domingo, 23 de março de 2014

Incríveis imagens do Sol registradas por um fotógrafo em seu quintal


A maioria das pessoas fica contente em fotografar pássaros e borboletas em seu jardim. Mas um fotógrafo amador britânico voltou suas atenções para muito mais longe e obteve imagens incríveis da superfície furiosa do sol de seu quintal.
Dave Tyler, a partir de uma aldeia perto de High Wycombe, em Buckinghamshire, Inglaterra, conseguiu capturar violentas erupções solares e manchas na superfície da estrela, que tem uma temperatura de 5.505 °C e está a cerca de150 milhões de km de distância da Terra.
Confira:


Incríveis imagens do Sol registradas por um fotógrafo em seu quintal

Incríveis imagens do Sol registradas por um fotógrafo em seu quintal

Incríveis imagens do Sol registradas por um fotógrafo em seu quintal

Incríveis imagens do Sol registradas por um fotógrafo em seu quintal

Incríveis imagens do Sol registradas por um fotógrafo em seu quintal

Incríveis imagens do Sol registradas por um fotógrafo em seu quintal

Fonte: DailyMail

sábado, 22 de março de 2014

As misteriosas esferas da Costa Rica

Na década de 1930, enquanto limpavam a selva da Costa Rica para cultivar plantações de banana, os funcionários da United Fruit Company descobriram grandes esferas de pedra enterradas no chão da floresta. Quase imediatamente, as misteriosas esferas tornaram-se ornamentos de jardins, terminando nos quintais de prédios do governo, casas de compradores ricos e executivos da empresa de frutas por toda a Costa Rica.

As misteriosas esferas da Costa Rica Na década de 1930, enquanto limpavam a selva da Costa Rica para cultivar plantações de banana, os funcionários da United Fruit Company descobriram grandes esferas de pedra enterradas no chão da floresta. Quase imediatamente, as misteriosas esferas tornaram-se ornamentos de jardins, terminando nos quintais de prédios do governo, casas de compradores ricos e executivos da empresa de frutas por toda a Costa Rica.   Muitas esferas foram propositadamente dinamitadas por caçadores de tesouros em busca de ouro escondido. No momento em que as autoridades intervieram, dezenas de pedras já haviam sido destruídas. Ao longo das últimas décadas, cerca de 300 pedras foram desenterrados, em sua maioria na região do Delta Diquis. As esferas variam em tamanho de poucos centímetros a mais de 2 metros de diâmetro, e com um peso que pode chegar até 15 toneladas. Algumas permanecem intocadas nos locais originais de descoberta, mas muitas outras foram realocadas ou danificadas devido a erosão, incêndios e vandalismo.   Acredita-se que as pedras tenham sido esculpidas por volta de 600 dC até depois de 1000 dC, mas antes da conquista espanhola. No entanto, é muito difícil estimar a idade delas. As esferas foram datadas por cerâmica e radiocarbono associados com depósitos arqueológicos encontrados com as esferas de pedra. Além disso, a maioria destas esferas já não estão na sua localização original. É possível que as esferas estejam ligadas à cultura Diquis, que floresceu entre 700 dC e 1530 dC no que hoje é a Costa Rica, mas isso não pode ser verificado. Quem criou essas esferas tinha artesãos experientes o suficiente para criar superfícies polidas. Outro mistério está relacionado com a finalidade das pedras – arqueólogos não sabem o que teria levado alguém a esculpir as pedras gigantes.  As esferas estão agora protegidas pela UNESCO, declaradas como patrimônio da humanidade.
Muitas esferas foram propositadamente dinamitadas por caçadores de tesouros em busca de ouro escondido. No momento em que as autoridades intervieram, dezenas de pedras já haviam sido destruídas. Ao longo das últimas décadas, cerca de 300 pedras foram desenterrados, em sua maioria na região do Delta Diquis. As esferas variam em tamanho de poucos centímetros a mais de 2 metros de diâmetro, e com um peso que pode chegar até 15 toneladas. Algumas permanecem intocadas nos locais originais de descoberta, mas muitas outras foram realocadas ou danificadas devido a erosão, incêndios e vandalismo.

Na década de 1930, enquanto limpavam a selva da Costa Rica para cultivar plantações de banana, os funcionários da United Fruit Company descobriram grandes esferas de pedra enterradas no chão da floresta. Quase imediatamente, as misteriosas esferas tornaram-se ornamentos de jardins, terminando nos quintais de prédios do governo, casas de compradores ricos e executivos da empresa de frutas por toda a Costa Rica.   Muitas esferas foram propositadamente dinamitadas por caçadores de tesouros em busca de ouro escondido. No momento em que as autoridades intervieram, dezenas de pedras já haviam sido destruídas. Ao longo das últimas décadas, cerca de 300 pedras foram desenterrados, em sua maioria na região do Delta Diquis. As esferas variam em tamanho de poucos centímetros a mais de 2 metros de diâmetro, e com um peso que pode chegar até 15 toneladas. Algumas permanecem intocadas nos locais originais de descoberta, mas muitas outras foram realocadas ou danificadas devido a erosão, incêndios e vandalismo.   Acredita-se que as pedras tenham sido esculpidas por volta de 600 dC até depois de 1000 dC, mas antes da conquista espanhola. No entanto, é muito difícil estimar a idade delas. As esferas foram datadas por cerâmica e radiocarbono associados com depósitos arqueológicos encontrados com as esferas de pedra. Além disso, a maioria destas esferas já não estão na sua localização original. É possível que as esferas estejam ligadas à cultura Diquis, que floresceu entre 700 dC e 1530 dC no que hoje é a Costa Rica, mas isso não pode ser verificado. Quem criou essas esferas tinha artesãos experientes o suficiente para criar superfícies polidas. Outro mistério está relacionado com a finalidade das pedras – arqueólogos não sabem o que teria levado alguém a esculpir as pedras gigantes.  As esferas estão agora protegidas pela UNESCO, declaradas como patrimônio da humanidade.
Acredita-se que as pedras tenham sido esculpidas por volta de 600 dC até depois de 1000 dC, mas antes da conquista espanhola. No entanto, é muito difícil estimar a idade delas. As esferas foram datadas por cerâmica e radiocarbono associados com depósitos arqueológicos encontrados com as esferas de pedra. Além disso, a maioria destas esferas já não estão na sua localização original.
É possível que as esferas estejam ligadas à cultura Diquis, que floresceu entre 700 dC e 1530 dC no que hoje é a Costa Rica, mas isso não pode ser verificado. Quem criou essas esferas tinha artesãos experientes o suficiente para criar superfícies polidas.
Outro mistério está relacionado com a finalidade das pedras – arqueólogos não sabem o que teria levado alguém a esculpir as pedras gigantes.

