sábado, 25 de abril de 2020

Pesquisa mostra que luz do sol mata coronavírus rapidamente em superfícies e no ar

 Pesquisa norte-americana vai testar reação do coronavírus diante de diversas superfícies    Uma pesquisa do setor de ciência e tecnologia do Departamento de Segurança Nacional (DHS) dos Estados Unidos apontou que altas temperaturas, umidade e luz do sol matam o coronavírus presente em gotículas de saliva em superfícies não-porosas e no ar.    “Nossa observação mais impactante é sobre o efeito poderoso da luz solar parece ter para matar o vírus em superfícies e no ar”, afirmou Bill Bryan, do DHS. “Vimos efeito similar também ao aumentarmos temperaturas e umidade, o que acaba criando um ambiente menos favorável para o vírus.”  As descobertas foram reveladas em coletiva de imprensa na quinta-feira (23), em ação conjunta do DHS e a força-tarefa da Casa Branca.  O estudo descobriu que o novo coronavírus morre mais rapidamente quando na presença da luz direta do sol, e sobrevive melhor em condições de confinamento.  A pesquisa ainda apontou que água sanitária e outros desinfetantes também matam o vírus rapidamente.  O DHS continuará a analisar as gotículas contaminadas e como elas reagem em diferentes ambientes e substâncias.  FONTE: JOVEM PAN
Pesquisa norte-americana vai testar reação do coronavírus diante de diversas superfícies
VIA: JOVEM PAN

Uma pesquisa do setor de ciência e tecnologia do Departamento de Segurança Nacional (DHS) dos Estados Unidos apontou que altas temperaturas, umidade e luz do sol matam o coronavírus presente em gotículas de saliva em superfícies não-porosas e no ar.

“Nossa observação mais impactante é sobre o efeito poderoso da luz solar parece ter para matar o vírus em superfícies e no ar”, afirmou Bill Bryan, do DHS. “Vimos efeito similar também ao aumentarmos temperaturas e umidade, o que acaba criando um ambiente menos favorável para o vírus.”
As descobertas foram reveladas em coletiva de imprensa na quinta-feira (23), em ação conjunta do DHS e a força-tarefa da Casa Branca.
O estudo descobriu que o novo coronavírus morre mais rapidamente quando na presença da luz direta do sol, e sobrevive melhor em condições de confinamento.
A pesquisa ainda apontou que água sanitária e outros desinfetantes também matam o vírus rapidamente.
O DHS continuará a analisar as gotículas contaminadas e como elas reagem em diferentes ambientes e substâncias.
FONTE: JOVEM PAN 

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Instituto do Butantan vai desenvolver anticorpos para tratamento do coronavírus

