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terça-feira, 11 de junho de 2013

Sistema imunitário



 Os linfócitos T matadores detectam e destroem células anormais  O corpo humano dispõe de diversas estruturas e mecanismos para se proteger de microrganismos invasores (vírus, bactérias, protozoários e fungos) e da entrada de agentes nocivos (veneno de animais peçonhentos e venenosos ou de plantas venenosas). Para tanto, existem barreiras físicas, tais como a pele e as membranas que revestem os órgãos internos, e um mecanismo fisiológico atuando no intuito de fornecer imunidade (do latim immunis, livre isento, neste caso, livre de doenças) ao organismo. Este mecanismo fisiológico faz parte da ação do sistema imunitário ou sistema imune ou sistema imunológico.  Dentre as células que participam da defesa corporal se destacam os macrófagos e os linfócitos.  Macrófagos – são células que estão constantemente se movimentando nos tecidos ou circulando no sangue (são chamados de monócitos quando estão no sangue) e que têm a função de retirar por meio de ingestão (fagocitose) as células mortas, resíduos celulares, agentes estranhos ao organismo etc. Essas células são as primeiras do sistema imune a entrar em ação no processo de defesa do organismo.  Linfócitos – são um tipo de leucócito (glóbulo branco) presente no sangue. Existem três tipos principais de linfócitos que atuam na resposta imunológica:  Linfócitos B – são as células responsáveis pela produção de anticorpos, quando maduras. Nesta fase são chamadas de plasmócitos.  Linfócitos T matadores – também chamadas de células CDB ou citotóxicos, possuem a função de detectar e destruir células anormais ou infectadas por vírus, bem como células estranhas ao corpo.  Linfócitos T auxiliadores – também chamadas de células CD4, são responsáveis por estimular a atuação dos linfócitos na produção de anticorpos, através da mensagem recebida pelos macrófagos da entrada de agentes estranhos no corpo. A ativação dos linfócitos T matadores e dos linfócitos B depende do funcionamento dos linfócitos T auxiliadores.  Os órgãos do sistema imunitário são de dois tipos:  Órgãos imunitários primários – são assim denominados por serem os principais locais de formação e amadurecimento dos linfócitos. São constituídos pela medula óssea e pelo timo. O primeiro órgão é responsável pela produção dos linfócitos B e os linfócitos T e pelas demais células sanguíneas. É também na medula que ocorre o amadurecimento dos linfócitos B. Já ó timo é responsável pelo amadurecimento das células T.  Órgãos imunitários secundários – são representados pelos linfonodos, tonsilas, baço, adenoides e pelo apêndice cecal. Estes são os órgãos responsáveis pela recepção e multiplicação dos linfócitos B e linfócitos T, após entrarem em circulação. Nos linfonodos, os linfócitos detectam a presença de agentes estranhos na linfa ou no sangue e então iniciam o processo de multiplicação de células capazes de combater os invasores, nas adenoides, tonsilas, linfonodos, apêndice cecal ou no baço.  Como ocorre o combate de agentes estranhos pelo sistema imunitário?  Quando uma substância estranha entra no organismo, ela é detectada pelos macrófagos, que a combate diretamente e comunica aos demais componentes do sistema imune sobre a invasão. Essa substância é parcialmente digerida pelos macrófagos, ficando os antígenos expostos na superfície de suas membranas. A partir de então os linfócitos auxiliadores reconhecem os antígenos e se ligam a eles para combatê-los. Neste momento estes linfócitos também liberam compostos denominados interleucinas, que ativam e estimulam a multiplicação de linfócitos T auxiliadores. Estes novos linfócitos, além de contribuírem na intensificação do combate ao invasor, liberam outros tipos de interleucinas, que estimulam os linfócitos T matadores e os linfócitos B. Este processo ocorre até que os antígenos desapareçam.  O organismo possui um mecanismo que acelera o combate de invasores com os quais já esteve em contato. Este mecanismo se chama memória imunitária e ocorre através do armazenamento de linfócitos especiais, que atuaram em processos imunitários passados. Estas células, por armazenar a capacidade de reconhecer determinados antígenos, são denominadas de células de memória. Quando um novo ataque ocorre, por antígenos conhecidos, estas células são ativadas e estimuladas a se reproduzirem, de forma muito mais rápida do que no primeiro contato com esses invasores.
Os linfócitos T matadores detectam e destroem células anormais
O corpo humano dispõe de diversas estruturas e mecanismos para se proteger de microrganismos invasores (vírus, bactérias, protozoários e fungos) e da entrada de agentes nocivos (veneno de animais peçonhentos e venenosos ou de plantas venenosas). Para tanto, existem barreiras físicas, tais como a pele e as membranas que revestem os órgãos internos, e um mecanismo fisiológico atuando no intuito de fornecer imunidade (do latim immunis, livre isento, neste caso, livre de doenças) ao organismo. Este mecanismo fisiológico faz parte da ação do sistema imunitário ou sistema imune ousistema imunológico.
Dentre as células que participam da defesa corporal se destacam os macrófagos e os linfócitos.
Macrófagos – são células que estão constantemente se movimentando nos tecidos ou circulando no sangue (são chamados de monócitosquando estão no sangue) e que têm a função de retirar por meio de ingestão (fagocitose) as células mortas, resíduos celulares, agentes estranhos ao organismo etc. Essas células são as primeiras do sistema imune a entrar em ação no processo de defesa do organismo.
Linfócitos – são um tipo de leucócito (glóbulo branco) presente no sangue. Existem três tipos principais de linfócitos que atuam na resposta imunológica:
Linfócitos B – são as células responsáveis pela produção de anticorpos, quando maduras. Nesta fase são chamadas de plasmócitos.
Linfócitos T matadores – também chamadas de células CDB ou citotóxicos, possuem a função de detectar e destruir células anormais ou infectadas por vírus, bem como células estranhas ao corpo.
Linfócitos T auxiliadores – também chamadas de células CD4, são responsáveis por estimular a atuação dos linfócitos na produção de anticorpos, através da mensagem recebida pelos macrófagos da entrada de agentes estranhos no corpo. A ativação dos linfócitos T matadores e dos linfócitos B depende do funcionamento dos linfócitos T auxiliadores.
Os órgãos do sistema imunitário são de dois tipos:
Órgãos imunitários primários – são assim denominados por serem os principais locais de formação e amadurecimento dos linfócitos. São constituídos pela medula óssea e pelo timo. O primeiro órgão é responsável pela produção dos linfócitos B e os linfócitos T e pelas demais células sanguíneas. É também na medula que ocorre o amadurecimento dos linfócitos B. Já ó timo é responsável pelo amadurecimento das células T.
Órgãos imunitários secundários – são representados pelos linfonodos, tonsilas, baço, adenoides e pelo apêndice cecal. Estes são os órgãos responsáveis pela recepção e multiplicação dos linfócitos B e linfócitos T, após entrarem em circulação. Nos linfonodos, os linfócitos detectam a presença de agentes estranhos nalinfa ou no sangue e então iniciam o processo de multiplicação de células capazes de combater os invasores, nas adenoides, tonsilas, linfonodos, apêndice cecal ou no baço.
Como ocorre o combate de agentes estranhos pelo sistema imunitário?
Quando uma substância estranha entra no organismo, ela é detectada pelos macrófagos, que a combate diretamente e comunica aos demais componentes do sistema imune sobre a invasão. Essa substância é parcialmente digerida pelos macrófagos, ficando os antígenos expostos na superfície de suas membranas. A partir de então os linfócitos auxiliadores reconhecem os antígenos e se ligam a eles para combatê-los. Neste momento estes linfócitos também liberam compostos denominados interleucinas, que ativam e estimulam a multiplicação de linfócitos T auxiliadores. Estes novos linfócitos, além de contribuírem na intensificação do combate ao invasor, liberam outros tipos de interleucinas, que estimulam os linfócitos T matadores e os linfócitos B. Este processo ocorre até que os antígenos desapareçam.
O organismo possui um mecanismo que acelera o combate de invasores com os quais já esteve em contato. Este mecanismo se chama memória imunitária e ocorre através do armazenamento de linfócitos especiais, que atuaram em processos imunitários passados. Estas células, por armazenar a capacidade de reconhecer determinados antígenos, são denominadas de células de memória. Quando um novo ataque ocorre, por antígenos conhecidos, estas células são ativadas e estimuladas a se reproduzirem, de forma muito mais rápida do que no primeiro contato com esses invasores.

