segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Por uma outra Globalização – do pensamento único a consciência universal.

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 Introdução

       Vivemos em um mundo cheio de conflitos provenientes da atual fase da expansão capitalista no globo, varias são as discussões sobre esse processo em que vivenciamos na atualidade. Milton Santos traz nesta obra uma importante visão diferenciada de globalização, a globalização como perversidade, como abandono social tudo em nome de um projeto de reprodução do capital.

         Nesse texto a globalização é apresentada como fábula, como perversidade e como possibilidade – “por uma outra globalização”. O primeiro seria o mundo tal como nos fazem vê-lo: a globalização como fábula, o segundo seria o mundo tal como ele é, e o terceiro, um mundo como ele pode ser. Esse texto tem a função de desenvolver ideias em torno destas perspectivas apontadas por Milton Santos.
 Por Uma Outra Globalização - Milton Santos

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Supertelescópio pronto para tirar primeira foto de um buraco negro

 Sem nunca ter visto um buraco negro, os astrônomos apenas fazem uma ideia do que esperam. [Imagem: Hotaka Shiokawa/CFA/HARVARD] Horizonte de eventos  Astrônomos acreditam estar prestes a obter a primeira imagem de um buraco negro. Para isso, eles construíram um telescópio virtual do tamanho da Terra conectando radiotelescópios nos EUA, no Polo Sul, no Havaí, na América do Sul e na Europa.  Há um grande otimismo de que as observações, que serão realizadas entre 5 e 14 de abril, possam finalmente revelar a tão aguardada imagem que comprovaria definitivamente a existência desses corpos celestes.  Na mira do Telescópio de Horizonte de Eventos (EHT: Event Horizon Telescope) estará o longamente teorizado buraco negro no centro da nossa galáxia, catalogado como Sagitário A*.  Embora nunca tenha sido diretamente observado, os astrônomos acreditam na sua existência devido ao movimento das estrelas próximas. Elas se movimentam em torno de um ponto no espaço a uma velocidade de milhares de quilômetros por segundo, sugerindo que o buraco negro tenha uma massa quatro milhões de vezes a do Sol.  Porém, por maior que o Sagitário A* pareça ser, seu horizonte de eventos - ou a "borda" do buraco negro onde a força gravitacional é tão forte que pode ser difícil escapar - não deve ter mais do que 20 milhões de quilômetros de diâmetro.  Com isso, a uma distância de 26 mil anos-luz da Terra, o Sagitário A* deve ser apenas um minúsculo ponto no céu. Ainda assim, a equipe do EHT está bastante otimista. "Há uma grande emoção. Estamos trabalhando no telescópio virtual há quase duas décadas e, em abril, vamos fazer as observações que esperamos ser as primeiras a colocar o horizonte de eventos do buraco negro em foco," disse o diretor do projeto Sheperd Doeleman, do Centro para Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos EUA.  Como é um buraco negro?  Sem nunca ter visto um buraco negro, os astrônomos apenas fazem uma ideia do que esperam ver. Simulações baseadas nas equações de Einstein preveem um anel brilhante no entorno de uma forma escura.  A luz seria produzida por partículas de gás e poeira aceleradas em alta velocidade e destruídas pouco antes de desaparecer no buraco. Já a área escura seria a sombra que o buraco lança nesse turbilhão, impedindo a visualização das estrelas do outro lado.   Apesar do entusiasmo, há físicos que afirmam que os buracos negros são matematicamente impossíveis. Mesmo Stephen Hawking já disse que buracos negros podem não existir como os cientistas os imaginam.  "Agora, pode ser que vejamos algo diferente", disse Doeleman. "Nunca é uma boa ideia apostar contra Einstein, mas se observarmos algo muito diferente do que esperamos, talvez tenhamos que reavaliar a teoria da gravidade. Não acredito que isto vá ocorrer, mas qualquer coisa pode acontecer e esta é a beleza disso tudo".  Se existem falhas a serem encontradas nas ideias de Einstein - e muitos suspeitam que existam explicações mais complexas para a gravidade esperando para serem descobertas -, não parece haver lugar melhor do que um buraco negro para que essas limitações sejam expostas.  Mas os resultados não virão rápido. Pode levar até o final do ano, ou talvez até o início de 2018, para que a equipe tenha tempo de analisar todos os dados coletados e divulgar a primeira imagem do buraco negro.  Interferometria  O truque do EHT é uma técnica chamada Interferometria de Longa Linha de Base (VLBI na sigla em inglês). Ela combina uma rede bastante ampla de radiotelescópios de vários pontos da Terra criando um telescópio virtual gigante capaz de produzir a resolução necessária para observar o buraco negro distante no espaço.  O EHT tem como objetivo inicialmente chegar a uma precisão de 50 microarco-segundos. Segundo a equipe, isto significa que o telescópio conseguiria capturar a imagem de uma laranja na superfície da Lua vista da Terra.  Ao longo dos anos, cada vez mais instalações de radioastronomia foram acrescentadas ao projeto. A última instalação estratégica a ser incluída foi o Observatório ALMA (ou Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), no Chile. Inaugurada em 2013 no Deserto do Atacama, o observatório abriga 66 antenas de sete metros de diâmetro cada, que também podem ser movimentadas para ampliar a resolução. Só o ALMA aumentou a sensibilidade do EHT por um fator de 10.  FONTE: BBC
Sem nunca ter visto um buraco negro, os astrônomos apenas fazem uma ideia do que esperam. [Imagem: Hotaka Shiokawa/CFA/HARVARD]
Horizonte de eventos
Astrônomos acreditam estar prestes a obter a primeira imagem de um buraco negro. Para isso, eles construíram um telescópio virtual do tamanho da Terra conectando radiotelescópios nos EUA, no Polo Sul, no Havaí, na América do Sul e na Europa.
Há um grande otimismo de que as observações, que serão realizadas entre 5 e 14 de abril, possam finalmente revelar a tão aguardada imagem que comprovaria definitivamente a existência desses corpos celestes.
Na mira do Telescópio de Horizonte de Eventos (EHT: Event Horizon Telescope) estará o longamente teorizado buraco negro no centro da nossa galáxia, catalogado como Sagitário A*.
Embora nunca tenha sido diretamente observado, os astrônomos acreditam na sua existência devido ao movimento das estrelas próximas. Elas se movimentam em torno de um ponto no espaço a uma velocidade de milhares de quilômetros por segundo, sugerindo que o buraco negro tenha uma massa quatro milhões de vezes a do Sol.
Porém, por maior que o Sagitário A* pareça ser, seu horizonte de eventos - ou a "borda" do buraco negro onde a força gravitacional é tão forte que pode ser difícil escapar - não deve ter mais do que 20 milhões de quilômetros de diâmetro.
Com isso, a uma distância de 26 mil anos-luz da Terra, o Sagitário A* deve ser apenas um minúsculo ponto no céu. Ainda assim, a equipe do EHT está bastante otimista. "Há uma grande emoção. Estamos trabalhando no telescópio virtual há quase duas décadas e, em abril, vamos fazer as observações que esperamos ser as primeiras a colocar o horizonte de eventos do buraco negro em foco," disse o diretor do projeto Sheperd Doeleman, do Centro para Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos EUA.