 Plataforma utilizada para produzir anticorpos monoclonais contra tétano e zika será empregada para desenvolvimento de um fármaco capaz de tratar a doença causada pelo novo coronavírus    Um grupo de pesquisadores do Instituto Butantan trabalha no desenvolvimento de um produto composto por anticorpos para combater o novo coronavírus (SARS-CoV-2). Os anticorpos monoclonais neutralizantes, como são chamados, serão selecionados de células de defesa (células B) do sangue de pessoas que se curaram da COVID-19. A ideia é encontrar uma ou mais dessas proteínas com a capacidade de se ligar ao vírus com eficiência e neutralizá-lo. As moléculas mais promissoras poderão, então, ser produzidas em larga escala e usadas no tratamento da doença.  Coordenado pela pesquisadora Ana Maria Moro e apoiado pela FAPESP, o projeto utiliza uma plataforma criada para o desenvolvimento de anticorpos monoclonais (mAbs) humanos para diferentes doenças, que está em fase avançada para obtenção de anticorpos monoclonais para o tratamento de zika e tétano.  “Começamos a desenvolver essa plataforma em 2012 com os mAbs humanos antitetânicos, com apoio da FAPESP, e identificamos uma composição de três anticorpos que neutralizam a toxina do tétano. Depois, estabelecemos um acordo com a Universidade Rockefeller, nos Estados Unidos, sob coordenação de Michel Nussenzweig, para gerar linhagens celulares para mAbs antizika, que foram identificados no seu laboratório durante a epidemia da doença, em 2015. São dois mAbs neutralizantes que poderão ser usados na proteção de gestantes em caso de retorno da circulação desse vírus. É um processo longo, mas já estamos começando o trabalho com o novo coronavírus”, disse Moro à Agência FAPESP.  O trabalho segue um princípio parecido com o da transferência passiva de imunidade – técnica que consiste na transfusão de plasma sanguíneo de pessoas curadas da COVID-19, que também está sendo desenvolvida no Brasil.  O plasma – parte líquida do sangue – de pessoas que se curaram da COVID-19 é naturalmente rico em anticorpos contra a doença. Ao entrar na corrente sanguínea de uma pessoa doente, essas proteínas começam imediatamente a combater o novo coronavírus.  No entanto, ainda não se sabe exatamente quais anticorpos estão combatendo o microrganismo. Além disso, diferentes doadores podem ter quantidades maiores ou menores dos chamados anticorpos neutralizantes, que não só reconhecem como eliminam o vírus. A técnica de transferência passiva de imunidade depende ainda de constantes doações de plasma para manter os estoques.  “No caso dos anticorpos monoclonais, um líquido composto por um ou mais anticorpos selecionados entre os mais eficientes é produzido em larga escala, de forma recombinante, por cultivos celulares no que chamamos de biorreatores”, explica a pesquisadora.  Atualmente, existem mais de 70 biofármacos à base de anticorpos monoclonais aprovados para uso clínico no mundo. A maioria é voltada ao tratamento do câncer e doenças autoimunes e vários, mais novos, para outras condições, como o combate ao vírus ebola. Há ainda centenas de produtos em diferentes estágios de ensaio clínico.  Recrutamento de convalescentes  Plataforma utilizada para produzir anticorpos monoclonais contra tétano e zika será empregada para desenvolvimento de um fármaco capaz de tratar a doença causada pelo novo coronavírus  A primeira parte do trabalho é o recrutamento de voluntários convalescentes da COVID-19, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), onde Moro também atua como professora, e com a Rede Vírus (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações). Com o sangue coletado dos voluntários, os pesquisadores realizarão uma série de processos de biologia molecular a fim de identificar, nos linfócitos B, as sequências de genes que expressam os anticorpos neutralizantes.  Cada anticorpo será então caracterizado quanto à sua ação perante o vírus, como capacidade de ligação, especificidade e afinidade, reatividade cruzada com outros anticorpos e capacidade de neutralização.  Entre um e três anticorpos que tiverem maior eficiência nesses critérios serão então testados em animais. No caso do vírus zika, um anticorpo apenas havia sido selecionado devido à sua capacidade neutralizante. Quando testado em animais, porém, ele sozinho não deu conta de suprimir o vírus pelo mecanismo de escape viral. Foi então agregado um segundo anticorpo, que, em conjunto com o anterior, mostrou-se efetivo. No caso do tétano, foram três anticorpos selecionados para a terapia contra a toxina causadora da doença.  Identificados os genes, a etapa seguinte consiste na transfecção dos que produzem os anticorpos mais promissores em células para gerar as linhagens recombinantes permanentes. No desenvolvimento da linhagem celular, são produzidos muitos clones, que são isolados, caracterizados quanto às propriedades celulares (crescimento, viabilidade, produtividade) e do anticorpo expresso pela ação esperada (ligação, afinidade, capacidade de neutralização)  Os resultados são levados em consideração para selecionar os melhores clones, que podem ser produzidos em larga escala num biorreator para, então, serem levados aos ensaios pré-clínicos e clínicos. Agência FAPESP
Plataforma utilizada para produzir anticorpos monoclonais contra tétano e zika será empregada para desenvolvimento de um fármaco capaz de tratar a doença causada pelo novo coronavírus

