relevo, vegetação, cordilheira entre outros), desses se destacam os planaltos e as montanhas localizadas a oeste, e relevos de menor altitude a leste. 

Essa configuração leva os rios a escoar suas águas de oeste para leste, são eles: Chang Jiang, Huanghe, Amur, além dos que correm rumo ao sul como os Rios das Pérolas, Rio Mekong, Brahmaputa, ressaltando que todos esses rios deságuam no Oceano Pacífico. 

Em toda costa leste do Mar Amarelo e Mar da China Oriental concentra planície Aluvial, a costa do Mar da China do sul possui configuração montanhosa, já no sul o relevo é de características constituídas por serras e cordilheiras com altitudes pouco elevadas. 

No Himalaia se encontra o ponto mais alto, o Monte Everest, que corresponde à montanha mais elevada do mundo com 8.850 metros de altitude. 

O sudoeste chinês é composto por paisagens de altos planaltos, paisagens áridas e desertos como Takla-Makan e o deserto de Gobi que cresce cada vez mais.

Segunda Era Imperial Chinesa

Segunda Era Imperial Chinesa   Gravura retratando um banquete servido durante a dinastia Song.  A Segunda Era Imperial da China iniciou-se com a reunificação político-territorial deflagrada logo após o processo de invasão territorial promovida pelos bárbaros. Nesse período, destaca-se a ascensão da dinastia Sui, que comandou a China entre os séculos VI e VII. Mesmo formando uma dinastia relativamente curta, os Sui reorganizaram a estrutura do país através da criação de um avançado sistema de impostos e servidão.   Além de reestruturar o país sob seus aspectos formais, a dinastia Sui também ficou conhecida pela realização de grandes construções. Entre outras grandes realizações, a dinastia Sui reconstruiu a Muralha da China e empreendeu a construção do Grande Canal. Esse canal foi de grande importância para a integração econômica da China e o fortalecimento econômico do Império.   A decadência da dinastia Sui foi conseqüência de um conjunto de crises internas e o fracasso em várias investidas militares. O fracasso contra invasões ao território coreano e algumas revoltas internas promoveram a crise dos Sui e o surgimento de uma nova dinastia: a dinastia Tang. Os Tang, que dominaram a China entre 618 e 907, conseguiram empreender importantes conquistas territoriais. Regiões da Sibéria, Coréia e Vietnã foram dominadas pelo governo chinês. A Rota da Seda foi um outro território importante para o desenvolvimento do comércio nacional.   A dinastia Tang, mesmo contando com um vasto território e uma ampla rede comercial, não suportou o impacto trazido pelas grandes revoltas que marcaram o século VIII. Nesse período, a Batalha de Talas (751) enfraqueceu a unidade territorial chinesa. Esse conflito foi protagonizado pelos árabes que naquele período empreendiam a chamada expansão muçulmana. Além disso, a instabilidade interna vivida na Rebelião de An Lushan também enfraqueceu a unidade política e territorial da China.   As rebeliões e disputas políticas acabaram, mais uma vez, desintegrando o império chinês. Até a metade século X os territórios chineses ficaram divididos entre diferentes reinos e dinastias que se firmaram após a queda da dinastia Tang, em 907. Somente em 960, uma nova dinastia imperial foi capaz de reunificar o território chinês. A dinastia Song firmou-se no poder através de uma perspectiva política calcada na incessante busca pelo conhecimento. Ao mesmo tempo eram pragmáticos e, por isso, desconsideravam o caráter contemplativo do pensamento budista.   Seguindo uma nova corrente de pensamento filosófico, a dinastia Song foi influenciada pelos princípios neoconfucionistas. Essa corrente filosófica foi estabelecida por Zhu Xi que realizava uma mescla entre itens fundamentais do confucionismo, do taoísmo e do budismo. Essa mesma comunhão vivida no campo político não se refletiu no âmbito militar. Durante o século XII, um processo de invasão ocorreu na porção norte. No século seguinte, a invasão dos mongóis encerrou a Segunda Era Imperial Chinesa. 
Gravura retratando um banquete servido durante a dinastia Song.



A Segunda Era Imperial da China iniciou-se com a reunificação político-territorial deflagrada logo após o processo de invasão territorial promovida pelos bárbaros. Nesse período, destaca-se a ascensão da dinastia Sui, que comandou a China entre os séculos VI e VII. Mesmo formando uma dinastia relativamente curta, os Sui reorganizaram a estrutura do país através da criação de um avançado sistema de impostos e servidão. 

Além de reestruturar o país sob seus aspectos formais, a dinastia Sui também ficou conhecida pela realização de grandes construções. Entre outras grandes realizações, a dinastia Sui reconstruiu a Muralha da China e empreendeu a construção do Grande Canal. Esse canal foi de grande importância para a integração econômica da China e o fortalecimento econômico do Império. 

A decadência da dinastia Sui foi conseqüência de um conjunto de crises internas e o fracasso em várias investidas militares. O fracasso contra invasões ao território coreano e algumas revoltas internas promoveram a crise dos Sui e o surgimento de uma nova dinastia: a dinastia Tang. Os Tang, que dominaram a China entre 618 e 907, conseguiram empreender importantes conquistas territoriais. Regiões da Sibéria, Coréia e Vietnã foram dominadas pelo governo chinês. A Rota da Seda foi um outro território importante para o desenvolvimento do comércio nacional. 

A dinastia Tang, mesmo contando com um vasto território e uma ampla rede comercial, não suportou o impacto trazido pelas grandes revoltas que marcaram o século VIII. Nesse período, a Batalha de Talas (751) enfraqueceu a unidade territorial chinesa. Esse conflito foi protagonizado pelos árabes que naquele período empreendiam a chamada expansão muçulmana. Além disso, a instabilidade interna vivida na Rebelião de An Lushan também enfraqueceu a unidade política e territorial da China. 

As rebeliões e disputas políticas acabaram, mais uma vez, desintegrando o império chinês. Até a metade século X os territórios chineses ficaram divididos entre diferentes reinos e dinastias que se firmaram após a queda da dinastia Tang, em 907. Somente em 960, uma nova dinastia imperial foi capaz de reunificar o território chinês. A dinastia Song firmou-se no poder através de uma perspectiva política calcada na incessante busca pelo conhecimento. Ao mesmo tempo eram pragmáticos e, por isso, desconsideravam o caráter contemplativo do pensamento budista. 

Seguindo uma nova corrente de pensamento filosófico, a dinastia Song foi influenciada pelos princípios neoconfucionistas. Essa corrente filosófica foi estabelecida por Zhu Xi que realizava uma mescla entre itens fundamentais do confucionismo, do taoísmo e do budismo. Essa mesma comunhão vivida no campo político não se refletiu no âmbito militar. Durante o século XII, um processo de invasão ocorreu na porção norte. No século seguinte, a invasão dos mongóis encerrou a Segunda Era Imperial Chinesa.

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