As esferas estão agora protegidas pela UNESCO, declaradas como patrimônio da humanidade.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Essa rocha isolada é disputada por 4 nações

Rockall é uma ilha rochosa muito pequena e desabitada situada a cerca de 480 quilômetros ao largo da costa oeste da Escócia continental. Com pouco mais de 25 metros de largura e 21 metros de altura, a remanescente de um vulcão extinto não parece ter quaisquer recursos pendentes de interesse particular. No entanto, esta pequena ilha tem estado no centro de uma disputa internacional por mais de meio século.

Rockall

Quatro países – Reino Unido, Irlanda, Islândia e Dinamarca – querem anexar a ilha a seus respectivos territórios. Por que estão tão interessados em um pedaço de rocha no meio do nada? A resposta está nas vastas áreas de pesca vizinhas e nas enormes reservas de petróleo e gás escondidas no fundo do mar circundante.

O mar em torno da ilha é tempestuoso. Os únicos habitantes permanentes da ilha são caramujos comuns e outros moluscos marinhos. Um pequeno número de aves marinhas usa a pedra para descansar no verão ou ocasionalmente para reprodução.
Embora existam referências escritas à rocha pelo menos desde o século 16, o primeiro desembarque conhecido em Rockall não ocorreu até o início do século 19. Os responsáveis ​​por sua realização foram a tripulação do HMS Endymion, em 1811. Não muito tempo depois da visita de Endymion, a posição exata de Rockall foi incluída nas cartas da época, o que não impediu que o navio chamado SS Norge encalhasse em 1904, causando a perda de 635 vidas – o maior desastre na ilha.
Rockall

Muito mais tarde, em 21 de setembro de 1955, um helicóptero da Marinha Real desembarcou na pequena ilha e depositou ali três soldados e um cientista, que içaram uma bandeira da União e definiram uma placa de cimento indicando que haviam tomado posse do lugar em nome da Rainha Elizabeth II. Em 1972, a ilha de
 Rockall foi aprovada pelo parlamento, declarando-a formalmente como uma parte do Reino Unido. Mas essa afirmação não foi oficialmente reconhecida por qualquer outro estado.

Rockall

As ambições imperiais britânicas sofreram um retrocesso pela ratificação internacional do Direito do Mar em 1982, que afirma: “Rochas que não se prestam à habitação humana ou a vida econômica do seu próprio não devem ter zona econômica exclusiva ou plataforma continental”.
Para provar que Rockall era habitável por humanos e, portanto, uma parte soberana do território britânico, o soldado Tom McClean viveu na rocha estéril durante 40 dias, em 1985. Essa façanha de resistência foi quebrada em 1997, quando ativistas do Greenpeace desembarcaram na ilha e passaram 42 dias nela como um golpe publicitário. Eles alegaram Rockall como uma micro-nação e a rebatizou de Waveland, além de remover a placa de 1955.
Além do Reino Unido, ainda hoje outros países disputam o direito da ilha:  Irlanda, Islândia e Dinamarca. 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Recursos naturais e desenvolvimento sustentável


O principal desafio da política do desenvolvimento sustentável é encontrar um equilíbrio entre a exploração dos recursos naturais e a conservação desses.