Como é um buraco negro?
Sem nunca ter visto um buraco negro, os astrônomos apenas fazem uma ideia do que esperam ver. Simulações baseadas nas equações de Einstein preveem um anel brilhante no entorno de uma forma escura.
A luz seria produzida por partículas de gás e poeira aceleradas em alta velocidade e destruídas pouco antes de desaparecer no buraco. Já a área escura seria a sombra que o buraco lança nesse turbilhão, impedindo a visualização das estrelas do outro lado.
 Sem nunca ter visto um buraco negro, os astrônomos apenas fazem uma ideia do que esperam. [Imagem: Hotaka Shiokawa/CFA/HARVARD] Horizonte de eventos  Astrônomos acreditam estar prestes a obter a primeira imagem de um buraco negro. Para isso, eles construíram um telescópio virtual do tamanho da Terra conectando radiotelescópios nos EUA, no Polo Sul, no Havaí, na América do Sul e na Europa.  Há um grande otimismo de que as observações, que serão realizadas entre 5 e 14 de abril, possam finalmente revelar a tão aguardada imagem que comprovaria definitivamente a existência desses corpos celestes.  Na mira do Telescópio de Horizonte de Eventos (EHT: Event Horizon Telescope) estará o longamente teorizado buraco negro no centro da nossa galáxia, catalogado como Sagitário A*.  Embora nunca tenha sido diretamente observado, os astrônomos acreditam na sua existência devido ao movimento das estrelas próximas. Elas se movimentam em torno de um ponto no espaço a uma velocidade de milhares de quilômetros por segundo, sugerindo que o buraco negro tenha uma massa quatro milhões de vezes a do Sol.  Porém, por maior que o Sagitário A* pareça ser, seu horizonte de eventos - ou a "borda" do buraco negro onde a força gravitacional é tão forte que pode ser difícil escapar - não deve ter mais do que 20 milhões de quilômetros de diâmetro.  Com isso, a uma distância de 26 mil anos-luz da Terra, o Sagitário A* deve ser apenas um minúsculo ponto no céu. Ainda assim, a equipe do EHT está bastante otimista. "Há uma grande emoção. Estamos trabalhando no telescópio virtual há quase duas décadas e, em abril, vamos fazer as observações que esperamos ser as primeiras a colocar o horizonte de eventos do buraco negro em foco," disse o diretor do projeto Sheperd Doeleman, do Centro para Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos EUA.  Como é um buraco negro?  Sem nunca ter visto um buraco negro, os astrônomos apenas fazem uma ideia do que esperam ver. Simulações baseadas nas equações de Einstein preveem um anel brilhante no entorno de uma forma escura.  A luz seria produzida por partículas de gás e poeira aceleradas em alta velocidade e destruídas pouco antes de desaparecer no buraco. Já a área escura seria a sombra que o buraco lança nesse turbilhão, impedindo a visualização das estrelas do outro lado.   Apesar do entusiasmo, há físicos que afirmam que os buracos negros são matematicamente impossíveis. Mesmo Stephen Hawking já disse que buracos negros podem não existir como os cientistas os imaginam.  "Agora, pode ser que vejamos algo diferente", disse Doeleman. "Nunca é uma boa ideia apostar contra Einstein, mas se observarmos algo muito diferente do que esperamos, talvez tenhamos que reavaliar a teoria da gravidade. Não acredito que isto vá ocorrer, mas qualquer coisa pode acontecer e esta é a beleza disso tudo".  Se existem falhas a serem encontradas nas ideias de Einstein - e muitos suspeitam que existam explicações mais complexas para a gravidade esperando para serem descobertas -, não parece haver lugar melhor do que um buraco negro para que essas limitações sejam expostas.  Mas os resultados não virão rápido. Pode levar até o final do ano, ou talvez até o início de 2018, para que a equipe tenha tempo de analisar todos os dados coletados e divulgar a primeira imagem do buraco negro.  Interferometria  O truque do EHT é uma técnica chamada Interferometria de Longa Linha de Base (VLBI na sigla em inglês). Ela combina uma rede bastante ampla de radiotelescópios de vários pontos da Terra criando um telescópio virtual gigante capaz de produzir a resolução necessária para observar o buraco negro distante no espaço.  O EHT tem como objetivo inicialmente chegar a uma precisão de 50 microarco-segundos. Segundo a equipe, isto significa que o telescópio conseguiria capturar a imagem de uma laranja na superfície da Lua vista da Terra.  Ao longo dos anos, cada vez mais instalações de radioastronomia foram acrescentadas ao projeto. A última instalação estratégica a ser incluída foi o Observatório ALMA (ou Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), no Chile. Inaugurada em 2013 no Deserto do Atacama, o observatório abriga 66 antenas de sete metros de diâmetro cada, que também podem ser movimentadas para ampliar a resolução. Só o ALMA aumentou a sensibilidade do EHT por um fator de 10.  FONTE: BBC
Apesar do entusiasmo, há físicos que afirmam que os buracos negros são matematicamente impossíveis. Mesmo Stephen Hawking já disse que buracos negros podem não existir como os cientistas os imaginam. 
"Agora, pode ser que vejamos algo diferente", disse Doeleman. "Nunca é uma boa ideia apostar contra Einstein, mas se observarmos algo muito diferente do que esperamos, talvez tenhamos que reavaliar a teoria da gravidade. Não acredito que isto vá ocorrer, mas qualquer coisa pode acontecer e esta é a beleza disso tudo".
Se existem falhas a serem encontradas nas ideias de Einstein - e muitos suspeitam que existam explicações mais complexas para a gravidade esperando para serem descobertas -, não parece haver lugar melhor do que um buraco negro para que essas limitações sejam expostas.
Mas os resultados não virão rápido. Pode levar até o final do ano, ou talvez até o início de 2018, para que a equipe tenha tempo de analisar todos os dados coletados e divulgar a primeira imagem do buraco negro.
Interferometria
O truque do EHT é uma técnica chamada Interferometria de Longa Linha de Base (VLBI na sigla em inglês). Ela combina uma rede bastante ampla de radiotelescópios de vários pontos da Terra criando um telescópio virtual gigante capaz de produzir a resolução necessária para observar o buraco negro distante no espaço.
O EHT tem como objetivo inicialmente chegar a uma precisão de 50 microarco-segundos. Segundo a equipe, isto significa que o telescópio conseguiria capturar a imagem de uma laranja na superfície da Lua vista da Terra.
Ao longo dos anos, cada vez mais instalações de radioastronomia foram acrescentadas ao projeto. A última instalação estratégica a ser incluída foi o Observatório ALMA (ou Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), no Chile. Inaugurada em 2013 no Deserto do Atacama, o observatório abriga 66 antenas de sete metros de diâmetro cada, que também podem ser movimentadas para ampliar a resolução. Só o ALMA aumentou a sensibilidade do EHT por um fator de 10.
FONTE: BBC