sábado, 1 de junho de 2013

Fisiologia

                              A Fisiologia (do grego, physio = funcionamento; logos = estudo) é a ciência responsável pelo estudo dos processos que permitem o funcionamento dos organismos. Assim, além de analisar a nutrição, respiração, circulação, excreção, coordenação nervosa, movimentos, reprodução e desenvolvimento dos seres vivos, esta área da Biologia percebe o trabalho em conjunto entre os sistemas (quando presentes) e a capacidade de autorregulação, encontrada em todas as formas de vida. Este aspecto de equilíbrio dinâmico entre as funções do organismo é denominado homeostase.  A Anatomia, que é o estudo das estruturas macroscópicas dos organismos; a Morfologia, responsável pela análise da constituição dos seres vivos; e a Bioquímica, que se atém ao estudo das biomoléculas e seu funcionamento; são áreas que estão intimamente ligadas a ela.  Essa seção apresenta aspectos sobre a fisiologia humana, de outros animais e dos demais reinos.
                         A Fisiologia nos apresenta respostas sobre o funcionamento dos seres vivos.

A Fisiologia (do grego, physio = funcionamento; logos = estudo) é a ciência responsável pelo estudo dos processos que permitem o funcionamento dos organismos. Assim, além de analisar a nutrição, respiração, circulação, excreção, coordenação nervosa, movimentos, reprodução e desenvolvimento dos seres vivos, esta área da Biologia percebe o trabalho em conjunto entre os sistemas (quando presentes) e a capacidade de autorregulação, encontrada em todas as formas de vida. Este aspecto de equilíbrio dinâmico entre as funções do organismo é denominado homeostase.

A Anatomia, que é o estudo das estruturas macroscópicas dos organismos; a Morfologia, responsável pela análise da constituição dos seres vivos; e a Bioquímica, que se atém ao estudo das biomoléculas e seu funcionamento; são áreas que estão intimamente ligadas a ela.

Essa seção apresenta aspectos sobre a fisiologia humana, de outros animais e dos demais reinos.

Vegetais comestíveis

                              A laranja, a manga e o mamão são popularmente chamados de frutas: nome dado a órgãos vegetais comestíveis e de sabor adocicado. Já o chuchu, pimentão, abóbora, brócolis e couve-flor, por não terem o sabor do açúcar destacado, são considerados como sendo legumes. Já a alface e a couve, como verduras.   Em botânica, o que geralmente chamamos de verduras são, na verdade, folhas comestíveis de determinadas plantas. Já a maioria das frutas e legumes é classificada como frutos – embora a couve-flor e o brócolis sejam, na verdade, flores. E tem mais: a palavra “legume” se refere, cientificamente falando, ao fruto das leguminosas: as vagens. Estas abrigam, por exemplo, arroz, milho e trigo: botanicamente classificados como sementes.   Fruto é o resultado da fecundação do óvulo de uma flor. Após este evento, tanto óvulo quanto ovário sofrem modificações formando, respectivamente, a semente e o fruto. Este último protege a semente e ajuda na sua dispersão.   O fruto também é chamado de pericarpo. Sua porção externa, chamada epicarpo, é o que chamamos de casca do fruto. O endocarpo é a região intermediária, geralmente comestível. Já o mesocarpo é a parte que envolve a semente.   Frutos podem ser carnosos ou secos. Como o nome indica, os carnosos são aqueles de consistência mais macia e suculenta. Exemplos de frutos carnosos: mamão, tomate, abacate e azeitona. Exemplos de frutos secos: vagens do feijão, milho, arroz e avelã.   Agora que você já compreendeu o que é fruto, pergunto: morango, maçã, banana e caju são frutos?   Se a resposta foi sim, você está... enganado!   Essas frutas são classificadas como falsos frutos ou pseudofrutos, já que suas partes carnosas não são originárias do ovário. Morango e maçã são formados a partir do receptáculo floral; a banana é uma fruta estéril; e a parte carnosa do caju, é oriunda do pedúnculo floral.
                                       Chamado popularmente de verdura, e cientificamente como fruto.


A laranja, a manga e o mamão são popularmente chamados de frutas: nome dado a órgãos vegetais comestíveis e de sabor adocicado. Já o chuchu, pimentão, abóbora, brócolis e couve-flor, por não terem o sabor do açúcar destacado, são considerados como sendo legumes. Já a alface e a couve, como verduras. 

Em botânica, o que geralmente chamamos de verduras são, na verdade, folhas comestíveis de determinadas plantas. Já a maioria das frutas e legumes é classificada como frutos – embora a couve-flor e o brócolis sejam, na verdade, flores. E tem mais: a palavra “legume” se refere, cientificamente falando, ao fruto das leguminosas: as vagens. Estas abrigam, por exemplo, arroz, milho e trigo: botanicamente classificados como sementes. 

Fruto é o resultado da fecundação do óvulo de uma flor. Após este evento, tanto óvulo quanto ovário sofrem modificações formando, respectivamente, a semente e o fruto. Este último protege a semente e ajuda na sua dispersão. 