A expressão desenvolvimento sustentável conheceu a sua popularidade a partir do início dos anos 1990 e refere-se ao uso dos recursos naturais de forma a não esgotá-los, mantendo ou renovando os ciclos de reposição. No âmbito desse entendimento, considera-se que o homem deve preservar (proteger, manter resguardada) e conservar (utilizar racionalmente, renovar) a natureza.  Para entender as principais questões concernentes ao desenvolvimento sustentável, é preciso, pois, que se tenha uma compreensão sobre os tipos e as formas de uso dos recursos naturais, isto é, os elementos da natureza que são utilizados pelo homem para a manutenção de sua existência. Eles são comumente divididos em recursos renováveis e recursos não renováveis.  Recursos renováveis são aqueles elementos que são repostos ou que podem ser reaproveitados ou revitalizados após o seu uso. Exemplos: ar, água, solos, vegetações. Todos esses exemplos são de elementos que se renovam naturalmente ou através da ação humana (como no caso das vegetações que se renovam através do reflorestamento).  Recursos não renováveis são aqueles em que não possibilidade de renovação em um período de curto ou médio prazo. Exemplo: petróleo, minérios, entre outros.  Assim, em tese, para manter um uso racional dos recursos oferecidos pela natureza, é necessário utilizar-se mais dos recursos renováveis e menos dos recursos não renováveis. No entanto, a questão não é tão simples assim.  É preciso compreender, primeiramente, que os recursos renováveis não são necessariamente duráveis por longos períodos do tempo, isto é, sua disponibilidade poderá se extinguir, principalmente se não houver um sistema de conservação ou de preservação. Por isso, torna-se importante a adoção de medidas para minimizar os impactos da exploração da natureza.  Além disso, é preciso considerar as questões qualitativas dos processos de renovação da natureza. Por exemplo, uma floresta rica em nutrientes que foi desmatada para a utilização de sua madeira na fabricação de móveis pode ser reflorestada, dando origem a uma nova floresta pobre em nutrientes e com baixo índice de diversidade, causando prejuízos ao ecossistema ao qual ela pertence.  É preciso lembrar também da importância do tempo nos processos de renovação dos recursos naturais. Algumas espécies de vegetais, considerando o exemplo acima citado, demoram vários anos para se tornarem adultas e oferecerem nutrientes, frutos e alimentos para a natureza. Nesse meio tempo, muitos prejuízos podem ser causados à natureza. Por esse motivo, pensar em sustentabilidade é ir além do famoso discurso do “plantar duas árvores a cada uma que for derrubada”.  Dessa forma, pensar em desenvolvimento sustentável é pensar em mais do que simplesmente não utilizar os recursos não renováveis em detrimento dos renováveis. Uma economia sustentável, para ser operada, requer o conservasionismo dos elementos da natureza, minimizando os seus impactos sem, no entanto, deixar de atender às necessidades básicas da população.  Outro ponto importante é a redução do consumo. Estudos apontam que se toda a população do planeta seguisse os padrões norte-americanos de consumo, a humanidade precisaria de mais dois planetas e meio! Por isso, não é possível pensar em desenvolvimento sustentável sem considerar a redução dos excessos consumistas, bem como a realização de uma distribuição de riquezas, que minimizem casos de desigualdade no acesso às riquezas produzidas pela natureza.
A humanidade precisa encontrar o equilíbrio entre consumo e renovação dos recursos naturais

A expressão desenvolvimento sustentávelconheceu a sua popularidade a partir do início dos anos 1990 e refere-se ao uso dos recursos naturais de forma a não esgotá-los, mantendo ou renovando os ciclos de reposição. No âmbito desse entendimento, considera-se que o homem deve preservar (proteger, manter resguardada) e conservar (utilizar racionalmente, renovar) a natureza.
Para entender as principais questões concernentes ao desenvolvimento sustentável, é preciso, pois, que se tenha uma compreensão sobre os tipos e as formas de uso dos recursos naturais, isto é, os elementos da natureza que são utilizados pelo homem para a manutenção de sua existência. Eles são comumente divididos em recursos renováveis e recursos não renováveis.
Recursos renováveis são aqueles elementos que são repostos ou que podem ser reaproveitados ou revitalizados após o seu uso. Exemplos: ar, água, solos, vegetações. Todos esses exemplos são de elementos que se renovam naturalmente ou através da ação humana (como no caso das vegetações que se renovam através do reflorestamento).
Recursos não renováveis são aqueles em que não possibilidade de renovação em um período de curto ou médio prazo. Exemplo: petróleo, minérios, entre outros.
Assim, em tese, para manter um uso racional dos recursos oferecidos pela natureza, é necessário utilizar-se mais dos recursos renováveis e menos dos recursos não renováveis. No entanto, a questão não é tão simples assim.
É preciso compreender, primeiramente, que os recursos renováveis não são necessariamente duráveis por longos períodos do tempo, isto é, sua disponibilidade poderá se extinguir, principalmente se não houver um sistema de conservação ou de preservação. Por isso, torna-se importante a adoção de medidas para minimizar os impactos da exploração da natureza.
Além disso, é preciso considerar as questões qualitativas dos processos de renovação da natureza. Por exemplo, uma floresta rica em nutrientes que foi desmatada para a utilização de sua madeira na fabricação de móveis pode ser reflorestada, dando origem a uma nova floresta pobre em nutrientes e com baixo índice de diversidade, causando prejuízos ao ecossistema ao qual ela pertence.
É preciso lembrar também da importância do tempo nos processos de renovação dos recursos naturais. Algumas espécies de vegetais, considerando o exemplo acima citado, demoram vários anos para se tornarem adultas e oferecerem nutrientes, frutos e alimentos para a natureza. Nesse meio tempo, muitos prejuízos podem ser causados à natureza. Por esse motivo, pensar em sustentabilidade é ir além do famoso discurso do “plantar duas árvores a cada uma que for derrubada”.
Dessa forma, pensar em desenvolvimento sustentável é pensar em mais do que simplesmente não utilizar os recursos não renováveis em detrimento dos renováveis. Uma economia sustentável, para ser operada, requer o conservasionismo dos elementos da natureza, minimizando os seus impactos sem, no entanto, deixar de atender às necessidades básicas da população.
Outro ponto importante é a redução do consumo. Estudos apontam que se toda a população do planeta seguisse os padrões norte-americanos de consumo, a humanidade precisaria de mais dois planetas e meio! Por isso, não é possível pensar em desenvolvimento sustentável sem considerar a redução dos excessos consumistas, bem como a realização de uma distribuição de riquezas, que minimizem casos de desigualdade no acesso às riquezas produzidas pela natureza.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Questão da Crimeia


As tensões na Crimeia envolvem as transformações políticas na Ucrânia e os interesses de União Europeia, Estados Unidos e Rússia.