A estrela anã e seus sete planetas.

 Há pelo menos sete planetas nesta estrela anã superfria e todos eles têm aproximadamente o mesmo tamanho da Terra.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]  Sete terras  Astrônomos descobriram um sistema com sete planetas do tamanho da Terra a um pulinho daqui em termos astronômicos - apenas 40 anos-luz de distância.  Usando telescópios no espaço e no solo, os exoplanetas foram todos detectados pela técnica do trânsito planetário, quando passavam em frente da sua estrela progenitora, a estrela anã superfria chamada TRAPPIST-1 - o nome é uma referência ao telescópio usado para descobri-la, o Transiting Planets and Planetesimals Small Telescope.  Três dos planetas situam-se na zona habitável da estrela, com possibilidade de água líquida na superfície, aumentando a possibilidade deste sistema planetário conter vida - nunca tantos planetas promissores haviam sido identificados ao redor de uma única estrela. Os sete pequenos planetas, por enquanto, estão sendo chamados de TRAPPIST-1b, c, d, e, f, g, h - por ordem crescente de distância da estrela.  Os astrônomos utilizaram o telescópio TRAPPIST-Sul instalado no Observatório de La Silla do ESO, o VLT situado no Paranal e o Telescópio Espacial Spitzer da NASA, além de outros telescópios em todo o mundo para confirmar a existência dos sete planetas - não está descartada a possibilidade da existência de outros planetas no sistema.  "Trata-se de um sistema planetário extraordinário - não apenas por termos encontrado tantos planetas, mas porque todos eles são surpreendentemente parecidos com a Terra em termos de tamanho!" comemorou Michaël Gillon, da Universidade de Liège, na Bélgica.   Este diagrama compara as órbitas dos exoplanetas em torno da estrela vermelha TRAPPIST-1 com as órbitas dos satélites galileanos de Júpiter e o Sistema Solar interior. [Imagem: ESO/O. Furtak] Estrela TRAPPIST-1  Com apenas 8% da massa do Sol, a TRAPPIST-1 é muito pequena em termos estelares, apenas um pouco maior que o planeta Júpiter. Por isso, apesar de se encontrar próxima de nós, na constelação de Aquário, ela é muito fraca para ser vista a olho nu. Para os telescópios, por outro lado, isto é uma ótima notícia, já que eles não são tão ofuscados pelo brilho como ocorre na observação de estrelas mais brilhantes.  "A energia emitida por estrelas anãs como a TRAPPIST-1 é muito menor do que a liberada pelo nosso Sol e por isso os planetas têm que ocupar órbitas muito mais próximas da estrela do que as que observamos no Sistema Solar para poderem ter água na superfície. Felizmente, parece que este tipo de configuração compacta é exatamente o que observamos em torno de TRAPPIST-1!" disse Amaury Triaud, coautor da descoberta.  Desta forma, o sistema se parece muito mais com Júpiter e suas luas do que com o Sistema Solar inteiro. As órbitas dos planetas não são muito maiores que as apresentadas pelo sistema de satélites galileanos situado em torno de Júpiter, sendo muito menores que a órbita de Mercúrio no Sistema Solar.  A equipe determinou que todos os planetas no sistema são semelhantes à Terra e a Vênus em termos de tamanho, ou ligeiramente menores. As medições de densidade sugerem que pelo menos os seis planetas mais internos têm provavelmente uma composição rochosa.   Este diagrama compara os tamanhos dos exoplanetas em torno da estrela TRAPPIST-1 com os satélites galileanos de Júpiter e o Sistema Solar interior. [Imagem: ESO/O. Furtak] Zona habitável  O pequeno tamanho da TRAPPIST-1, assim como a sua temperatura baixa, significam que a emissão de energia dirigida aos seus planetas é semelhante à recebida pelos planetas internos do nosso Sistema Solar; os planetas TRAPPIST-1c, d, f recebem quantidades de energia comparáveis às que os planetas Vênus, Terra e Marte, respectivamente, recebem do Sol.  Os sete planetas podem potencialmente conter água líquida em sua superfície, apesar de as distâncias orbitais tornarem alguns candidatos mais prováveis a esta condição do que outros. Os modelos climáticos sugerem que os planetas mais internos, TRAPPIST-1b, c, d, são provavelmente muito quentes para possuírem água líquida, exceto talvez numa pequena fração das suas superfícies. A distância orbital do planeta mais exterior do sistema, TRAPPIST-1h, ainda não foi confirmada, embora ele pareça encontrar-se muito afastado e frio para poder conter água líquida - assumindo que não ocorra nenhum processo de aquecimento alternativo.  Já os planetas TRAPPIST-1e, f, g representam o "santo graal" para os astrônomos que procuram planetas, uma vez que orbitam na zona habitável da estrela e poderão conter água em suas superfícies.  FONTE: ESO  Bibliografia:  Seven temperate terrestrial planets around the nearby ultracool dwarf star TRAPPIST-1 Michael Gillon et al. Nature Vol.: 542, 456-460 DOI: 10.1038/nature21360
Há pelo menos sete planetas nesta estrela anã superfria e todos eles têm aproximadamente o mesmo tamanho da Terra.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Sete terras
Astrônomos descobriram um sistema com sete planetas do tamanho da Terra a um pulinho daqui em termos astronômicos - apenas 40 anos-luz de distância.
Usando telescópios no espaço e no solo, os exoplanetas foram todos detectados pela técnica do trânsito planetário, quando passavam em frente da sua estrela progenitora, a estrela anã superfria chamada TRAPPIST-1 - o nome é uma referência ao telescópio usado para descobri-la, o Transiting Planets and Planetesimals Small Telescope.
Três dos planetas situam-se na zona habitável da estrela, com possibilidade de água líquida na superfície, aumentando a possibilidade deste sistema planetário conter vida - nunca tantos planetas promissores haviam sido identificados ao redor de uma única estrela. Os sete pequenos planetas, por enquanto, estão sendo chamados de TRAPPIST-1b, c, d, e, f, g, h - por ordem crescente de distância da estrela.
Os astrônomos utilizaram o telescópio TRAPPIST-Sul instalado no Observatório de La Silla do ESO, o VLT situado no Paranal e o Telescópio Espacial Spitzer da NASA, além de outros telescópios em todo o mundo para confirmar a existência dos sete planetas - não está descartada a possibilidade da existência de outros planetas no sistema.
"Trata-se de um sistema planetário extraordinário - não apenas por termos encontrado tantos planetas, mas porque todos eles são surpreendentemente parecidos com a Terra em termos de tamanho!" comemorou Michaël Gillon, da Universidade de Liège, na Bélgica.
 Há pelo menos sete planetas nesta estrela anã superfria e todos eles têm aproximadamente o mesmo tamanho da Terra.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]  Sete terras  Astrônomos descobriram um sistema com sete planetas do tamanho da Terra a um pulinho daqui em termos astronômicos - apenas 40 anos-luz de distância.  Usando telescópios no espaço e no solo, os exoplanetas foram todos detectados pela técnica do trânsito planetário, quando passavam em frente da sua estrela progenitora, a estrela anã superfria chamada TRAPPIST-1 - o nome é uma referência ao telescópio usado para descobri-la, o Transiting Planets and Planetesimals Small Telescope.  Três dos planetas situam-se na zona habitável da estrela, com possibilidade de água líquida na superfície, aumentando a possibilidade deste sistema planetário conter vida - nunca tantos planetas promissores haviam sido identificados ao redor de uma única estrela. Os sete pequenos planetas, por enquanto, estão sendo chamados de TRAPPIST-1b, c, d, e, f, g, h - por ordem crescente de distância da estrela.  Os astrônomos utilizaram o telescópio TRAPPIST-Sul instalado no Observatório de La Silla do ESO, o VLT situado no Paranal e o Telescópio Espacial Spitzer da NASA, além de outros telescópios em todo o mundo para confirmar a existência dos sete planetas - não está descartada a possibilidade da existência de outros planetas no sistema.  "Trata-se de um sistema planetário extraordinário - não apenas por termos encontrado tantos planetas, mas porque todos eles são surpreendentemente parecidos com a Terra em termos de tamanho!" comemorou Michaël Gillon, da Universidade de Liège, na Bélgica.   Este diagrama compara as órbitas dos exoplanetas em torno da estrela vermelha TRAPPIST-1 com as órbitas dos satélites galileanos de Júpiter e o Sistema Solar interior. [Imagem: ESO/O. Furtak] Estrela TRAPPIST-1  Com apenas 8% da massa do Sol, a TRAPPIST-1 é muito pequena em termos estelares, apenas um pouco maior que o planeta Júpiter. Por isso, apesar de se encontrar próxima de nós, na constelação de Aquário, ela é muito fraca para ser vista a olho nu. Para os telescópios, por outro lado, isto é uma ótima notícia, já que eles não são tão ofuscados pelo brilho como ocorre na observação de estrelas mais brilhantes.  "A energia emitida por estrelas anãs como a TRAPPIST-1 é muito menor do que a liberada pelo nosso Sol e por isso os planetas têm que ocupar órbitas muito mais próximas da estrela do que as que observamos no Sistema Solar para poderem ter água na superfície. Felizmente, parece que este tipo de configuração compacta é exatamente o que observamos em torno de TRAPPIST-1!" disse Amaury Triaud, coautor da descoberta.  Desta forma, o sistema se parece muito mais com Júpiter e suas luas do que com o Sistema Solar inteiro. As órbitas dos planetas não são muito maiores que as apresentadas pelo sistema de satélites galileanos situado em torno de Júpiter, sendo muito menores que a órbita de Mercúrio no Sistema Solar.  