Um grupo de pesquisadores do Instituto Butantan trabalha no desenvolvimento de um produto composto por anticorpos para combater o novo coronavírus (SARS-CoV-2). Os anticorpos monoclonais neutralizantes, como são chamados, serão selecionados de células de defesa (células B) do sangue de pessoas que se curaram da COVID-19. A ideia é encontrar uma ou mais dessas proteínas com a capacidade de se ligar ao vírus com eficiência e neutralizá-lo. As moléculas mais promissoras poderão, então, ser produzidas em larga escala e usadas no tratamento da doença.
Coordenado pela pesquisadora Ana Maria Moro e apoiado pela FAPESP, o projeto utiliza uma plataforma criada para o desenvolvimento de anticorpos monoclonais (mAbs) humanos para diferentes doenças, que está em fase avançada para obtenção de anticorpos monoclonais para o tratamento de zika e tétano.
“Começamos a desenvolver essa plataforma em 2012 com os mAbs humanos antitetânicos, com apoio da FAPESP, e identificamos uma composição de três anticorpos que neutralizam a toxina do tétano. Depois, estabelecemos um acordo com a Universidade Rockefeller, nos Estados Unidos, sob coordenação de Michel Nussenzweig, para gerar linhagens celulares para mAbs antizika, que foram identificados no seu laboratório durante a epidemia da doença, em 2015. São dois mAbs neutralizantes que poderão ser usados na proteção de gestantes em caso de retorno da circulação desse vírus. É um processo longo, mas já estamos começando o trabalho com o novo coronavírus”, disse Moro à Agência FAPESP.
O trabalho segue um princípio parecido com o da transferência passiva de imunidade – técnica que consiste na transfusão de plasma sanguíneo de pessoas curadas da COVID-19, que também está sendo desenvolvida no Brasil.
O plasma – parte líquida do sangue – de pessoas que se curaram da COVID-19 é naturalmente rico em anticorpos contra a doença. Ao entrar na corrente sanguínea de uma pessoa doente, essas proteínas começam imediatamente a combater o novo coronavírus.
No entanto, ainda não se sabe exatamente quais anticorpos estão combatendo o microrganismo. Além disso, diferentes doadores podem ter quantidades maiores ou menores dos chamados anticorpos neutralizantes, que não só reconhecem como eliminam o vírus. A técnica de transferência passiva de imunidade depende ainda de constantes doações de plasma para manter os estoques.
“No caso dos anticorpos monoclonais, um líquido composto por um ou mais anticorpos selecionados entre os mais eficientes é produzido em larga escala, de forma recombinante, por cultivos celulares no que chamamos de biorreatores”, explica a pesquisadora.
Atualmente, existem mais de 70 biofármacos à base de anticorpos monoclonais aprovados para uso clínico no mundo. A maioria é voltada ao tratamento do câncer e doenças autoimunes e vários, mais novos, para outras condições, como o combate ao vírus ebola. Há ainda centenas de produtos em diferentes estágios de ensaio clínico.
Recrutamento de convalescentes
Plataforma utilizada para produzir anticorpos monoclonais contra tétano e zika será empregada para desenvolvimento de um fármaco capaz de tratar a doença causada pelo novo coronavírus
A primeira parte do trabalho é o recrutamento de voluntários convalescentes da COVID-19, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), onde Moro também atua como professora, e com a Rede Vírus (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações). Com o sangue coletado dos voluntários, os pesquisadores realizarão uma série de processos de biologia molecular a fim de identificar, nos linfócitos B, as sequências de genes que expressam os anticorpos neutralizantes.
Cada anticorpo será então caracterizado quanto à sua ação perante o vírus, como capacidade de ligação, especificidade e afinidade, reatividade cruzada com outros anticorpos e capacidade de neutralização.
Entre um e três anticorpos que tiverem maior eficiência nesses critérios serão então testados em animais. No caso do vírus zika, um anticorpo apenas havia sido selecionado devido à sua capacidade neutralizante. Quando testado em animais, porém, ele sozinho não deu conta de suprimir o vírus pelo mecanismo de escape viral. Foi então agregado um segundo anticorpo, que, em conjunto com o anterior, mostrou-se efetivo. No caso do tétano, foram três anticorpos selecionados para a terapia contra a toxina causadora da doença.
Identificados os genes, a etapa seguinte consiste na transfecção dos que produzem os anticorpos mais promissores em células para gerar as linhagens recombinantes permanentes. No desenvolvimento da linhagem celular, são produzidos muitos clones, que são isolados, caracterizados quanto às propriedades celulares (crescimento, viabilidade, produtividade) e do anticorpo expresso pela ação esperada (ligação, afinidade, capacidade de neutralização)
Os resultados são levados em consideração para selecionar os melhores clones, que podem ser produzidos em larga escala num biorreator para, então, serem levados aos ensaios pré-clínicos e clínicos.