Questão da Crimeia As tensões na Crimeia envolvem as transformações políticas na Ucrânia e os interesses de União Europeia, Estados Unidos e Rússia.    Localização da província da Crimeia na Ucrânia  As tensões na Crimeia – província semiautônoma da Ucrânia, localizada em uma península no sul do país – revelam as relações existentes entre os ucranianos e os russos desde a extinção da União Soviética. A população dessa região, em sua ampla maioria, utiliza o idioma russo e mantém-se mais vinculada a Moscou do que propriamente a Kiev. Assim, com as recentes transformações que marcaram a política do país, a província em questão passou a tornar-se palco de extrema instabilidade política. Os problemas internos da Ucrânia encontraram o seu ápice quando o então presidente Viktor Yanukovich refugou de um acordo que se comprometera a realizar com a União Europeia, o que ampliaria as relações do país com o bloco vizinho. Essa decisão foi diretamente influenciada pela Rússia, que não via com bons olhos esse acordo, uma vez que a Ucrânia é um dos seus principais parceiros comerciais no continente europeu. Nesse momento, os grupos opositores ao governo constituídos majoritariamente pela população que utiliza o idioma ucraniano e que habita a porção central e oeste do país iniciaram uma onda de protestos pelas ruas das principais cidades. Os líderes desse movimento são políticos ligados ao governo anterior a Yanukovich e a partidos e movimentos de direita e de extrema-direita, com destaque para o Udar (soco), o Svoboda (liberdade) e o Setor Direito. Diante disso, alguns meses sucederam-se com o agravamento das tensões, em que prédios públicos foram ocupados, as ruas incendiadas e a repressão aos manifestantes intensificada. Em janeiro de 2014, o então primeiro-ministro Mykola Azarov renunciou ao cargo e, no mês seguinte, o presidente Yanukovich fugiu para a Rússia após a ocupação da sede do governo pelos grupos opositores. As regiões leste e sul, as mais industrializadas e povoadas do país, possuíam uma grande quantidade de habitantes russos, que obviamente se opuseram aos manifestantes pró-Europa. Nessas regiões, foi a província da Crimeia que conheceu, então, os níveis maiores de tensão e instabilidade política, principalmente com a atitude do novo governo de revogar uma lei que garantia o russo como idioma oficial local. Com isso, grupos militares pró-Rússia assumiram o controle político da província e estabeleceram ali uma zona de resistência ao novo governo ucraniano, nomeando Sergei Axionov como primeiro-ministro do parlamento local. Sob esse panorama, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, teve aprovado no parlamento de seu país o pedido de envio de tropas para Ucrânia. Com isso, os países da União Europeia, além dos Estados Unidos, anunciaram o descontentamento com a decisão, iniciando uma política de articulação de um provável bloqueio econômico e/ou comercial à Rússia. No entanto, sob a argumentação de que era necessário defender os direitos humanos da população russa na Crimeia, foram enviadas tropas que rapidamente ocuparam aeroportos e bases militares na província, com alguns poucos focos de resistência. Os militares ucranianos da região, em sua ampla maioria, aliaram-se a Moscou ou abandonaram a Crimeia. Em resposta, os estadunidenses e os europeus prometeram agir no sentido de punir a Rússia pela ação realizada, considerada ilegítima pelos governos ocidentais.  Manifestantes vão às ruas, na cidade de Kahrkov, em oposição à ocupação russa na Crimeia    Manifestantes favoráveis à intervenção da Rússia na cidade de Lugansk  De toda forma, é preciso também salientar que o que motivou a ação militar da Rússia foi o interesse na região da Crimeia, que foi anexada pela Ucrânia em 1954, quando o então líder soviético Nikita Khrushchev – de origem ucraniana – cedeu-a em caráter amistoso. Essa península possui uma importância econômica e outra estratégica, configurando-se como uma importante via de ligação entre o Mar Negro e o Mar de Arzov, servindo também de entreposto comercial para a Europa, além de ser uma grande produtora de grãos e alimentos industrializados. Por outro lado, a Europa e os Estados Unidos objetivam diminuir a influência russa na zona formada pelas ex-repúblicas da antiga União Europeia.
Localização da província da Crimeia na Ucrânia