A equipe determinou que todos os planetas no sistema são semelhantes à Terra e a Vênus em termos de tamanho, ou ligeiramente menores. As medições de densidade sugerem que pelo menos os seis planetas mais internos têm provavelmente uma composição rochosa.   Este diagrama compara os tamanhos dos exoplanetas em torno da estrela TRAPPIST-1 com os satélites galileanos de Júpiter e o Sistema Solar interior. [Imagem: ESO/O. Furtak] Zona habitável  O pequeno tamanho da TRAPPIST-1, assim como a sua temperatura baixa, significam que a emissão de energia dirigida aos seus planetas é semelhante à recebida pelos planetas internos do nosso Sistema Solar; os planetas TRAPPIST-1c, d, f recebem quantidades de energia comparáveis às que os planetas Vênus, Terra e Marte, respectivamente, recebem do Sol.  Os sete planetas podem potencialmente conter água líquida em sua superfície, apesar de as distâncias orbitais tornarem alguns candidatos mais prováveis a esta condição do que outros. Os modelos climáticos sugerem que os planetas mais internos, TRAPPIST-1b, c, d, são provavelmente muito quentes para possuírem água líquida, exceto talvez numa pequena fração das suas superfícies. A distância orbital do planeta mais exterior do sistema, TRAPPIST-1h, ainda não foi confirmada, embora ele pareça encontrar-se muito afastado e frio para poder conter água líquida - assumindo que não ocorra nenhum processo de aquecimento alternativo.  Já os planetas TRAPPIST-1e, f, g representam o "santo graal" para os astrônomos que procuram planetas, uma vez que orbitam na zona habitável da estrela e poderão conter água em suas superfícies.  FONTE: ESO  Bibliografia:  Seven temperate terrestrial planets around the nearby ultracool dwarf star TRAPPIST-1 Michael Gillon et al. Nature Vol.: 542, 456-460 DOI: 10.1038/nature21360
Este diagrama compara as órbitas dos exoplanetas em torno da estrela vermelha TRAPPIST-1 com as órbitas dos satélites galileanos de Júpiter e o Sistema Solar interior. [Imagem: ESO/O. Furtak]
Estrela TRAPPIST-1
Com apenas 8% da massa do Sol, a TRAPPIST-1 é muito pequena em termos estelares, apenas um pouco maior que o planeta Júpiter. Por isso, apesar de se encontrar próxima de nós, na constelação de Aquário, ela é muito fraca para ser vista a olho nu. Para os telescópios, por outro lado, isto é uma ótima notícia, já que eles não são tão ofuscados pelo brilho como ocorre na observação de estrelas mais brilhantes.
"A energia emitida por estrelas anãs como a TRAPPIST-1 é muito menor do que a liberada pelo nosso Sol e por isso os planetas têm que ocupar órbitas muito mais próximas da estrela do que as que observamos no Sistema Solar para poderem ter água na superfície. Felizmente, parece que este tipo de configuração compacta é exatamente o que observamos em torno de TRAPPIST-1!" disse Amaury Triaud, coautor da descoberta.
Desta forma, o sistema se parece muito mais com Júpiter e suas luas do que com o Sistema Solar inteiro. As órbitas dos planetas não são muito maiores que as apresentadas pelo sistema de satélites galileanos situado em torno de Júpiter, sendo muito menores que a órbita de Mercúrio no Sistema Solar.
A equipe determinou que todos os planetas no sistema são semelhantes à Terra e a Vênus em termos de tamanho, ou ligeiramente menores. As medições de densidade sugerem que pelo menos os seis planetas mais internos têm provavelmente uma composição rochosa.
 Há pelo menos sete planetas nesta estrela anã superfria e todos eles têm aproximadamente o mesmo tamanho da Terra.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]  Sete terras  Astrônomos descobriram um sistema com sete planetas do tamanho da Terra a um pulinho daqui em termos astronômicos - apenas 40 anos-luz de distância.  Usando telescópios no espaço e no solo, os exoplanetas foram todos detectados pela técnica do trânsito planetário, quando passavam em frente da sua estrela progenitora, a estrela anã superfria chamada TRAPPIST-1 - o nome é uma referência ao telescópio usado para descobri-la, o Transiting Planets and Planetesimals Small Telescope.  Três dos planetas situam-se na zona habitável da estrela, com possibilidade de água líquida na superfície, aumentando a possibilidade deste sistema planetário conter vida - nunca tantos planetas promissores haviam sido identificados ao redor de uma única estrela. Os sete pequenos planetas, por enquanto, estão sendo chamados de TRAPPIST-1b, c, d, e, f, g, h - por ordem crescente de distância da estrela.  Os astrônomos utilizaram o telescópio TRAPPIST-Sul instalado no Observatório de La Silla do ESO, o VLT situado no Paranal e o Telescópio Espacial Spitzer da NASA, além de outros telescópios em todo o mundo para confirmar a existência dos sete planetas - não está descartada a possibilidade da existência de outros planetas no sistema.  "Trata-se de um sistema planetário extraordinário - não apenas por termos encontrado tantos planetas, mas porque todos eles são surpreendentemente parecidos com a Terra em termos de tamanho!" comemorou Michaël Gillon, da Universidade de Liège, na Bélgica.   Este diagrama compara as órbitas dos exoplanetas em torno da estrela vermelha TRAPPIST-1 com as órbitas dos satélites galileanos de Júpiter e o Sistema Solar interior. [Imagem: ESO/O. Furtak] Estrela TRAPPIST-1  Com apenas 8% da massa do Sol, a TRAPPIST-1 é muito pequena em termos estelares, apenas um pouco maior que o planeta Júpiter. Por isso, apesar de se encontrar próxima de nós, na constelação de Aquário, ela é muito fraca para ser vista a olho nu. Para os telescópios, por outro lado, isto é uma ótima notícia, já que eles não são tão ofuscados pelo brilho como ocorre na observação de estrelas mais brilhantes.  "A energia emitida por estrelas anãs como a TRAPPIST-1 é muito menor do que a liberada pelo nosso Sol e por isso os planetas têm que ocupar órbitas muito mais próximas da estrela do que as que observamos no Sistema Solar para poderem ter água na superfície. Felizmente, parece que este tipo de configuração compacta é exatamente o que observamos em torno de TRAPPIST-1!" disse Amaury Triaud, coautor da descoberta.  Desta forma, o sistema se parece muito mais com Júpiter e suas luas do que com o Sistema Solar inteiro. As órbitas dos planetas não são muito maiores que as apresentadas pelo sistema de satélites galileanos situado em torno de Júpiter, sendo muito menores que a órbita de Mercúrio no Sistema Solar.  A equipe determinou que todos os planetas no sistema são semelhantes à Terra e a Vênus em termos de tamanho, ou ligeiramente menores. As medições de densidade sugerem que pelo menos os seis planetas mais internos têm provavelmente uma composição rochosa.   Este diagrama compara os tamanhos dos exoplanetas em torno da estrela TRAPPIST-1 com os satélites galileanos de Júpiter e o Sistema Solar interior. [Imagem: ESO/O. Furtak] Zona habitável  O pequeno tamanho da TRAPPIST-1, assim como a sua temperatura baixa, significam que a emissão de energia dirigida aos seus planetas é semelhante à recebida pelos planetas internos do nosso Sistema Solar; os planetas TRAPPIST-1c, d, f recebem quantidades de energia comparáveis às que os planetas Vênus, Terra e Marte, respectivamente, recebem do Sol.  Os sete planetas podem potencialmente conter água líquida em sua superfície, apesar de as distâncias orbitais tornarem alguns candidatos mais prováveis a esta condição do que outros. Os modelos climáticos sugerem que os planetas mais internos, TRAPPIST-1b, c, d, são provavelmente muito quentes para possuírem água líquida, exceto talvez numa pequena fração das suas superfícies. A distância orbital do planeta mais exterior do sistema, TRAPPIST-1h, ainda não foi confirmada, embora ele pareça encontrar-se muito afastado e frio para poder conter água líquida - assumindo que não ocorra nenhum processo de aquecimento alternativo.  Já os planetas TRAPPIST-1e, f, g representam o "santo graal" para os astrônomos que procuram planetas, uma vez que orbitam na zona habitável da estrela e poderão conter água em suas superfícies.  FONTE: ESO  Bibliografia:  Seven temperate terrestrial planets around the nearby ultracool dwarf star TRAPPIST-1 Michael Gillon et al. Nature Vol.: 542, 456-460 DOI: 10.1038/nature21360
Este diagrama compara os tamanhos dos exoplanetas em torno da estrela TRAPPIST-1 com os satélites galileanos de Júpiter e o Sistema Solar interior. [Imagem: ESO/O. Furtak]
Zona habitável
O pequeno tamanho da TRAPPIST-1, assim como a sua temperatura baixa, significam que a emissão de energia dirigida aos seus planetas é semelhante à recebida pelos planetas internos do nosso Sistema Solar; os planetas TRAPPIST-1c, d, f recebem quantidades de energia comparáveis às que os planetas Vênus, Terra e Marte, respectivamente, recebem do Sol.
Os sete planetas podem potencialmente conter água líquida em sua superfície, apesar de as distâncias orbitais tornarem alguns candidatos mais prováveis a esta condição do que outros. Os modelos climáticos sugerem que os planetas mais internos, TRAPPIST-1b, c, d, são provavelmente muito quentes para possuírem água líquida, exceto talvez numa pequena fração das suas superfícies. A distância orbital do planeta mais exterior do sistema, TRAPPIST-1h, ainda não foi confirmada, embora ele pareça encontrar-se muito afastado e frio para poder conter água líquida - assumindo que não ocorra nenhum processo de aquecimento alternativo.
Já os planetas TRAPPIST-1e, f, g representam o "santo graal" para os astrônomos que procuram planetas, uma vez que orbitam na zona habitável da estrela e poderão conter água em suas superfícies.
FONTE: ESO
Bibliografia:

Seven temperate terrestrial planets around the nearby ultracool dwarf star TRAPPIST-1
Michael Gillon et al.
Nature
Vol.: 542, 456-460
DOI: 10.1038/nature21360

NASA inaugura institutos para criar tecnologias para colônias espaciais

 Materiais e estruturas de alto desempenho são necessários para construir sistemas de exploração seguros, como veículos, habitats e sistemas de energia.[Imagem: NASA] Colonização do espaço  A NASA criou dois institutos de pesquisas que deverão se concentrar no "desenvolvimento de tecnologias críticas para ampliar a presença humana profundamente no interior do nosso Sistema Solar".  Os institutos reúnem pesquisadores de universidades e outras organizações, formando equipes multidisciplinares e multi-institucionais.  O grande objetivo é criar capacidades de missões espaciais autossustentáveis, que possam se manter de forma independente no espaço, sem depender do envio de recursos da Terra - em uma palavra, colônias terrestres em outros planetas ou luas.  De acordo com Steve Jurczyk, que anunciou o projeto, os institutos deverão "promover a síntese de ciência, engenharia e outras disciplinas para atingir objetivos de pesquisa específicos com resultados confiáveis esperados para os próximos cinco anos."  Veja abaixo as características e resultados esperados dos dois novos institutos.  Centro de Utilização da Engenharia Biológica no Espaço  O CUBES (Center for the Utilization of Biological Engineering in Space) deverá ajudar a mudar o foco da NASA das missões em órbita baixa, como a Estação Espacial Internacional, para o que a agência chama de "espaço profundo".  Para isso deverão ser desenvolvidas tecnologias - sobretudo biotecnologias - que permitam que os astronautas e exploradores fabriquem todos os produtos de que necessitem, em vez de depender da prática atual de missões de reabastecimento da Terra.  As áreas de pesquisa incluirão sistemas de biofabricação integrados, multifuncionais e multi-organismos para produzir combustível, materiais, produtos farmacêuticos e alimentos.  A possibilidade de uso das tecnologias na Terra também deverá ser levada em conta.  O Instituto CUBES será liderado por Adam Arkin, da Universidade da Califórnia em Berkeley, em parceria com as universidades Estadual de Utah, Califórnia em Davis, Stanford, e os parceiros industriais Autodesk e Physical Sciences Inc.   Técnicas avançadas de engenharia biológica estão surgindo rapidamente, o que pode levar a abordagens inovadoras para técnicas de fabricação biológica usando micróbios e plantas, fornecendo os meios para criar tecnologias sustentáveis tanto para futuras aplicações espaciais quanto para aplicações terrestres. [Imagem: NASA] Instituto de Compósitos Ultrafortes por Projeto Computacional  O US-COMP (Institute for Ultra-Strong Composites by Computational Design) deverá usar ferramentas computacionais e simuladores para criar uma nova geração de materiais adequados para a construção de veículos, habitações, sistemas de fornecimento de energia e outros sistemas de exploração, todos voltados para uso no espaço.  A exigência básica é que os novos materiais deverão ser mais leves e mais fortes do que qualquer um usado atualmente mesmo nos sistemas mais avançados.  Um dos objetivos específicos é desenvolver e testar, em no máximo cinco anos, um material estrutural leve e de ultra-alta resistência, feito a partir de nanotubos de carbono.  O instituto US-COMP será coordenado por Gregory Odegard, da Universidade Tecnológica de Michigan, com pesquisadores de 22 instituições. Os parceiros industriais incluem a Nanocomp Technologies e a Solvay.  FONTE: NASA
Materiais e estruturas de alto desempenho são necessários para construir sistemas de exploração seguros, como veículos, habitats e sistemas de energia.[Imagem: NASA]
Colonização do espaço
A NASA criou dois institutos de pesquisas que deverão se concentrar no "desenvolvimento de tecnologias críticas para ampliar a presença humana profundamente no interior do nosso Sistema Solar".
Os institutos reúnem pesquisadores de universidades e outras organizações, formando equipes multidisciplinares e multi-institucionais.
O grande objetivo é criar capacidades de missões espaciais autossustentáveis, que possam se manter de forma independente no espaço, sem depender do envio de recursos da Terra - em uma palavra, colônias terrestres em outros planetas ou luas.
De acordo com Steve Jurczyk, que anunciou o projeto, os institutos deverão "promover a síntese de ciência, engenharia e outras disciplinas para atingir objetivos de pesquisa específicos com resultados confiáveis esperados para os próximos cinco anos."
Veja abaixo as características e resultados esperados dos dois novos institutos.
Centro de Utilização da Engenharia Biológica no Espaço
O CUBES (Center for the Utilization of Biological Engineering in Space) deverá ajudar a mudar o foco da NASA das missões em órbita baixa, como a Estação Espacial Internacional, para o que a agência chama de "espaço profundo".
Para isso deverão ser desenvolvidas tecnologias - sobretudo biotecnologias - que permitam que os astronautas e exploradores fabriquem todos os produtos de que necessitem, em vez de depender da prática atual de missões de reabastecimento da Terra.
As áreas de pesquisa incluirão sistemas de biofabricação integrados, multifuncionais e multi-organismos para produzir combustível, materiais, produtos farmacêuticos e alimentos.
A possibilidade de uso das tecnologias na Terra também deverá ser levada em conta.
O Instituto CUBES será liderado por Adam Arkin, da Universidade da Califórnia em Berkeley, em parceria com as universidades Estadual de Utah, Califórnia em Davis, Stanford, e os parceiros industriais Autodesk e Physical Sciences Inc.
 Materiais e estruturas de alto desempenho são necessários para construir sistemas de exploração seguros, como veículos, habitats e sistemas de energia.[Imagem: NASA] Colonização do espaço  A NASA criou dois institutos de pesquisas que deverão se concentrar no "desenvolvimento de tecnologias críticas para ampliar a presença humana profundamente no interior do nosso Sistema Solar".  Os institutos reúnem pesquisadores de universidades e outras organizações, formando equipes multidisciplinares e multi-institucionais.  O grande objetivo é criar capacidades de missões espaciais autossustentáveis, que possam se manter de forma independente no espaço, sem depender do envio de recursos da Terra - em uma palavra, colônias terrestres em outros planetas ou luas.  De acordo com Steve Jurczyk, que anunciou o projeto, os institutos deverão "promover a síntese de ciência, engenharia e outras disciplinas para atingir objetivos de pesquisa específicos com resultados confiáveis esperados para os próximos cinco anos."  Veja abaixo as características e resultados esperados dos dois novos institutos.  Centro de Utilização da Engenharia Biológica no Espaço  O CUBES (Center for the Utilization of Biological Engineering in Space) deverá ajudar a mudar o foco da NASA das missões em órbita baixa, como a Estação Espacial Internacional, para o que a agência chama de "espaço profundo".  Para isso deverão ser desenvolvidas tecnologias - sobretudo biotecnologias - que permitam que os astronautas e exploradores fabriquem todos os produtos de que necessitem, em vez de depender da prática atual de missões de reabastecimento da Terra.  As áreas de pesquisa incluirão sistemas de biofabricação integrados, multifuncionais e multi-organismos para produzir combustível, materiais, produtos farmacêuticos e alimentos.  A possibilidade de uso das tecnologias na Terra também deverá ser levada em conta.  O Instituto CUBES será liderado por Adam Arkin, da Universidade da Califórnia em Berkeley, em parceria com as universidades Estadual de Utah, Califórnia em Davis, Stanford, e os parceiros industriais Autodesk e Physical Sciences Inc.   Técnicas avançadas de engenharia biológica estão surgindo rapidamente, o que pode levar a abordagens inovadoras para técnicas de fabricação biológica usando micróbios e plantas, fornecendo os meios para criar tecnologias sustentáveis tanto para futuras aplicações espaciais quanto para aplicações terrestres. [Imagem: NASA] Instituto de Compósitos Ultrafortes por Projeto Computacional  O US-COMP (Institute for Ultra-Strong Composites by Computational Design) deverá usar ferramentas computacionais e simuladores para criar uma nova geração de materiais adequados para a construção de veículos, habitações, sistemas de fornecimento de energia e outros sistemas de exploração, todos voltados para uso no espaço.  A exigência básica é que os novos materiais deverão ser mais leves e mais fortes do que qualquer um usado atualmente mesmo nos sistemas mais avançados.  Um dos objetivos específicos é desenvolver e testar, em no máximo cinco anos, um material estrutural leve e de ultra-alta resistência, feito a partir de nanotubos de carbono.  O instituto US-COMP será coordenado por Gregory Odegard, da Universidade Tecnológica de Michigan, com pesquisadores de 22 instituições. Os parceiros industriais incluem a Nanocomp Technologies e a Solvay.  FONTE: NASA
Técnicas avançadas de engenharia biológica estão surgindo rapidamente, o que pode levar a abordagens inovadoras para técnicas de fabricação biológica usando micróbios e plantas, fornecendo os meios para criar tecnologias sustentáveis tanto para futuras aplicações espaciais quanto para aplicações terrestres. [Imagem: NASA]
Instituto de Compósitos Ultrafortes por Projeto Computacional
O US-COMP (Institute for Ultra-Strong Composites by Computational Design) deverá usar ferramentas computacionais e simuladores para criar uma nova geração de materiais adequados para a construção de veículos, habitações, sistemas de fornecimento de energia e outros sistemas de exploração, todos voltados para uso no espaço.
A exigência básica é que os novos materiais deverão ser mais leves e mais fortes do que qualquer um usado atualmente mesmo nos sistemas mais avançados.
Um dos objetivos específicos é desenvolver e testar, em no máximo cinco anos, um material estrutural leve e de ultra-alta resistência, feito a partir de nanotubos de carbono.
O instituto US-COMP será coordenado por Gregory Odegard, da Universidade Tecnológica de Michigan, com pesquisadores de 22 instituições. Os parceiros industriais incluem a Nanocomp Technologies e a Solvay.
FONTE: NASA

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

O estudo da Terra como um sistema integrado.