O fruto também é chamado de pericarpo. Sua porção externa, chamada epicarpo, é o que chamamos de casca do fruto. O endocarpo é a região intermediária, geralmente comestível. Já o mesocarpo é a parte que envolve a semente. 

Frutos podem ser carnosos ou secos. Como o nome indica, os carnosos são aqueles de consistência mais macia e suculenta. Exemplos de frutos carnosos: mamão, tomate, abacate e azeitona. Exemplos de frutos secos: vagens do feijão, milho, arroz e avelã. 

Agora que você já compreendeu o que é fruto, pergunto: morango, maçã, banana e caju são frutos? 

Se a resposta foi sim, você está... enganado! 

Essas frutas são classificadas como falsos frutos ou pseudofrutos, já que suas partes carnosas não são originárias do ovário. Morango e maçã são formados a partir do receptáculo floral; a banana é uma fruta estéril; e a parte carnosa do caju, é oriunda do pedúnculo floral.

Animais

                             O Reino Animalia compreende aproximadamente 35 filos, e uma gama de representantes. Estes seres, dotados de um grande número de células eucarióticas, obtém nutrientes e energia a partir da ingestão de outros seres vivos sendo, por isso, considerados heterotróficos. A maioria é simétrica, possui cabeça definida, cavidade corporal interna e segmentação corporal.   Assim como as plantas, possuem tecidos, com graus variados de especialização, sendo que os do tipo nervoso e muscular são encontrados apenas neste reino. Tal novidade evolutiva, juntamente com o esqueleto, permitiu com que colonizassem os mais diversos ambientes. Órgãos do sentido e sistema nervoso são também característicos.   A reprodução pode ser sexuada ou assexuada, sendo que existem representantes que executam estas duas modalidades. Quanto ao ciclo reprodutivo, a meiose produz, diretamente, gametas.   Acredita-se que os ancestrais dos filos atuais surgiram entre 565 e 525 milhões de anos atrás, e que estes eram colônias de protozoários coanoflagelados.   O ramo da Biologia responsável pelo estudo dos animais chama-se Zoologia e, por questões unicamente didáticas, os animais são divididos em invertebrados (poríferos, cnidários, platelmintos, nematelmintos, moluscos, anelídeos, artrópodes e equinodermos) e vertebrados: representantes do Filo Chordata.
                                                           Corais: representantes do reino animal.

O Reino Animalia compreende aproximadamente 35 filos, e uma gama de representantes. Estes seres, dotados de um grande número de células eucarióticas, obtém nutrientes e energia a partir da ingestão de outros seres vivos sendo, por isso, considerados heterotróficos. A maioria é simétrica, possui cabeça definida, cavidade corporal interna e segmentação corporal. 

Assim como as plantas, possuem tecidos, com graus variados de especialização, sendo que os do tipo nervoso e muscular são encontrados apenas neste reino. Tal novidade evolutiva, juntamente com o esqueleto, permitiu com que colonizassem os mais diversos ambientes. Órgãos do sentido e sistema nervoso são também característicos. 

A reprodução pode ser sexuada ou assexuada, sendo que existem representantes que executam estas duas modalidades. Quanto ao ciclo reprodutivo, a meiose produz, diretamente, gametas. 

Acredita-se que os ancestrais dos filos atuais surgiram entre 565 e 525 milhões de anos atrás, e que estes eram colônias de protozoários coanoflagelados. 

O ramo da Biologia responsável pelo estudo dos animais chama-se Zoologia e, por questões unicamente didáticas, os animais são divididos em invertebrados (poríferos, cnidários, platelmintos, nematelmintos, moluscos, anelídeos, artrópodes e equinodermos) e vertebrados: representantes do Filo Chordata. 

Biologia Evolutiva

                                  Apesar de, desde muito tempo, filósofos e cientistas naturais buscarem explicações para justificar a biodiversidade e, ao mesmo tempo, a semelhança entre espécies, em menor ou maior grau, foi somente no século XIX que surgiu uma explicação favorável a este fato. No senso comum, permeava a ideia de que cada espécie existente no planeta havia sido criada por Deus, sem apresentar nenhuma mudança ao longo dos tempos – princípio este denominado fixismo.  Entretanto, Lamarck, em 1809, sugeriu que os seres vivos passavam por modificações, de acordo com o ambiente, a fim de se adaptarem: a lei do uso e desuso. Sob essa ótica, por exemplo, se um grupo de girafas passasse, em determinado momento, a comer as folhas de copas mais altas, seus pescoços tenderiam a crescer. Esse mesmo princípio poderia ser aplicado para justificar a ausência de cauda em humanos.   Lamarck postulou outra lei: a da transmissão dos caracteres adquiridos, a qual explicava que tais modificações passariam de pais para filhos, podendo, dessa forma, ao longo do tempo, surgirem novas espécies.  Apesar de suas ideias serem bastante respeitadas por proporem novos conceitos e questionarem o fixismo, Lamarck acreditava, ainda, que espécies mais simples surgiam por geração espontânea. Além disso, tempos mais tarde, percebeu-se que a lei do uso e desuso não se aplicava a todos os casos, e que nem todas as alterações corporais eram transmitidas para as novas gerações.  Ao viajar ao redor do mundo a bordo de um navio, por cinco anos, Darwin foi percebendo que os seres vivos eram adaptados ao ambiente que viviam; e que essa situação poderia estar relacionada ao surgimento de novas espécies, ao longo do tempo, a partir de restrições do ambiente, onde somente os mais adaptados a ele poderiam sobreviver, se reproduzir e ter descendentes com tais modificações – princípio este chamado de seleção natural. Como tais descobertas entravam em choque com o pensamento da época, Darwin preferiu calar-se e permaneceu assim por muito tempo.  Como Darwin passou a ser bastante conhecido devido à viagem que fez, Alfred Wallace decidiu enviar algumas de suas descobertas recentes a ele. Foi quando o mesmo percebeu que ambos haviam chegado às mesmas conclusões – embora Darwin estivesse munido de mais explicações e provas materiais consistentes. Assim, em 1858, ambos apresentaram suas ideias em uma reunião científica, em Londres.  Na atualidade, a evolução é estudada com base nos princípios de Darwin e Wallace, mas considerando aspectos da Genética. Trata-se da Teoria sintética (ou moderna) da evolução. Além da seleção natural, essa Teoria considera a migração e deriva genética (mudanças na frequência dos genes de uma população que ocorrem ao acaso) como fatores que atuam sobre a variabilidade genética; e a mutação e permutação (reprodução sexuada) como fatores que propiciam seu aumento.
                                                                                          Charles Darwin


Apesar de, desde muito tempo, filósofos e cientistas naturais buscarem explicações para justificar a biodiversidade e, ao mesmo tempo, a semelhança entre espécies, em menor ou maior grau, foi somente no século XIX que surgiu uma explicação favorável a este fato. No senso comum, permeava a ideia de que cada espécie existente no planeta havia sido criada por Deus, sem apresentar nenhuma mudança ao longo dos tempos – princípio este denominado fixismo.