As tensões na Crimeia – província semiautônoma da Ucrânia, localizada em uma península no sul do país – revelam as relações existentes entre os ucranianos e os russos desde a extinção da União Soviética. A população dessa região, em sua ampla maioria, utiliza o idioma russo e mantém-se mais vinculada a Moscou do que propriamente a Kiev. Assim, com as recentes transformações que marcaram a política do país, a província em questão passou a tornar-se palco de extrema instabilidade política.
Os problemas internos da Ucrânia encontraram o seu ápice quando o então presidente Viktor Yanukovich refugou de um acordo que se comprometera a realizar com a União Europeia, o que ampliaria as relações do país com o bloco vizinho. Essa decisão foi diretamente influenciada pela Rússia, que não via com bons olhos esse acordo, uma vez que a Ucrânia é um dos seus principais parceiros comerciais no continente europeu.
Nesse momento, os grupos opositores ao governo constituídos majoritariamente pela população que utiliza o idioma ucraniano e que habita a porção central e oeste do país iniciaram uma onda de protestos pelas ruas das principais cidades. Os líderes desse movimento são políticos ligados ao governo anterior a Yanukovich e a partidos e movimentos de direita e de extrema-direita, com destaque para o Udar (soco), o Svoboda (liberdade) e o Setor Direito.
Diante disso, alguns meses sucederam-se com o agravamento das tensões, em que prédios públicos foram ocupados, as ruas incendiadas e a repressão aos manifestantes intensificada. Em janeiro de 2014, o então primeiro-ministro Mykola Azarov renunciou ao cargo e, no mês seguinte, o presidente Yanukovich fugiu para a Rússia após a ocupação da sede do governo pelos grupos opositores.
As regiões leste e sul, as mais industrializadas e povoadas do país, possuíam uma grande quantidade de habitantes russos, que obviamente se opuseram aos manifestantes pró-Europa. Nessas regiões, foi a província da Crimeia que conheceu, então, os níveis maiores de tensão e instabilidade política, principalmente com a atitude do novo governo de revogar uma lei que garantia o russo como idioma oficial local.
Com isso, grupos militares pró-Rússia assumiram o controle político da província e estabeleceram ali uma zona de resistência ao novo governo ucraniano, nomeando Sergei Axionov como primeiro-ministro do parlamento local. Sob esse panorama, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, teve aprovado no parlamento de seu país o pedido de envio de tropas para Ucrânia. Com isso, os países da União Europeia, além dos Estados Unidos, anunciaram o descontentamento com a decisão, iniciando uma política de articulação de um provável bloqueio econômico e/ou comercial à Rússia.
No entanto, sob a argumentação de que era necessário defender os direitos humanos da população russa na Crimeia, foram enviadas tropas que rapidamente ocuparam aeroportos e bases militares na província, com alguns poucos focos de resistência. Os militares ucranianos da região, em sua ampla maioria, aliaram-se a Moscou ou abandonaram a Crimeia. Em resposta, os estadunidenses e os europeus prometeram agir no sentido de punir a Rússia pela ação realizada, considerada ilegítima pelos governos ocidentais.
Manifestantes vão às ruas, na cidade de Kahrkov, em oposição à ocupação russa na Crimeia ¹
Manifestantes vão às ruas, na cidade de Kahrkov, em oposição à ocupação russa na Crimeia 

Manifestantes favoráveis à intervenção da Rússia na cidade de Lugansk ²
Manifestantes favoráveis à intervenção da Rússia na cidade de Lugansk

De toda forma, é preciso também salientar que o que motivou a ação militar da Rússia foi o interesse na região da Crimeia, que foi anexada pela Ucrânia em 1954, quando o então líder soviético Nikita Khrushchev – de origem ucraniana – cedeu-a em caráter amistoso. Essa península possui uma importância econômica e outra estratégica, configurando-se como uma importante via de ligação entre o Mar Negro e o Mar de Arzov, servindo também de entreposto comercial para a Europa, além de ser uma grande produtora de grãos e alimentos industrializados. Por outro lado, a Europa e os Estados Unidos objetivam diminuir a influência russa na zona formada pelas ex-repúblicas da antiga União Europeia.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Imagem no tubo de TV