 Imagem extrema do telescópio da imagem ultravioleta (EIT) do sol com um prominence enorme, do punho-dado forma, tomado em 1999. A radiação solar é um excitador preliminar do clima.  A ciência do sistema terrestre é o estudo de como os dados científicos provenientes de vários campos de pesquisa, como a atmosfera, os oceanos, o gelo terrestre e outros, se encaixam para formar a imagem atual de nosso planeta como um todo, incluindo seu clima em mudança.  Os cientistas do clima separam fatores que afetam a mudança climática em três categorias: forçamentos, feedbacks e pontos de inflexão.   Forças: Os primeiros impulsionadores do clima.  Irradiação Solar. A radiação solar é a fonte de calor para o planeta Terra. Os cientistas também usam provas de medições proxy, como contagem de manchas solares que remontam séculos e anéis de árvores antigas, para medir a quantidade de sol que atinge a superfície da Terra. O sol tem um ciclo solar de 11 anos, o que causa cerca de 0,1% da variação na produção solar. 1 O ciclo solar é incorporado nos modelos climáticos. Emissão de gases de efeito estufa. Desde a revolução industrial, as concentrações de gases de efeito estufa, como dióxido de carbono (CO 2 ), metano (CH 4 ) e óxido nitroso (N 2O) aumentaram na atmosfera. A queima de combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás, aumentou a concentração de dióxido de carbono atmosférico (CO 2 ) de 280 partes por milhão para 393 partes por milhão. 2 Esses gases de efeito estufa absorvem e re-irradiam calor na atmosfera da Terra, o que causa um aquecimento maior. Aerossóis, poeira, fumaça e fuligem. As partículas aerotransportadas muito pequenas vêm de fontes humanas e naturais e têm vários efeitos sobre o clima. Sulfato aerossóis, que resultam da queima de carvão, biomassa e erupções vulcânicas, tendem a esfriar a Terra. Outros tipos de partículas como o carbono preto têm um efeito de aquecimento. 3 A distribuição global de aerossóis está sendo rastreada a partir do solo e de satélites.  Retroalimentação climática: processos que podem amplificar ou diminuir os efeitos das forçantes climáticas. Um feedback que aumenta o aquecimento inicial é chamado de "feedback positivo". Um feedback que reduz um aquecimento inicial é um "feedback negativo".  Nuvens. As nuvens têm um impacto enorme no clima da Terra, refletindo cerca de um terço da quantidade total de luz solar que atinge a atmosfera da Terra de volta ao espaço. Mesmo pequenas mudanças na quantidade, localização e tipo da nuvem podem ter grandes conseqüências. Um clima mais quente poderia causar mais água para ser realizada na atmosfera levando a um aumento da nebulosidade e alterar a quantidade de luz solar que atinge a superfície da Terra. Menos calor seria absorvido, o que poderia retardar o aumento do aquecimento. Precipitação.   Modelos climáticos globais mostram que a precipitação aumentará geralmente devido ao aumento da quantidade de água mantida em uma atmosfera mais quente, mas não em todas as regiões. Algumas regiões vão secar em vez disso. Alterações nos padrões de precipitação, como o aumento da disponibilidade de água, podem causar um aumento no crescimento da planta, o que por sua vez poderia potencialmente remover mais dióxido de carbono da atmosfera. Greening das florestas. Processos naturais, como o crescimento das árvores, eliminam cerca de metade das emissões de dióxido de carbono humano da atmosfera todos os anos. Os cientistas estão estudando atualmente onde este dióxido de carbono vai. O delicado equilíbrio entre a absorção e liberação de dióxido de carbono pelos oceanos e as grandes regiões florestadas do mundo é objeto de pesquisas por muitos cientistas. Há alguma evidência de que a capacidade dos oceanos ou florestas de continuar a absorver dióxido de carbono pode diminuir à medida que o mundo aquece, levando a uma acumulação mais rápida na atmosfera. Albedo de gelo. O gelo é branco e muito reflexivo, em contraste com a superfície do oceano, que é escuro e absorve o calor mais rápido. À medida que a atmosfera se aquece e o gelo do mar derrete, o oceano mais escuro absorve mais calor, faz com que mais gelo se derreta e torne a Terra mais quente em geral. O feedback do albedo do gelo é um feedback positivo muito forte.   Pontos climáticos : Quando o clima da Terra se move abruptamente entre estados relativamente estáveis.  Circulação oceânica. À medida que o gelo marinho do Ártico e a camada de gelo da Groenlândia derretem, a circulação oceânica no Atlântico pode desviar a Corrente do Golfo. Esta e / ou outras alterações mudariam significativamente os padrões climáticos regionais. Uma mudança na Corrente do Golfo poderia levar a um resfriamento significativo na Europa Ocidental. Isso destaca a importância da circulação oceânica na manutenção dos climas regionais. Perda de gelo. Devido ao forte feedback positivo do albedo de gelo, se o gelo derrete o suficiente, fazendo com que a superfície da Terra absorva mais e mais calor, podemos atingir um ponto sem retorno. Os lençóis de gelo que se encolhem contribuem para a elevação do nível do mar. Muitas centenas de milhões de pessoas vivem perto de uma costa, por isso a nossa capacidade de prever a elevação do nível do mar durante o próximo século tem substanciais ramificações humanas e económicas. Liberação rápida de metano. Os depósitos de metano congelado, um potente gás com efeito de estufa e dióxido de carbono estão por baixo do permafrost nas regiões árticas. Cerca de um quarto do hemisfério Norte é coberto por permafrost. À medida que o ambiente se aquece eo permafrost derrete, estes depósitos podem ser libertados para a atmosfera e apresentam um risco de aquecimento descontrolado.  FONTE: NASA Claus Frohlich e Judith Lean, "Saída radiativa solar e sua variabilidade: evidências e mecanismos", The Astronomy and Astrophysics Review, 2004, doi: 10.1007 / s00159-004-0024-1.  Tendências em Dióxido de Carbono Atmosférico, Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, 2013. http://www.esrl.noaa.gov/gmd/ccgg/trends/  Observatório da Terra da NASA, " Aerosols: Tiny Particles, Big Impact ", 1999.  A. Vaks et al., "Speleotherms Reveal 500000-Year History of Siberian Permafrost"  , Ciência,  12 de abril de 2013: Vol. 340 n. 6129 pp. 183-186, doi: 10.1126 / ciência.1228729
Imagem extrema do telescópio da imagem ultravioleta (EIT) do sol com um prominence enorme, do punho-dado forma, tomado em 1999. A radiação solar é um excitador preliminar do clima.

A ciência do sistema terrestre é o estudo de como os dados científicos provenientes de vários campos de pesquisa, como a atmosfera, os oceanos, o gelo terrestre e outros, se encaixam para formar a imagem atual de nosso planeta como um todo, incluindo seu clima em mudança.
Os cientistas do clima separam fatores que afetam a mudança climática em três categorias: forçamentos, feedbacks e pontos de inflexão. 

Forças: Os primeiros impulsionadores do clima.
  1. Irradiação Solar. A radiação solar é a fonte de calor para o planeta Terra. Os cientistas também usam provas de medições proxy, como contagem de manchas solares que remontam séculos e anéis de árvores antigas, para medir a quantidade de sol que atinge a superfície da Terra. O sol tem um ciclo solar de 11 anos, o que causa cerca de 0,1% da variação na produção solar. 1 O ciclo solar é incorporado nos modelos climáticos.
  2. Emissão de gases de efeito estufa. Desde a revolução industrial, as concentrações de gases de efeito estufa, como dióxido de carbono (CO 2 ), metano (CH 4 ) e óxido nitroso (N 2O) aumentaram na atmosfera. A queima de combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás, aumentou a concentração de dióxido de carbono atmosférico (CO 2 ) de 280 partes por milhão para 393 partes por milhão. 2 Esses gases de efeito estufa absorvem e re-irradiam calor na atmosfera da Terra, o que causa um aquecimento maior.
  3. Aerossóis, poeira, fumaça e fuligem. As partículas aerotransportadas muito pequenas vêm de fontes humanas e naturais e têm vários efeitos sobre o clima. Sulfato aerossóis, que resultam da queima de carvão, biomassa e erupções vulcânicas, tendem a esfriar a Terra. Outros tipos de partículas como o carbono preto têm um efeito de aquecimento. 3 A distribuição global de aerossóis está sendo rastreada a partir do solo e de satélites.
Retroalimentação climática: processos que podem amplificar ou diminuir os efeitos das forçantes climáticas. Um feedback que aumenta o aquecimento inicial é chamado de "feedback positivo". Um feedback que reduz um aquecimento inicial é um "feedback negativo".
  1. Nuvens. As nuvens têm um impacto enorme no clima da Terra, refletindo cerca de um terço da quantidade total de luz solar que atinge a atmosfera da Terra de volta ao espaço. Mesmo pequenas mudanças na quantidade, localização e tipo da nuvem podem ter grandes conseqüências. Um clima mais quente poderia causar mais água para ser realizada na atmosfera levando a um aumento da nebulosidade e alterar a quantidade de luz solar que atinge a superfície da Terra. Menos calor seria absorvido, o que poderia retardar o aumento do aquecimento.
  2. Precipitação.   Modelos climáticos globais mostram que a precipitação aumentará geralmente devido ao aumento da quantidade de água mantida em uma atmosfera mais quente, mas não em todas as regiões. Algumas regiões vão secar em vez disso. Alterações nos padrões de precipitação, como o aumento da disponibilidade de água, podem causar um aumento no crescimento da planta, o que por sua vez poderia potencialmente remover mais dióxido de carbono da atmosfera.
  3. Greening das florestas. Processos naturais, como o crescimento das árvores, eliminam cerca de metade das emissões de dióxido de carbono humano da atmosfera todos os anos. Os cientistas estão estudando atualmente onde este dióxido de carbono vai. O delicado equilíbrio entre a absorção e liberação de dióxido de carbono pelos oceanos e as grandes regiões florestadas do mundo é objeto de pesquisas por muitos cientistas. Há alguma evidência de que a capacidade dos oceanos ou florestas de continuar a absorver dióxido de carbono pode diminuir à medida que o mundo aquece, levando a uma acumulação mais rápida na atmosfera.
  4. Albedo de gelo. O gelo é branco e muito reflexivo, em contraste com a superfície do oceano, que é escuro e absorve o calor mais rápido. À medida que a atmosfera se aquece e o gelo do mar derrete, o oceano mais escuro absorve mais calor, faz com que mais gelo se derreta e torne a Terra mais quente em geral. O feedback do albedo do gelo é um feedback positivo muito forte. 
Pontos climáticos : Quando o clima da Terra se move abruptamente entre estados relativamente estáveis.
  1. Circulação oceânica. À medida que o gelo marinho do Ártico e a camada de gelo da Groenlândia derretem, a circulação oceânica no Atlântico pode desviar a Corrente do Golfo. Esta e / ou outras alterações mudariam significativamente os padrões climáticos regionais. Uma mudança na Corrente do Golfo poderia levar a um resfriamento significativo na Europa Ocidental. Isso destaca a importância da circulação oceânica na manutenção dos climas regionais.
  2. Perda de gelo. Devido ao forte feedback positivo do albedo de gelo, se o gelo derrete o suficiente, fazendo com que a superfície da Terra absorva mais e mais calor, podemos atingir um ponto sem retorno. Os lençóis de gelo que se encolhem contribuem para a elevação do nível do mar. Muitas centenas de milhões de pessoas vivem perto de uma costa, por isso a nossa capacidade de prever a elevação do nível do mar durante o próximo século tem substanciais ramificações humanas e económicas.
  3. Liberação rápida de metano. Os depósitos de metano congelado, um potente gás com efeito de estufa e dióxido de carbono estão por baixo do permafrost nas regiões árticas. Cerca de um quarto do hemisfério Norte é coberto por permafrost. À medida que o ambiente se aquece eo permafrost derrete, estes depósitos podem ser libertados para a atmosfera e apresentam um risco de aquecimento descontrolado. 
FONTE: NASA
  1. Claus Frohlich e Judith Lean, "Saída radiativa solar e sua variabilidade: evidências e mecanismos", The Astronomy and Astrophysics Review, 2004, doi: 10.1007 / s00159-004-0024-1.
  2. Tendências em Dióxido de Carbono Atmosférico, Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, 2013. http://www.esrl.noaa.gov/gmd/ccgg/trends/
  3. Observatório da Terra da NASA, " Aerosols: Tiny Particles, Big Impact ", 1999.
  4. A. Vaks et al., "Speleotherms Reveal 500000-Year History of Siberian Permafrost"  , Ciência,  12 de abril de 2013: Vol. 340 n. 6129 pp. 183-186, doi: 10.1126 / ciência.1228729