Entretanto, Lamarck, em 1809, sugeriu que os seres vivos passavam por modificações, de acordo com o ambiente, a fim de se adaptarem: a lei do uso e desuso. Sob essa ótica, por exemplo, se um grupo de girafas passasse, em determinado momento, a comer as folhas de copas mais altas, seus pescoços tenderiam a crescer. Esse mesmo princípio poderia ser aplicado para justificar a ausência de cauda em humanos. 

Lamarck postulou outra lei: a da transmissão dos caracteres adquiridos, a qual explicava que tais modificações passariam de pais para filhos, podendo, dessa forma, ao longo do tempo, surgirem novas espécies.

Apesar de suas ideias serem bastante respeitadas por proporem novos conceitos e questionarem o fixismo, Lamarck acreditava, ainda, que espécies mais simples surgiam por geração espontânea. Além disso, tempos mais tarde, percebeu-se que a lei do uso e desuso não se aplicava a todos os casos, e que nem todas as alterações corporais eram transmitidas para as novas gerações.

Ao viajar ao redor do mundo a bordo de um navio, por cinco anos, Darwin foi percebendo que os seres vivos eram adaptados ao ambiente que viviam; e que essa situação poderia estar relacionada ao surgimento de novas espécies, ao longo do tempo, a partir de restrições do ambiente, onde somente os mais adaptados a ele poderiam sobreviver, se reproduzir e ter descendentes com tais modificações – princípio este chamado de seleção natural. Como tais descobertas entravam em choque com o pensamento da época, Darwin preferiu calar-se e permaneceu assim por muito tempo.

Como Darwin passou a ser bastante conhecido devido à viagem que fez, Alfred Wallace decidiu enviar algumas de suas descobertas recentes a ele. Foi quando o mesmo percebeu que ambos haviam chegado às mesmas conclusões – embora Darwin estivesse munido de mais explicações e provas materiais consistentes. Assim, em 1858, ambos apresentaram suas ideias em uma reunião científica, em Londres.

Na atualidade, a evolução é estudada com base nos princípios de Darwin e Wallace, mas considerando aspectos da Genética. Trata-se da Teoria sintética (ou moderna) da evolução. Além da seleção natural, essa Teoria considera a migração e deriva genética (mudanças na frequência dos genes de uma população que ocorrem ao acaso) como fatores que atuam sobre a variabilidade genética; e a mutação e permutação (reprodução sexuada) como fatores que propiciam seu aumento.

Reprodução

                             A reprodução é uma das características que diferem os seres inanimados dos seres vivos. Ela consiste no processo em que um ou mais organismos produzem descendentes, passando a eles uma cópia de todos ou de alguns de seus genes. Assim, a reprodução é imprescindível para a manutenção das espécies.   Ela costuma ser dividida em duas categorias: reprodução assexuada e reprodução sexuada.   Na reprodução assexuada, um único indivíduo dá origem a um ou mais descendentes. Por tal motivo é que eles são geneticamente idênticos aos seus genitores, embora possam ocorrer mutações e variações fenotípicas. Esse tipo de reprodução geralmente se dá por brotamento, quando determinada região do corpo do indivíduo cresce e depois se desprende, tornando-se um novo indivíduo; ou por fissão, caso em que o corpo do animal se parte e cada um dos pedaços se regenera independentemente, dando origem a novos indivíduos.   Quanto à reprodução sexuada, esta ocorre a partir da união de gametas. Geralmente, metade das características dos descendentes é oriunda do gameta masculino, e outra metade, do feminino. Ela tem como uma de suas vantagens a variabilidade genética, visto que os gametas de um mesmo indivíduo apresentam-se distintos entre si.   Nesse tipo reprodutivo, a fecundação pode ser tanto externa quanto interna e, nesse primeiro caso, a quantidade de gametas produzidos pela geração parental tende a ser bem maior.   Existem organismos que podem reproduzir-se tanto assexuadamente quanto sexuadamente, como plantas e certos cnidários. Há também casos especiais de reprodução, como a partenogênese, em que acontece o desenvolvimento de embriões a partir de óvulos não fecundados.
                    A união do óvulo com espermatozoide é um exemplo de reprodução sexuada.

A reprodução é uma das características que diferem os seres inanimados dos seres vivos. Ela consiste no processo em que um ou mais organismos produzem descendentes, passando a eles uma cópia de todos ou de alguns de seus genes. Assim, a reprodução é imprescindível para a manutenção das espécies. 

Ela costuma ser dividida em duas categorias: reprodução assexuada e reprodução sexuada. 

Na reprodução assexuada, um único indivíduo dá origem a um ou mais descendentes. Por tal motivo é que eles são geneticamente idênticos aos seus genitores, embora possam ocorrer mutações e variações fenotípicas. Esse tipo de reprodução geralmente se dá por brotamento, quando determinada região do corpo do indivíduo cresce e depois se desprende, tornando-se um novo indivíduo; ou por fissão, caso em que o corpo do animal se parte e cada um dos pedaços se regenera independentemente, dando origem a novos indivíduos. 

Quanto à reprodução sexuada, esta ocorre a partir da união de gametas. Geralmente, metade das características dos descendentes é oriunda do gameta masculino, e outra metade, do feminino. Ela tem como uma de suas vantagens a variabilidade genética, visto que os gametas de um mesmo indivíduo apresentam-se distintos entre si. 

Nesse tipo reprodutivo, a fecundação pode ser tanto externa quanto interna e, nesse primeiro caso, a quantidade de gametas produzidos pela geração parental tende a ser bem maior. 

Existem organismos que podem reproduzir-se tanto assexuadamente quanto sexuadamente, como plantas e certos cnidários. Há também casos especiais de reprodução, como a partenogênese, em que acontece o desenvolvimento de embriões a partir de óvulos não fecundados. 

Biologia celular

                             A Biologia Celular, anteriormente denominada Citologia, é a área da Biologia relacionada ao estudo das células, tanto eucariontes quanto procariontes; tanto de organismos unicelulares quanto de multicelulares. Seu início só se deu a partir da criação dos microscópios – invenção esta que teve como precursores os holandeses Francis e Zacarias Janssen, em 1590.   A partir desta definição, podemos perceber que esta ciência se atém às características gerais, evolução, componentes químicos, especializações, estruturas, permeabilidade, regulação, diferenciação, interação, divisões, ciclo vital, funções, diferença entre tipos celulares, dentre outros aspectos relacionados às células ou ao estudo destas, como a microscopia e técnicas de preparo de material biológico.   Considerando que as células são fatores que diferenciam o que é vida do que não possui vida - sendo a unidade estrutural e funcional básica de qualquer ser vivo, da mesma forma que o átomo é a unidade fundamental das estruturas químicas - podemos dizer que compreender a Biologia Celular é conhecer aspectos diversos intrínsecos à vida.   Por Mariana Araguaia
                                                                  Células sanguíneas de mamíferos

A Biologia Celular, anteriormente denominada Citologia, é a área da Biologia relacionada ao estudo das células, tanto eucariontes quanto procariontes; tanto de organismos unicelulares quanto de multicelulares. Seu início só se deu a partir da criação dos microscópios – invenção esta que teve como precursores os holandeses Francis e Zacarias Janssen, em 1590.