Imagem no tubo de TV  Tubo de vidro de uma televisão de tubo  Podemos dizer que praticamente em toda casa existe uma televisão. Hoje sabemos que elas estão cada vez mais sofisticadas. Há alguns anos, os televisores eram enormes, pesados, mas o que vemos hoje são televisões de telas planas e finas, com tecnologia mais avançada. O melhor de tudo é que através das TVs podemos ver nossos programas favoritos, filmes etc. A imagem que é produzida na televisão de tubo depende de duas forças: a magnética e a elétrica, que atuam sobre elétrons em movimento. Sendo assim, dizemos que a imagem nada mais é do que o resultado da transformação da energia elétrica em energia cinética e a cinética em energia luminosa. Como mostra a figura acima, podemos ver que o tubo da televisão é de vidro, sendo que internamente é feito a vácuo. Já a parte frontal interna do tubo é toda coberta com material fluorescente. Os elétrons são disparados da extremidade oposta à tela por um canhão eletrônico. Após serem disparados pelo canhão eletrônico, os elétrons se chocam com a tela, originando, assim, pontos luminosos em sua superfície. Os elétrons que são lançados em direção à tela são produzidos por um filamento superaquecido. Os elétrons que colidem com a tela são os elétrons livres – eles conseguem se mover pelo fato de adquirirem energia cinética extra através do aquecimento do filamento. Portanto, com o ganho de energia, eles conseguem escapar dos átomos, saindo então do filamento. A emissão desses elétrons por aquecimento é dita emissão termoiônica. Como sabemos, os elétrons que escapam poderiam tomar diferentes direções, porém isso não acontece, pois através de um campo elétrico os elétrons livres são direcionados para uma única direção rumo à tela. Em Física damos o nome de feixe eletrônico aos elétrons que são acelerados. A velocidade dos elétrons é controlada através da intensidade do campo elétrico, sendo que quanto mais intenso for o campo, maior será a velocidade dos elétrons, pois maior será a força que atua sobre eles. Para que toda a tela seja iluminada, o feixe eletrônico deve ser muito estreito, portanto ele tem que varrer toda a superfície da tela. Para que se consiga direcionar o feixe eletrônico por toda a superfície da tela, faz-se uso de um campo magnético. O desvio provocado pelo campo magnético faz com que o feixe de elétrons percorra todos os pontos da tela descrevendo uma linha horizontal em um intervalo de tempo bastante curto. A iluminação distinta dos diferentes pontos da tela produz o efeito da imagem integral de uma cena. Mesmo depois de o feixe eletrônico ser desviado para outro ponto da tela, o brilho do material fluorescente sobre o ponto inicial permanece por um breve tempo. Dessa forma, vemos que os dois fatores associados (a rapidez com que a tela é varrida pelo feixe e a emissão da luz por alguns instantes após a incidência do feixe eletrônico no material fluorescente) permitem que tenhamos a sensação de imagem integral e contínua de uma cena.  Como sabemos, as primeiras TVs que foram fabricadas exibiam imagens em preto e branco e a tela delas era revestida internamente com sulfeto de zinco ou com uma mistura de cádmio com prata, que são materiais fluorescentes. Já as televisões em cores possuíam revestimento interno composto por três camadas de material fluorescente. Assim, criavam imagens nas cores azul, vermelha e verde. Ao serem superpostas as imagens, o resultado obtido era a de uma imagem única em cores.   O tubo de imagem da TV é uma das aplicações dos tubos de raios catódicos, que foram construídos, em 1897, pelo físico alemão Karl Ferdinand Braun. Ele observou o fenômeno da luminescência provocada pela colisão de elétrons em tintas fluorescentes e o desvio do ponto luminoso gerado pela ação do campo magnético. O feixe de elétrons emitido por um dispositivo chamado cátodo acabou sendo denominado raios catódicos. O raio catódico também é utilizado em telas de radar e de osciloscópio, entre outras aplicações. Foi empregado na imagem em tubo de TV em 1928.
Tubo de vidro de uma televisão de tubo