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Nasa descobre sistema solar com 7 planetas parecidos com a Terra.

Três desses planetas estão na zona habitável. A expectativa é que eles possam ter oceanos de água em forma líquida.

Três desses planetas estão na zona habitável. A expectativa é que eles possam ter oceanos de água em forma líquida.   Ilustração (NASA/JPL/Divulgação) A Nasa anunciou hoje que encontrou o primeiro sistema solar com sete planetas de tamanho similar ao da Terra pela primeira vez na história. O sistema foi encontrado a cerca de 39 anos-luz de distância–uma distância relativamente pequena em termos cósmicos. Dos sete planetas, três estão dentro de uma zona habitável, onde é possível ter água líquida e, consequentemente, vida. Os astros mais próximos do seu sol devem ser quentes demais para ter água líquida e os mais distantes devem ter oceanos congelados. Os planetas orbitam uma estrela anã chamada Trappist-1, que é similar ao Sol e um pouco maior do que Júpiter. Segundo a agência espacial, os astros têm massas semelhantes à da Terra e são de composição rochosa. A expectativa da Nasa é que, na pior das hipóteses, ao menos um dos planetas tenha temperatura ideal para a presença de oceanos de água em forma líquida, assim como acontece na Terra. As observações preliminares indicam que um dos planetas pode ter oxigênio em sua atmosfera–o que possibilitaria a realização de atividades fotossintéticas por lá. Para que haja vida como concebida por nós, no entanto, é preciso a presença de outros elementos na atmosfera, como metano e ozônio.   Segundo o estudo, que foi publicado na revista Nature, há chances de os cientistas encontrarem vida nesses planetas. “Não é mais uma questão de ‘se’, mas uma questão de ‘quando'”, disse Thomas Zurbuchen, administrador da Direção de Missão Científica da Nasa, na coletiva que anunciou a descoberta. Telescópios na Terra e o Hubble, um telescópio espacial, poderão analisar em detalhes as moléculas das atmosferas dos planetas. Nessa exploração, o Telescópio James Webb, que será lançado ao espaço em 2018, terá papel fundamental. Ele será equipado com luz infravermelha, ideal para analisar o tipo de luz que é emitida da estrela Trappist-1. Quando o novo telescópio da European Space Organisation começar a funcionar, em 2024, será possível saber se há realmente água nesses planetas.   Mesmo que os pesquisadores não encontrem vida nesse sistema, ela pode se desenvolver lá. O estudo indica que a Trappist-1 é relativamente nova. “Essa estrela anã queima hidrogênio tão lentamente que vai viver por mais 10 trilhões de anos–que é sem dúvida tempo suficiente para a vida evoluir”, escreveu Ignas A. G. Snellen, do Observatório de Leiden, na Holanda, em um artigo opinativo que acompanha o estudo na revista Nature. Apesar da similaridade entre a Terra e os planetas do sistema recém-descoberto, a estrela Trappist-1 é bem diferente de nosso Sol. A estrela tem apenas 1/12 da massa do nosso Sol. A sua temperatura também é bem menor. Em vez dos 10 mil graus Celsius que nosso Sol atinge, o Trappist-1 tem “apenas” 4.150 graus em sua superfície. De acordo com o New York Times, a estrela também emite menos luz. Um reflexo disso seria uma superfície mais sombria. A claridade durante o dia, por lá, seria cerca de um centésimo da claridade na Terra durante o dia. Uma dúvida que paira sobre os cientistas é qual seria a cor emitida por pela Trappist-1. Essa cor pode variar de um vermelho profundo a tons mais puxados para o salmão.   Como foi feita a descoberta  Tudo começou em 2016, quando Michael Gillon, astrônomo na Universidade de Liège, na Bélgica, descobriu três exoplanetas orbitando uma estrela anã. Ele e seu grupo encontraram os astros após notar que a Trappist-1 escurecia periodicamente, indicando que um planeta poderia estar passando na frente da estrela e bloqueando a luz.  Para estudar a descoberta mais a fundo, o pesquisador usou telescópios localizados na Terra, como o Star, da Universidade de Liège, o telescópio de Liverpool, na Inglaterra, e o Very Large Telescope da ESO, no Chile. Já no espaço, Gillon usou o Spitzer, o telescópio espacial da Nasa, durante 20 dias.  Com as observações no solo e no espaço, os cientistas calcularam que não havia apenas três exoplanetas, mas sete. A partir dessa análise, foi possível descobrir o tempo de translação, a distância da estrela, a massa e o diâmetro dos sete astros. De acordo com os pesquisadores, ainda é preciso observar o sistema solar por mais algum tempo para saber novos detalhes, como a existência de água líquida.  Exoplanetas  A descoberta de exoplanetas, aqueles que orbitam estrelas que não sejam o Sol, está em ritmo bastante elevado. Até poucas décadas atrás, cientistas imaginavam que estrelas deviam ter planetas orbitando, mas não contavam com ferramentas técnicas apropriadas para a descoberta. Nos últimos 20 anos, com as descobertas acontecendo sem parar, cientistas já atingiram a marca de 3.400 exoplanetas catalogados.   “Nos últimos anos, evidências de que planetas do tamanho da Terra são abundantes na galáxia se acumulam, mas as descobertas de Michael Gillon e de seus colaboradores indicam que esses planetas são ainda mais comuns do que se pensava”, segundo o astrônomo Ignas Snellen. Snellen não estava envolvido na descoberta e publicou sua opinião em um artigo na Nature.  Para cada planeta que avistamos na Terra, existem de 20 a 100 mais deles que não conseguimos ver do nosso mundo por não passarem em frente de sua estrela principal, segundo o pesquisador.  FONTE: NASA
Ilustração (NASA/JPL/Divulgação)
A Nasa anunciou hoje que encontrou o primeiro sistema solar com sete planetas de tamanho similar ao da Terra pela primeira vez na história. O sistema foi encontrado a cerca de 39 anos-luz de distância–uma distância relativamente pequena em termos cósmicos.
Dos sete planetas, três estão dentro de uma zona habitável, onde é possível ter água líquida e, consequentemente, vida. Os astros mais próximos do seu sol devem ser quentes demais para ter água líquida e os mais distantes devem ter oceanos congelados.
Os planetas orbitam uma estrela anã chamada Trappist-1, que é similar ao Sol e um pouco maior do que Júpiter. Segundo a agência espacial, os astros têm massas semelhantes à da Terra e são de composição rochosa. A expectativa da Nasa é que, na pior das hipóteses, ao menos um dos planetas tenha temperatura ideal para a presença de oceanos de água em forma líquida, assim como acontece na Terra.
As observações preliminares indicam que um dos planetas pode ter oxigênio em sua atmosfera–o que possibilitaria a realização de atividades fotossintéticas por lá. Para que haja vida como concebida por nós, no entanto, é preciso a presença de outros elementos na atmosfera, como metano e ozônio.