A partir desta definição, podemos perceber que esta ciência se atém às características gerais, evolução, componentes químicos, especializações, estruturas, permeabilidade, regulação, diferenciação, interação, divisões, ciclo vital, funções, diferença entre tipos celulares, dentre outros aspectos relacionados às células ou ao estudo destas, como a microscopia e técnicas de preparo de material biológico.

Considerando que as células são fatores que diferenciam o que é vida do que não possui vida - sendo a unidade estrutural e funcional básica de qualquer ser vivo, da mesma forma que o átomo é a unidade fundamental das estruturas químicas - podemos dizer que compreender a Biologia Celular é conhecer aspectos diversos intrínsecos à vida. 
Por Mariana Araguaia

Histologia Animal

                          Tecidos são agrupamentos de células e determinadas estruturas que, atuando de forma integrada, desempenham funções específicas. Assim, estão presentes somente em organismos multicelulares, tais como animais e plantas; o que não quer dizer que todos estes representantes os possuem. Este é o caso das algas e fungos multicelulares e esponjas.   Na Biologia, a ciência que estuda os tecidos é denominada Histologia (do grego: hydton = tecido + logos = estudos), sendo o principal enfoque desta os tecidos de animais vertebrados.   Proteção, absorção e secreção de substâncias, percepção de sensações, sustentação, locomoção, movimentação de órgãos internos, transmissão de informações, preenchimento, armazenamento, regeneração, defesa, transporte de sustâncias são algumas funções que os tecidos exercem.   Estes podem ser de quatro tipos:   - Tecidos epiteliais; que podem ser classificados em tecidos epiteliais de revestimento ou glandulares.  - Tecidos conjuntivos; divididos em tecido conjuntivo frouxo, denso, adiposo, reticular, cartilaginoso e ósseo.  - Tecidos musculares; do tipo estriado esquelético, estriado cardíaco ou liso.  - Tecido nervoso, cujos principais componentes são os neurônios e células da glia.   Tais tecidos associam-se e formam órgãos corporais. Assim, um único órgão geralmente possui mais de um tecido, estes especializados em aspectos distintos. A traqueia, por exemplo, é constituída de tecido muscular liso, reforçada com anéis cartilaginosos e revestida internamente por epitélio do tipo cilíndrico ciliado.
                                                                                  Tecidos animais.


Tecidos são agrupamentos de células e determinadas estruturas que, atuando de forma integrada, desempenham funções específicas. Assim, estão presentes somente em organismos multicelulares, tais como animais e plantas; o que não quer dizer que todos estes representantes os possuem. Este é o caso das algas e fungos multicelulares e esponjas. 

Na Biologia, a ciência que estuda os tecidos é denominada Histologia (do grego: hydton = tecido + logos = estudos), sendo o principal enfoque desta os tecidos de animais vertebrados. 

Proteção, absorção e secreção de substâncias, percepção de sensações, sustentação, locomoção, movimentação de órgãos internos, transmissão de informações, preenchimento, armazenamento, regeneração, defesa, transporte de sustâncias são algumas funções que os tecidos exercem. 

Estes podem ser de quatro tipos: 

Tecidos epiteliais; que podem ser classificados em tecidos epiteliais de revestimento ou glandulares. 
Tecidos conjuntivos; divididos em tecido conjuntivo frouxo, denso, adiposo, reticular, cartilaginoso e ósseo. 
Tecidos musculares; do tipo estriado esquelético, estriado cardíaco ou liso. 
Tecido nervoso, cujos principais componentes são os neurônios e células da glia. 

Tais tecidos associam-se e formam órgãos corporais. Assim, um único órgão geralmente possui mais de um tecido, estes especializados em aspectos distintos. A traqueia, por exemplo, é constituída de tecido muscular liso, reforçada com anéis cartilaginosos e revestida internamente por epitélio do tipo cilíndrico ciliado. 

Anatomia Humana

                            A Anatomia é a parte da Biologia responsável pelo estudo da constituição dos organismos multicelulares, ou seja: sua estrutura e organização, tanto internas quanto externas. Essa ciência está intimamente ligada à Fisiologia, já que esta é responsável pelo estudo das funções do organismo.   Os anatomistas, geralmente, têm como objeto de estudo peças dessecadas, previamente preparadas para contemplar esse objetivo. Nessas situações, a observação é feita unicamente a olho nu.  Muito antiga, a Anatomia já foi, outrora, estudada como uma matéria auxiliar da cirurgia. As primeiras ilustrações anatômicas impressas foram feitas no século quinze, embora pouco realistas e bastante primitivas. Alguns artistas renascentistas, como Leonardo da Vinci, deram contribuições notórias para tais representações, feitas de forma mais descritiva e real. Tal artista foi, inclusive, responsável pela nomeação de algumas dessas estruturas.  Não são raras as vezes em que encontramos diferenças entre peças anatômicas de indivíduos da mesma espécie, seja na forma ou mesmo posição. Quando isso ocorre, mas não há prejuízo funcional para o indivíduo, falamos em variação anatômica. A idade, sexo e raça são alguns fatores que podem propiciar o surgimento dessas variações.  Em situações nas quais essas diferenças fornecem perturbações funcionais, falamos, na Anatomia, em anomalias, sendo um exemplo a ausência de um ou mais dedos das mãos.  Existem, ainda, casos em que a variação é tão grande que, além de causar deformações, inviabiliza a vida do indivíduo. Falamos em monstruosidade.  Nessa seção você encontrará um vasto material sobre a Anatomia Humana. Conheça os textos aqui disponibilizados e obtenha informações muito interessantes sobre a nossa organização corporal!
                                         Ilustrações anatômicas feitas por Leonardo Da Vinci.

A Anatomia é a parte da Biologia responsável pelo estudo da constituição dos organismos multicelulares, ou seja: sua estrutura e organização, tanto internas quanto externas. Essa ciência está intimamente ligada à Fisiologia, já que esta é responsável pelo estudo das funções do organismo. 

Os anatomistas, geralmente, têm como objeto de estudo peças dessecadas, previamente preparadas para contemplar esse objetivo. Nessas situações, a observação é feita unicamente a olho nu.