Podemos dizer que praticamente em toda casa existe uma televisão. Hoje sabemos que elas estão cada vez mais sofisticadas. Há alguns anos, os televisores eram enormes, pesados, mas o que vemos hoje são televisões de telas planas e finas, com tecnologia mais avançada. O melhor de tudo é que através das TVs podemos ver nossos programas favoritos, filmes etc.
A imagem que é produzida na televisão de tubo depende de duas forças: a magnética e a elétrica, que atuam sobre elétrons em movimento. Sendo assim, dizemos que a imagem nada mais é do que o resultado da transformação da energia elétrica em energia cinética e a cinética em energia luminosa.
Como mostra a figura acima, podemos ver que o tubo da televisão é de vidro, sendo que internamente é feito a vácuo. Já a parte frontal interna do tubo é toda coberta com material fluorescente. Os elétrons são disparados da extremidade oposta à tela por um canhão eletrônico.
Após serem disparados pelo canhão eletrônico, os elétrons se chocam com a tela, originando, assim, pontos luminosos em sua superfície. Os elétrons que são lançados em direção à tela são produzidos por um filamento superaquecido. Os elétrons que colidem com a tela são os elétrons livres – eles conseguem se mover pelo fato de adquirirem energia cinética extra através do aquecimento do filamento. Portanto, com o ganho de energia, eles conseguem escapar dos átomos, saindo então do filamento. A emissão desses elétrons por aquecimento é dita emissão termoiônica.
Como sabemos, os elétrons que escapam poderiam tomar diferentes direções, porém isso não acontece, pois através de um campo elétrico os elétrons livres são direcionados para uma única direção rumo à tela. Em Física damos o nome de feixe eletrônico aos elétrons que são acelerados. A velocidade dos elétrons é controlada através da intensidade do campo elétrico, sendo que quanto mais intenso for o campo, maior será a velocidade dos elétrons, pois maior será a força que atua sobre eles.
Para que toda a tela seja iluminada, o feixe eletrônico deve ser muito estreito, portanto ele tem que varrer toda a superfície da tela. Para que se consiga direcionar o feixe eletrônico por toda a superfície da tela, faz-se uso de um campo magnético. O desvio provocado pelo campo magnético faz com que o feixe de elétrons percorra todos os pontos da tela descrevendo uma linha horizontal em um intervalo de tempo bastante curto. A iluminação distinta dos diferentes pontos da tela produz o efeito da imagem integral de uma cena.
Mesmo depois de o feixe eletrônico ser desviado para outro ponto da tela, o brilho do material fluorescente sobre o ponto inicial permanece por um breve tempo. Dessa forma, vemos que os dois fatores associados (a rapidez com que a tela é varrida pelo feixe e a emissão da luz por alguns instantes após a incidência do feixe eletrônico no material fluorescente) permitem que tenhamos a sensação de imagem integral e contínua de uma cena.
O campo magnético que desvia o feixe eletrônico é criado por correntes elétricas em quatro bobinas defletoras  Tubo de vidro de uma televisão de tubo  Podemos dizer que praticamente em toda casa existe uma televisão. Hoje sabemos que elas estão cada vez mais sofisticadas. Há alguns anos, os televisores eram enormes, pesados, mas o que vemos hoje são televisões de telas planas e finas, com tecnologia mais avançada. O melhor de tudo é que através das TVs podemos ver nossos programas favoritos, filmes etc. A imagem que é produzida na televisão de tubo depende de duas forças: a magnética e a elétrica, que atuam sobre elétrons em movimento. Sendo assim, dizemos que a imagem nada mais é do que o resultado da transformação da energia elétrica em energia cinética e a cinética em energia luminosa. Como mostra a figura acima, podemos ver que o tubo da televisão é de vidro, sendo que internamente é feito a vácuo. Já a parte frontal interna do tubo é toda coberta com material fluorescente. Os elétrons são disparados da extremidade oposta à tela por um canhão eletrônico. Após serem disparados pelo canhão eletrônico, os elétrons se chocam com a tela, originando, assim, pontos luminosos em sua superfície. Os elétrons que são lançados em direção à tela são produzidos por um filamento superaquecido. Os elétrons que colidem com a tela são os elétrons livres – eles conseguem se mover pelo fato de adquirirem energia cinética extra através do aquecimento do filamento. Portanto, com o ganho de energia, eles conseguem escapar dos átomos, saindo então do filamento. A emissão desses elétrons por aquecimento é dita emissão termoiônica. Como sabemos, os elétrons que escapam poderiam tomar diferentes direções, porém isso não acontece, pois através de um campo elétrico os elétrons livres são direcionados para uma única direção rumo à tela. Em Física damos o nome de feixe eletrônico aos elétrons que são acelerados. A velocidade dos elétrons é controlada através da intensidade do campo elétrico, sendo que quanto mais intenso for o campo, maior será a velocidade dos elétrons, pois maior será a força que atua sobre eles. Para que toda a tela seja iluminada, o feixe eletrônico deve ser muito estreito, portanto ele tem que varrer toda a superfície da tela. Para que se consiga direcionar o feixe eletrônico por toda a superfície da tela, faz-se uso de um campo magnético. O desvio provocado pelo campo magnético faz com que o feixe de elétrons percorra todos os pontos da tela descrevendo uma linha horizontal em um intervalo de tempo bastante curto. A iluminação distinta dos diferentes pontos da tela produz o efeito da imagem integral de uma cena. Mesmo depois de o feixe eletrônico ser desviado para outro ponto da tela, o brilho do material fluorescente sobre o ponto inicial permanece por um breve tempo. Dessa forma, vemos que os dois fatores associados (a rapidez com que a tela é varrida pelo feixe e a emissão da luz por alguns instantes após a incidência do feixe eletrônico no material fluorescente) permitem que tenhamos a sensação de imagem integral e contínua de uma cena.  Como sabemos, as primeiras TVs que foram fabricadas exibiam imagens em preto e branco e a tela delas era revestida internamente com sulfeto de zinco ou com uma mistura de cádmio com prata, que são materiais fluorescentes. Já as televisões em cores possuíam revestimento interno composto por três camadas de material fluorescente. Assim, criavam imagens nas cores azul, vermelha e verde. Ao serem superpostas as imagens, o resultado obtido era a de uma imagem única em cores.   O tubo de imagem da TV é uma das aplicações dos tubos de raios catódicos, que foram construídos, em 1897, pelo físico alemão Karl Ferdinand Braun. Ele observou o fenômeno da luminescência provocada pela colisão de elétrons em tintas fluorescentes e o desvio do ponto luminoso gerado pela ação do campo magnético. O feixe de elétrons emitido por um dispositivo chamado cátodo acabou sendo denominado raios catódicos. O raio catódico também é utilizado em telas de radar e de osciloscópio, entre outras aplicações. Foi empregado na imagem em tubo de TV em 1928.
Como sabemos, as primeiras TVs que foram fabricadas exibiam imagens em preto e branco e a tela delas era revestida internamente com sulfeto de zinco ou com uma mistura de cádmio com prata, que são materiais fluorescentes. Já as televisões em cores possuíam revestimento interno composto por três camadas de material fluorescente. Assim, criavam imagens nas cores azul, vermelha e verde. Ao serem superpostas as imagens, o resultado obtido era a de uma imagem única em cores.