Segundo o estudo, que foi publicado na revista Nature, há chances de os cientistas encontrarem vida nesses planetas. “Não é mais uma questão de ‘se’, mas uma questão de ‘quando'”, disse Thomas Zurbuchen, administrador da Direção de Missão Científica da Nasa, na coletiva que anunciou a descoberta.
Telescópios na Terra e o Hubble, um telescópio espacial, poderão analisar em detalhes as moléculas das atmosferas dos planetas. Nessa exploração, o Telescópio James Webb, que será lançado ao espaço em 2018, terá papel fundamental. Ele será equipado com luz infravermelha, ideal para analisar o tipo de luz que é emitida da estrela Trappist-1.
Quando o novo telescópio da European Space Organisation começar a funcionar, em 2024, será possível saber se há realmente água nesses planetas.
Três desses planetas estão na zona habitável. A expectativa é que eles possam ter oceanos de água em forma líquida.   Ilustração (NASA/JPL/Divulgação) A Nasa anunciou hoje que encontrou o primeiro sistema solar com sete planetas de tamanho similar ao da Terra pela primeira vez na história. O sistema foi encontrado a cerca de 39 anos-luz de distância–uma distância relativamente pequena em termos cósmicos. Dos sete planetas, três estão dentro de uma zona habitável, onde é possível ter água líquida e, consequentemente, vida. Os astros mais próximos do seu sol devem ser quentes demais para ter água líquida e os mais distantes devem ter oceanos congelados. Os planetas orbitam uma estrela anã chamada Trappist-1, que é similar ao Sol e um pouco maior do que Júpiter. Segundo a agência espacial, os astros têm massas semelhantes à da Terra e são de composição rochosa. A expectativa da Nasa é que, na pior das hipóteses, ao menos um dos planetas tenha temperatura ideal para a presença de oceanos de água em forma líquida, assim como acontece na Terra. As observações preliminares indicam que um dos planetas pode ter oxigênio em sua atmosfera–o que possibilitaria a realização de atividades fotossintéticas por lá. Para que haja vida como concebida por nós, no entanto, é preciso a presença de outros elementos na atmosfera, como metano e ozônio.   Segundo o estudo, que foi publicado na revista Nature, há chances de os cientistas encontrarem vida nesses planetas. “Não é mais uma questão de ‘se’, mas uma questão de ‘quando'”, disse Thomas Zurbuchen, administrador da Direção de Missão Científica da Nasa, na coletiva que anunciou a descoberta. Telescópios na Terra e o Hubble, um telescópio espacial, poderão analisar em detalhes as moléculas das atmosferas dos planetas. Nessa exploração, o Telescópio James Webb, que será lançado ao espaço em 2018, terá papel fundamental. Ele será equipado com luz infravermelha, ideal para analisar o tipo de luz que é emitida da estrela Trappist-1. Quando o novo telescópio da European Space Organisation começar a funcionar, em 2024, será possível saber se há realmente água nesses planetas.   Mesmo que os pesquisadores não encontrem vida nesse sistema, ela pode se desenvolver lá. O estudo indica que a Trappist-1 é relativamente nova. “Essa estrela anã queima hidrogênio tão lentamente que vai viver por mais 10 trilhões de anos–que é sem dúvida tempo suficiente para a vida evoluir”, escreveu Ignas A. G. Snellen, do Observatório de Leiden, na Holanda, em um artigo opinativo que acompanha o estudo na revista Nature. Apesar da similaridade entre a Terra e os planetas do sistema recém-descoberto, a estrela Trappist-1 é bem diferente de nosso Sol. A estrela tem apenas 1/12 da massa do nosso Sol. A sua temperatura também é bem menor. Em vez dos 10 mil graus Celsius que nosso Sol atinge, o Trappist-1 tem “apenas” 4.150 graus em sua superfície. De acordo com o New York Times, a estrela também emite menos luz. Um reflexo disso seria uma superfície mais sombria. A claridade durante o dia, por lá, seria cerca de um centésimo da claridade na Terra durante o dia. Uma dúvida que paira sobre os cientistas é qual seria a cor emitida por pela Trappist-1. Essa cor pode variar de um vermelho profundo a tons mais puxados para o salmão.   Como foi feita a descoberta  Tudo começou em 2016, quando Michael Gillon, astrônomo na Universidade de Liège, na Bélgica, descobriu três exoplanetas orbitando uma estrela anã. Ele e seu grupo encontraram os astros após notar que a Trappist-1 escurecia periodicamente, indicando que um planeta poderia estar passando na frente da estrela e bloqueando a luz.  Para estudar a descoberta mais a fundo, o pesquisador usou telescópios localizados na Terra, como o Star, da Universidade de Liège, o telescópio de Liverpool, na Inglaterra, e o Very Large Telescope da ESO, no Chile. Já no espaço, Gillon usou o Spitzer, o telescópio espacial da Nasa, durante 20 dias.  Com as observações no solo e no espaço, os cientistas calcularam que não havia apenas três exoplanetas, mas sete. A partir dessa análise, foi possível descobrir o tempo de translação, a distância da estrela, a massa e o diâmetro dos sete astros. De acordo com os pesquisadores, ainda é preciso observar o sistema solar por mais algum tempo para saber novos detalhes, como a existência de água líquida.  Exoplanetas  A descoberta de exoplanetas, aqueles que orbitam estrelas que não sejam o Sol, está em ritmo bastante elevado. Até poucas décadas atrás, cientistas imaginavam que estrelas deviam ter planetas orbitando, mas não contavam com ferramentas técnicas apropriadas para a descoberta. Nos últimos 20 anos, com as descobertas acontecendo sem parar, cientistas já atingiram a marca de 3.400 exoplanetas catalogados.   “Nos últimos anos, evidências de que planetas do tamanho da Terra são abundantes na galáxia se acumulam, mas as descobertas de Michael Gillon e de seus colaboradores indicam que esses planetas são ainda mais comuns do que se pensava”, segundo o astrônomo Ignas Snellen. Snellen não estava envolvido na descoberta e publicou sua opinião em um artigo na Nature.  Para cada planeta que avistamos na Terra, existem de 20 a 100 mais deles que não conseguimos ver do nosso mundo por não passarem em frente de sua estrela principal, segundo o pesquisador.  FONTE: NASA
Mesmo que os pesquisadores não encontrem vida nesse sistema, ela pode se desenvolver lá. O estudo indica que a Trappist-1 é relativamente nova. “Essa estrela anã queima hidrogênio tão lentamente que vai viver por mais 10 trilhões de anos–que é sem dúvida tempo suficiente para a vida evoluir”, escreveu Ignas A. G. Snellen, do Observatório de Leiden, na Holanda, em um artigo opinativo que acompanha o estudo na revista Nature.
Apesar da similaridade entre a Terra e os planetas do sistema recém-descoberto, a estrela Trappist-1 é bem diferente de nosso Sol. A estrela tem apenas 1/12 da massa do nosso Sol. A sua temperatura também é bem menor. Em vez dos 10 mil graus Celsius que nosso Sol atinge, o Trappist-1 tem “apenas” 4.150 graus em sua superfície.
De acordo com o New York Times, a estrela também emite menos luz. Um reflexo disso seria uma superfície mais sombria. A claridade durante o dia, por lá, seria cerca de um centésimo da claridade na Terra durante o dia. Uma dúvida que paira sobre os cientistas é qual seria a cor emitida por pela Trappist-1. Essa cor pode variar de um vermelho profundo a tons mais puxados para o salmão.


Como foi feita a descoberta

Tudo começou em 2016, quando Michael Gillon, astrônomo na Universidade de Liège, na Bélgica, descobriu três exoplanetas orbitando uma estrela anã. Ele e seu grupo encontraram os astros após notar que a Trappist-1 escurecia periodicamente, indicando que um planeta poderia estar passando na frente da estrela e bloqueando a luz.
Para estudar a descoberta mais a fundo, o pesquisador usou telescópios localizados na Terra, como o Star, da Universidade de Liège, o telescópio de Liverpool, na Inglaterra, e o Very Large Telescope da ESO, no Chile. Já no espaço, Gillon usou o Spitzer, o telescópio espacial da Nasa, durante 20 dias.
Com as observações no solo e no espaço, os cientistas calcularam que não havia apenas três exoplanetas, mas sete. A partir dessa análise, foi possível descobrir o tempo de translação, a distância da estrela, a massa e o diâmetro dos sete astros. De acordo com os pesquisadores, ainda é preciso observar o sistema solar por mais algum tempo para saber novos detalhes, como a existência de água líquida.

Exoplanetas

A descoberta de exoplanetas, aqueles que orbitam estrelas que não sejam o Sol, está em ritmo bastante elevado. Até poucas décadas atrás, cientistas imaginavam que estrelas deviam ter planetas orbitando, mas não contavam com ferramentas técnicas apropriadas para a descoberta. Nos últimos 20 anos, com as descobertas acontecendo sem parar, cientistas já atingiram a marca de 3.400 exoplanetas catalogados. 
“Nos últimos anos, evidências de que planetas do tamanho da Terra são abundantes na galáxia se acumulam, mas as descobertas de Michael Gillon e de seus colaboradores indicam que esses planetas são ainda mais comuns do que se pensava”, segundo o astrônomo Ignas Snellen. Snellen não estava envolvido na descoberta e publicou sua opinião em um artigo na Nature.
Para cada planeta que avistamos na Terra, existem de 20 a 100 mais deles que não conseguimos ver do nosso mundo por não passarem em frente de sua estrela principal, segundo o pesquisador.
FONTE: NASA

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