Muito antiga, a Anatomia já foi, outrora, estudada como uma matéria auxiliar da cirurgia. As primeiras ilustrações anatômicas impressas foram feitas no século quinze, embora pouco realistas e bastante primitivas. Alguns artistas renascentistas, como Leonardo da Vinci, deram contribuições notórias para tais representações, feitas de forma mais descritiva e real. Tal artista foi, inclusive, responsável pela nomeação de algumas dessas estruturas.

Não são raras as vezes em que encontramos diferenças entre peças anatômicas de indivíduos da mesma espécie, seja na forma ou mesmo posição. Quando isso ocorre, mas não há prejuízo funcional para o indivíduo, falamos em variação anatômica. A idade, sexo e raça são alguns fatores que podem propiciar o surgimento dessas variações.

Em situações nas quais essas diferenças fornecem perturbações funcionais, falamos, na Anatomia, em anomalias, sendo um exemplo a ausência de um ou mais dedos das mãos.

Existem, ainda, casos em que a variação é tão grande que, além de causar deformações, inviabiliza a vida do indivíduo. Falamos em monstruosidade.

Nessa seção você encontrará um vasto material sobre a Anatomia Humana. Conheça os textos aqui disponibilizados e obtenha informações muito interessantes sobre a nossa organização corporal!

Ecologia

                                  Ecologia é a parte da Biologia responsável pelo estudo das relações entre indivíduos de uma mesma espécie, de espécies distintas e entre eles e o meio abiótico. É por esse motivo que as atividades humanas responsáveis por causar impactos negativos no meio ambiente são estudadas nessa matéria.   Para estudar Ecologia, conhecer alguns conceitos é fundamental:   - Biosfera: região do ambiente terrestre onde são encontrados os seres vivos.   - Hábitat: local onde determinada espécie é encontrada.   - Nicho ecológico: relações que determinada espécie desempenha com outras e com o ambiente físico; modo de vida da espécie.   - Cadeia alimentar: relação alimentar entre indivíduos de um ecossistema.   - Produtores: organismos autotróficos de uma cadeia alimentar.   - Consumidores primários: animais herbívoros de uma cadeia alimentar.   - Consumidores secundários: animais que se alimentam de animais herbívoros.   - Consumidores terciários, quaternários, e assim por diante: animais que se alimentam de animais carnívoros.   - Decompositores: organismos que se alimentam de excretas e restos mortais dos seres vivos.   - Nível trófico: cada etapa da cadeia alimentar - produtores, consumidores (...) decompositores.   - Ciclos biogeoquímicos: processo contínuo de retirada e devolução de elementos químicos à natureza.   - População: conjunto de indivíduos de uma mesma espécie.   - Relações intraespecíficas: relações entre indivíduos da mesma espécie.   - Relações interespecíficas: relações entre indivíduos de espécies diferentes.   - Relações harmônicas: relações entre indivíduos em que pelo menos um é beneficiado, sem causar prejuízo ao outro.  - Relações desarmônicas: relações entre indivíduos em que pelo menos um é prejudicado.    - Bioma: conjunto de ecossistemas com vegetação característica e fisionomia típica, onde predomina certo tipo de clima.   - Poluição: modificação indesejável do ambiente, causada pela espécie humana.
                                   A relação entre indivíduos de espécies diferentes faz parte do universo de estudo da Ecologia.

Ecologia é a parte da Biologia responsável pelo estudo das relações entre indivíduos de uma mesma espécie, de espécies distintas e entre eles e o meio abiótico. É por esse motivo que as atividades humanas responsáveis por causar impactos negativos no meio ambiente são estudadas nessa matéria. 

Para estudar Ecologia, conhecer alguns conceitos é fundamental: 

- Biosfera: região do ambiente terrestre onde são encontrados os seres vivos. 

- Hábitat: local onde determinada espécie é encontrada. 

- Nicho ecológico: relações que determinada espécie desempenha com outras e com o ambiente físico; modo de vida da espécie. 

- Cadeia alimentar: relação alimentar entre indivíduos de um ecossistema. 

- Produtores: organismos autotróficos de uma cadeia alimentar. 

- Consumidores primários: animais herbívoros de uma cadeia alimentar. 

- Consumidores secundários: animais que se alimentam de animais herbívoros. 

- Consumidores terciários, quaternários, e assim por diante: animais que se alimentam de animais carnívoros. 

- Decompositores: organismos que se alimentam de excretas e restos mortais dos seres vivos. 

- Nível trófico: cada etapa da cadeia alimentar - produtores, consumidores (...) decompositores. 

- Ciclos biogeoquímicos: processo contínuo de retirada e devolução de elementos químicos à natureza. 

- População: conjunto de indivíduos de uma mesma espécie. 

- Relações intraespecíficas: relações entre indivíduos da mesma espécie. 

- Relações interespecíficas: relações entre indivíduos de espécies diferentes. 

- Relações harmônicas: relações entre indivíduos em que pelo menos um é beneficiado, sem causar prejuízo ao outro. 
- Relações desarmônicas: relações entre indivíduos em que pelo menos um é prejudicado. 


- Bioma: conjunto de ecossistemas com vegetação característica e fisionomia típica, onde predomina certo tipo de clima. 

- Poluição: modificação indesejável do ambiente, causada pela espécie humana. 

Genética

                           A Genética é a área da Biologia responsável pelo estudo da hereditariedade: a transmissão de características de pais para filhos, ao longo das gerações. Muito se especulava acerca desse fato, como a hipótese da pangênese, de Hipócrates; a teoria da pré-formação, defendida por Spallanzani, Leeuwenhoek e diversos outros pesquisadores; e a teoria da epigênese, de Caspar Friedrich Wolff.  Entretanto, a figura mais notável no que se diz respeito ao advento dessa ciência, tal como vemos hoje, foi o monge Gregor Mendel que, durante muito tempo, pesquisou o processo de transmissão de caracteres entre diversas gerações de ervilhas (Pisum sativum), e concluiu que este se dava por meio de partículas, ou fatores, encontrados nos gametas. Atualmente reconhecidas como genes, essas “partículas” se encontram nos cromossomos, mais precisamente no DNA.  As ideias de Mendel não receberam a devida importância na época, sendo redescobertas mais de quinze anos após a sua morte por três pesquisadores que chegaram às mesmas conclusões que ele, e descobriram que estas não eram inéditas. São eles o holandês Hugo de Vries, o alemão Carl Erich Correns e o austríaco Erich von Tschermark-Seysenegg.  Apesar de não reconhecer todos os tipos de herança genética, Mendel representou um marco para essa ciência, uma vez que concluiu determinadas leis da natureza sem ao menos saber da existência dos cromossomos e desconhecer os processos de divisão celular. Além disso, seus estudos foram pontos de partida para se compreender os métodos de se estudar a Genética.  Abaixo, alguns conceitos essenciais para o estudo dessa matéria:  - Caráter: característica de um indivíduo ou grupo que se deseja analisar, como cor dos pelos, grupo sanguíneo, determinada doença genética, etc.  - Genótipo: conjunto de genes do indivíduo.  - Fenótipo: manifestação morfológica e/ou funcional do genótipo, associada ao fator ambiental (alimentação, exposição ao sol, etc.).  - Geração parental (P): primeira geração de um cruzamento. A primeira geração resultante desse cruzamento é a F1, a segunda, F2, e assim sucessivamente.   - Lócus gênico: posição de um gene no cromossomo.  - Alelos: dois genes situados no mesmo lócus.  - Homozigose: alelos iguais.  - Heterozigose: alelos diferentes.  - Heredograma: esquema gráfico que, por meio de símbolos, representa os indivíduos e relações de parentesco da família que se deseja estudar.
                                                                           Gregor Mendel