O tubo de imagem da TV é uma das aplicações dos tubos de raios catódicos, que foram construídos, em 1897, pelo físico alemão Karl Ferdinand Braun. Ele observou o fenômeno da luminescência provocada pela colisão de elétrons em tintas fluorescentes e o desvio do ponto luminoso gerado pela ação do campo magnético. O feixe de elétrons emitido por um dispositivo chamado cátodo acabou sendo denominado raios catódicos. O raio catódico também é utilizado em telas de radar e de osciloscópio, entre outras aplicações. Foi empregado na imagem em tubo de TV em 1928.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Indústria Cultural


Indústria Cultural Na virada do século XIX para o século XX, o mundo ocidental conheceu uma nova forma de produção cultural. O método de produção em larga escala, difundido por Henry Ford, começou a se estender. Os avanços tecnológicos possibilitaram o surgimento de novas formas de expressões artísticas e o estabelecimento de novas relações entre o público e a arte. O cinema, por exemplo, é uma dessas expressões. A gravação de determinada sequência de cenas pode ser copiada e o filme pode ser visto por diversas pessoas em diversos lugares do mundo. É certo que essa possibilidade de alcançar muitas pessoas é boa. Porém, alguns filósofos perceberam que havia algo não tão positivo nessa nova realidade. Os filósofos alemães, Max Horkheimer (1895-1973) e Theodor Adorno (1903-1969), observando esse novo momento do fazer artístico, cunharam o termo “indústria cultural”. Indústria cultural é o termo usado para designar esse modo de fazer cultura, a partir da lógica da produção industrial. Significa que se passou a produzir arte com a finalidade do lucro. Para se obter lucro com o cinema, por exemplo, é preciso fazer um filme que agrade o maior número de pessoas. Dessa forma, criam-se alguns padrões, como o vilão e o mocinho, as histórias de amor, os finais felizes. No fundo, toda a produção artística fica padronizada e não há espaço para o novo. Todo esse processo de padronização ocorre também no universo da música. Um ritmo ou artista de sucesso logo é “copiado”, não possibilitando aos ouvintes a escolha, já que é tudo muito parecido. Outro problema é que não há mais espaço para a liberdade de criação. No caso da música, a composição precisa estar de acordo com o produtor musical, com o empresário, com o dono da gravadora. No fundo, a lógica da produção artística é a mesma da produção industrial, onde cada um “aperta um parafuso” sem conhecer todo o processo. O importante é sempre vender muitos álbuns, não importando muito a qualidade musical. Essa indústria da cultura, produzindo essa cultura para as massas, faz com que se entre num círculo vicioso. A indústria define qual tipo de arte pode ser consumido; e parte do público que não se rebelou com os padrões impostos passa a perder a sua capacidade de julgar e de perceber algo bom. Com isso, a indústria cultural passa a produzir mais arte de péssima qualidade e o público consome essa arte. Disso resulta arte sempre com qualidade inferior e público sempre com gosto inferior. Entretanto, do mesmo grupo de amigos de Adorno e Horkheimer, o filósofo Walter Benjamin (1892-1940) via algo bom no fato de essa arte alcançar diversas pessoas. Para Benjamin há uma democratização da arte. A possibilidade de copiar o que se produz é a possibilidade de levar cultura para um maior número de pessoas. A fotografia possibilita que se observe um quadro de um museu distante, sem a necessidade de o observador ter de se deslocar. O cinema possibilita o mesmo. Mesmo a fotografia e o cinema sendo um fragmento do olhar de quem estava por trás da câmera é possível levar esse pedaço do mundo para outras pessoas. Além disso, com o avanço tecnológico, é possível que mais pessoas tenham acesso às ferramentas para a produção cultural. Benjamin não viu o mundo tecnológico que temos hoje, mas o que ele pensou pode ser observado. O barateamento da tecnologia permitiu que muitos artistas gravassem em estúdios improvisados nas suas garagens e quartos. O computador é uma dessas ferramentas que possibilitam uma abertura para o mundo, democratizando o acesso à cultura.
A indústria cultural ser observada na produção de música, filmes, etc

Na virada do século XIX para o século XX, o mundo ocidental conheceu uma nova forma de produção cultural. O método de produção em larga escala, difundido por Henry Ford, começou a se estender. Os avanços tecnológicos possibilitaram o surgimento de novas formas de expressões artísticas e o estabelecimento de novas relações entre o público e a arte.
O cinema, por exemplo, é uma dessas expressões. A gravação de determinada sequência de cenas pode ser copiada e o filme pode ser visto por diversas pessoas em diversos lugares do mundo. É certo que essa possibilidade de alcançar muitas pessoas é boa. Porém, alguns filósofos perceberam que havia algo não tão positivo nessa nova realidade. Os filósofos alemães, Max Horkheimer (1895-1973) e Theodor Adorno (1903-1969), observando esse novo momento do fazer artístico, cunharam o termo “indústria cultural”.
Indústria cultural é o termo usado para designar esse modo de fazer cultura, a partir da lógica da produção industrial. Significa que se passou a produzir arte com a finalidade do lucro. Para se obter lucro com o cinema, por exemplo, é preciso fazer um filme que agrade o maior número de pessoas. Dessa forma, criam-se alguns padrões, como o vilão e o mocinho, as histórias de amor, os finais felizes. No fundo, toda a produção artística fica padronizada e não há espaço para o novo.
Todo esse processo de padronização ocorre também no universo da música. Um ritmo ou artista de sucesso logo é “copiado”, não possibilitando aos ouvintes a escolha, já que é tudo muito parecido. Outro problema é que não há mais espaço para a liberdade de criação. No caso da música, a composição precisa estar de acordo com o produtor musical, com o empresário, com o dono da gravadora. No fundo, a lógica da produção artística é a mesma da produção industrial, onde cada um “aperta um parafuso” sem conhecer todo o processo. O importante é sempre vender muitos álbuns, não importando muito a qualidade musical.
Essa indústria da cultura, produzindo essa cultura para as massas, faz com que se entre num círculo vicioso. A indústria define qual tipo de arte pode ser consumido; e parte do público que não se rebelou com os padrões impostos passa a perder a sua capacidade de julgar e de perceber algo bom. Com isso, a indústria cultural passa a produzir mais arte de péssima qualidade e o público consome essa arte. Disso resulta arte sempre com qualidade inferior e público sempre com gosto inferior.
Entretanto, do mesmo grupo de amigos de Adorno e Horkheimer, o filósofo Walter Benjamin (1892-1940) via algo bom no fato de essa arte alcançar diversas pessoas. Para Benjamin há uma democratização da arte. A possibilidade de copiar o que se produz é a possibilidade de levar cultura para um maior número de pessoas. A fotografia possibilita que se observe um quadro de um museu distante, sem a necessidade de o observador ter de se deslocar. O cinema possibilita o mesmo. Mesmo a fotografia e o cinema sendo um fragmento do olhar de quem estava por trás da câmera é possível levar esse pedaço do mundo para outras pessoas.
Além disso, com o avanço tecnológico, é possível que mais pessoas tenham acesso às ferramentas para a produção cultural. Benjamin não viu o mundo tecnológico que temos hoje, mas o que ele pensou pode ser observado. O barateamento da tecnologia permitiu que muitos artistas gravassem em estúdios improvisados nas suas garagens e quartos. O computador é uma dessas ferramentas que possibilitam uma abertura para o mundo, democratizando o acesso à cultura.

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