A Genética é a área da Biologia responsável pelo estudo da hereditariedade: a transmissão de características de pais para filhos, ao longo das gerações. Muito se especulava acerca desse fato, como a hipótese da pangênese, de Hipócrates; a teoria da pré-formação, defendida por Spallanzani, Leeuwenhoek e diversos outros pesquisadores; e a teoria da epigênese, de Caspar Friedrich Wolff.

Entretanto, a figura mais notável no que se diz respeito ao advento dessa ciência, tal como vemos hoje, foi o monge Gregor Mendel que, durante muito tempo, pesquisou o processo de transmissão de caracteres entre diversas gerações de ervilhas (Pisum sativum), e concluiu que este se dava por meio de partículas, ou fatores, encontrados nos gametas. Atualmente reconhecidas como genes, essas “partículas” se encontram nos cromossomos, mais precisamente no DNA.

As ideias de Mendel não receberam a devida importância na época, sendo redescobertas mais de quinze anos após a sua morte por três pesquisadores que chegaram às mesmas conclusões que ele, e descobriram que estas não eram inéditas. São eles o holandês Hugo de Vries, o alemão Carl Erich Correns e o austríaco Erich von Tschermark-Seysenegg.

Apesar de não reconhecer todos os tipos de herança genética, Mendel representou um marco para essa ciência, uma vez que concluiu determinadas leis da natureza sem ao menos saber da existência dos cromossomos e desconhecer os processos de divisão celular. Além disso, seus estudos foram pontos de partida para se compreender os métodos de se estudar a Genética.

Abaixo, alguns conceitos essenciais para o estudo dessa matéria:

- Caráter: característica de um indivíduo ou grupo que se deseja analisar, como cor dos pelos, grupo sanguíneo, determinada doença genética, etc.

- Genótipo: conjunto de genes do indivíduo.

- Fenótipo: manifestação morfológica e/ou funcional do genótipo, associada ao fator ambiental (alimentação, exposição ao sol, etc.).

- Geração parental (P): primeira geração de um cruzamento. A primeira geração resultante desse cruzamento é a F1, a segunda, F2, e assim sucessivamente. 

- Lócus gênico: posição de um gene no cromossomo.

- Alelos: dois genes situados no mesmo lócus.

- Homozigose: alelos iguais.

- Heterozigose: alelos diferentes.

- Heredograma: esquema gráfico que, por meio de símbolos, representa os indivíduos e relações de parentesco da família que se deseja estudar.

Seres Vivos

                         Em todo o planeta Terra habitam mais de dois milhões de seres vivos, adaptados aos mais diversos ambientes, com suas infinitas formas. Diante de tanta variedade, os cientistas perceberam a necessidade de se desenvolver um sistema formal, e eficiente, de classificação; considerando suas características em comum e relações de parentesco evolutivo.   O naturalista sueco Lineu propôs, em 1735, a nomenclatura binomial, na qual cada ser vivo seria nomeado com duas palavras: a primeira se referindo ao nome genérico (gênero) e a segunda, ao nome específico. Além disso, tais nomes seriam apresentados em itálico ou grifados; e a primeira letra do primeiro nome, apresentada em maiúsculo.   Exemplo:   Onça (nome popular)  Panthera onça (nome científico)   Tal sistema, utilizado até a atualidade, facilita a comunicação entre os cientistas, já que um mesmo ser vivo, dependendo da região, pode ser identificado pelos mais diversos nomes. Por exemplo: a Manihot esculenta costuma ser chamada, em nosso país, de mandioca, aipim e macaxeira. Assim, com uma nomenclatura unificada, em qualquer local do Brasil e do mundo, o nome Manihot esculenta se refere a esta espécie específica, sem chances de ser confundida com outra qualquer.   Foi Lineu também quem criou as categorias taxonômicas, considerando “espécie” como sendo a mais específica. Estas se apresentam na seguinte ordem hierárquica:   Reino – Filo (ou divisão, no caso de vegetais) – Classe – Ordem – Família – Gênero – Espécie   Em 1959, Robert Whittaker propôs a divisão dos seres vivos em cinco reinos, esta que é levada em consideração até os dias atuais:   - Reino Monera, que reúne as eubactérias e as arqueobactérias: seres procarióticos e unicelulares.   - Reino Protoctista, tendo os protozoários e algas como representantes.   - Reino Fungi, cujos representantes são eucarióticos, uni ou multicelulares e heterotróficos.   - Reino Plantae, com representantes eucarióticos, multicelulares e autotróficos fotossintetizantes.   - Reino Animalia, abrigando indivíduos eucarióticos, multicelulares e heterotróficos.   Apesar de Lineu ser criacionista, e não reconhecer os mecanismos da evolução; hoje sabemos que a semelhança existente entre determinados seres vivos é o reflexo desta relação de parentesco. Exemplo:   Onças (Panthera onça) e Tigres (Panthera tigris) pertencem ao:   Reino Animalia  Filo Chordata  Classe Mammalia  Ordem Carnívora  Família Felidae  Gênero Panthera   Ou seja, são bastante aparentadas.   Já o cavalo, pertencente ao mesmo reino, filo e classe das onças e tigres; é da ordem Perissodactyla, gênero Equus e espécie Equus caballus...

Em todo o planeta Terra habitam mais de dois milhões de seres vivos, adaptados aos mais diversos ambientes, com suas infinitas formas. Diante de tanta variedade, os cientistas perceberam a necessidade de se desenvolver um sistema formal, e eficiente, de classificação; considerando suas características em comum e relações de parentesco evolutivo. 

O naturalista sueco Lineu propôs, em 1735, a nomenclatura binomial, na qual cada ser vivo seria nomeado com duas palavras: a primeira se referindo ao nome genérico (gênero) e a segunda, ao nome específico. Além disso, tais nomes seriam apresentados em itálico ou grifados; e a primeira letra do primeiro nome, apresentada em maiúsculo. 

Exemplo: 

Onça (nome popular) 
Panthera onça (nome científico) 

Tal sistema, utilizado até a atualidade, facilita a comunicação entre os cientistas, já que um mesmo ser vivo, dependendo da região, pode ser identificado pelos mais diversos nomes. Por exemplo: a Manihot esculenta costuma ser chamada, em nosso país, de mandioca, aipim e macaxeira. Assim, com uma nomenclatura unificada, em qualquer local do Brasil e do mundo, o nome Manihot esculenta se refere a esta espécie específica, sem chances de ser confundida com outra qualquer. 

Foi Lineu também quem criou as categorias taxonômicas, considerando “espécie” como sendo a mais específica. Estas se apresentam na seguinte ordem hierárquica: 

Reino – Filo (ou divisão, no caso de vegetais) – Classe – Ordem – Família – Gênero – Espécie 

Em 1959, Robert Whittaker propôs a divisão dos seres vivos em cinco reinos, esta que é levada em consideração até os dias atuais: 

Reino Monera, que reúne as eubactérias e as arqueobactérias: seres procarióticos e unicelulares. 

- Reino Protoctista, tendo os protozoários e algas como representantes. 

- Reino Fungi, cujos representantes são eucarióticos, uni ou multicelulares e heterotróficos. 

- Reino Plantae, com representantes eucarióticos, multicelulares e autotróficos fotossintetizantes. 

- Reino Animalia, abrigando indivíduos eucarióticos, multicelulares e heterotróficos. 

Apesar de Lineu ser criacionista, e não reconhecer os mecanismos da evolução; hoje sabemos que a semelhança existente entre determinados seres vivos é o reflexo desta relação de parentesco. Exemplo: 

Onças (Panthera onça) e Tigres (Panthera tigris) pertencem ao: 

Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Mammalia
Ordem Carnívora
Família Felidae
Gênero Panthera 

Ou seja, são bastante aparentadas. 

Já o cavalo, pertencente ao mesmo reino, filo e classe das onças e tigres; é da ordem Perissodactyla, gênero Equus e espécie Equus caballus...

A origem da vida

                                Quem somos, de onde viemos, a que viemos e para onde vamos são questionamentos que permeiam a nossa espécie desde os tempos mais remotos, sendo retratados, inclusive, em pinturas rupestres e mitos bem antigos.   Muitos filósofos e cientistas dedicaram suas vidas a estudos que buscavam compreender algumas dessas questões ou, pelo menos, trazer respostas mais adequadas e que melhor confortassem nossas mentes.  Atualmente, a teoria do Big Bang é a que melhor contempla, na ciência, essas nossas indagações sobre a origem do universo. Ela postula que o universo foi formado a partir da explosão de um grão primordial muito denso e quente e que permanece em constante expansão desde que tal evento ocorreu.  Quanto à origem da vida, há muito tempo acreditava-se que todos os seres vivos surgiam por abiogênese, ou seja: a partir da matéria bruta. Essa teoria, chamada de abiogênese, possuía muitos adeptos, como Aristóteles, mas deixou de ser aceita em meados do século 19, graças a experimentos como o de Redi, Joblot, Neddham, Spallanzani e Pasteur.  Com a derrubada da abiogênese, surgiram duas novas explicações para o surgimento da vida em nosso planeta, sendo que, para muitos cientistas, elas se complementam. Uma delas, chamada de Teoria da Panspermia Cósmica, diz que a vida teve origem a partir de seres vivos e/ou substâncias precursoras da vida, oriundos de outras regiões do universo. A outra é a Teoria da Evolução Química ou Molecular, que postula que a vida surgiu a partir do processo de evolução química de compostos inorgânicos, dando origem a moléculas orgânicas e, depois, às primeiras e mais simples formas de vida.  Atualmente, a hipótese melhor aceita é a de que os primeiros seres vivos eram autotróficos e não heterotróficos. Isso porque, para diversos estudiosos, não havia moléculas orgânicas em quantidade suficiente para que os primeiros seres vivos tivessem condições de sobreviver até que surgisse a autotrofia. Assim, estes seriam quimiolotoautotróficos, tal como algumas archeas, retirando seu alimento a partir da energia liberada em reações químicas entre compostos inorgânicos. Hoje, acredita-se que todos os seres vivos surgiram por meio de processos evolutivos, a partir de espécies preexistentes, e continuam sujeitos a transformações.

                                               A teoria do Big Bang (ou Grande Explosão) explica a origem do universo.

Quem somos, de onde viemos, a que viemos e para onde vamos são questionamentos que permeiam a nossa espécie desde os tempos mais remotos, sendo retratados, inclusive, em pinturas rupestres e mitos bem antigos. 

Muitos filósofos e cientistas dedicaram suas vidas a estudos que buscavam compreender algumas dessas questões ou, pelo menos, trazer respostas mais adequadas e que melhor confortassem nossas mentes.

Atualmente, a teoria do Big Bang é a que melhor contempla, na ciência, essas nossas indagações sobre a origem do universo. Ela postula que o universo foi formado a partir da explosão de um grão primordial muito denso e quente e que permanece em constante expansão desde que tal evento ocorreu.

Quanto à origem da vida, há muito tempo acreditava-se que todos os seres vivos surgiam por abiogênese, ou seja: a partir da matéria bruta. Essa teoria, chamada de abiogênese, possuía muitos adeptos, como Aristóteles, mas deixou de ser aceita em meados do século 19, graças a experimentos como o de Redi, Joblot, Neddham, Spallanzani e Pasteur.

Com a derrubada da abiogênese, surgiram duas novas explicações para o surgimento da vida em nosso planeta, sendo que, para muitos cientistas, elas se complementam. Uma delas, chamada de Teoria da Panspermia Cósmica, diz que a vida teve origem a partir de seres vivos e/ou substâncias precursoras da vida, oriundos de outras regiões do universo. A outra é a Teoria da Evolução Química ou Molecular, que postula que a vida surgiu a partir do processo de evolução química de compostos inorgânicos, dando origem a moléculas orgânicas e, depois, às primeiras e mais simples formas de vida.

Atualmente, a hipótese melhor aceita é a de que os primeiros seres vivos eram autotróficos e não heterotróficos. Isso porque, para diversos estudiosos, não havia moléculas orgânicas em quantidade suficiente para que os primeiros seres vivos tivessem condições de sobreviver até que surgisse a autotrofia. Assim, estes seriam quimiolotoautotróficos, tal como algumas archeas, retirando seu alimento a partir da energia liberada em reações químicas entre compostos inorgânicos. Hoje, acredita-se que todos os seres vivos surgiram por meio de processos evolutivos, a partir de espécies preexistentes, e continuam sujeitos a transformações. 

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