Texto por André Julião | Agência FAPESP

NASA descobre exoplaneta em zona habitável

Uma equipe de cientistas, usando dados reanalisados do telescópio espacial Kepler da NASA, descobriu um exoplaneta do tamanho da Terra orbitando na zona habitável de sua estrela, ao redor de uma estrela onde um planeta rochoso poderia suportar água líquida.  Os cientistas descobriram este planeta, chamado Kepler-1649c, ao examinar observações antigas do Kepler, que a agência retirou em 2018. Enquanto pesquisas anteriores com um algoritmo de computador o identificaram erroneamente, os pesquisadores que revisavam os dados do Kepler deram uma segunda olhada nos dados e o reconheceram como um planeta. De todos os exoplanetas encontrados por Kepler, este mundo distante - localizado a 300 anos-luz da Terra - é mais semelhante ao tamanho e temperatura estimada da Terra. Este mundo recém-revelado é apenas 1,06 vezes maior que o nosso próprio planeta. Além disso, a quantidade de luz estelar que recebe de sua estrela hospedeira é de 75% da quantidade de luz que a Terra recebe de nosso Sol - o que significa que a temperatura do exoplaneta também pode ser semelhante à do nosso planeta. Mas, diferentemente da Terra, ela orbita uma anã vermelha. Embora nada tenha sido observado neste sistema, esse tipo de estrela é conhecido por explosões estelares que podem tornar o ambiente de um planeta desafiador para qualquer vida em potencial. "Este mundo distante e intrigante nos dá uma esperança ainda maior de que uma segunda Terra esteja entre as estrelas, esperando para ser encontrada", disse Thomas Zurbuchen, administrador associado do Diretório de Missões Científicas da NASA em Washington. "Os dados coletados por missões como Kepler e o satélite de pesquisa em trânsito do Exoplanet (TESS) continuará a produzir descobertas surpreendentes, à medida que a comunidade científica aprimora suas habilidades de procurar planetas promissores ano após ano."

Uma equipe de cientistas, usando dados reanalisados do telescópio espacial Kepler da NASA, descobriu um exoplaneta do tamanho da Terra orbitando na zona habitável de sua estrela, ao redor de uma estrela onde um planeta rochoso poderia suportar água líquida.

Os cientistas descobriram este planeta, chamado Kepler-1649c, ao examinar observações antigas do Kepler, que a agência retirou em 2018. Enquanto pesquisas anteriores com um algoritmo de computador o identificaram erroneamente, os pesquisadores que revisavam os dados do Kepler deram uma segunda olhada nos dados e o reconheceram como um planeta. De todos os exoplanetas encontrados por Kepler, este mundo distante - localizado a 300 anos-luz da Terra - é mais semelhante ao tamanho e temperatura estimada da Terra.

Este mundo recém-revelado é apenas 1,06 vezes maior que o nosso próprio planeta. Além disso, a quantidade de luz estelar que recebe de sua estrela hospedeira é de 75% da quantidade de luz que a Terra recebe de nosso Sol - o que significa que a temperatura do exoplaneta também pode ser semelhante à do nosso planeta. Mas, diferentemente da Terra, ela orbita uma anã vermelha. Embora nada tenha sido observado neste sistema, esse tipo de estrela é conhecido por explosões estelares que podem tornar o ambiente de um planeta desafiador para qualquer vida em potencial. "Este mundo distante e intrigante nos dá uma esperança ainda maior de que uma segunda Terra esteja entre as estrelas, esperando para ser encontrada", disse Thomas Zurbuchen, administrador associado do Diretório de Missões Científicas da NASA em Washington. "Os dados coletados por missões como Kepler e o satélite de pesquisa em trânsito do Exoplanet (TESS) continuará a produzir descobertas surpreendentes, à medida que a comunidade científica aprimora suas habilidades de procurar planetas promissores ano após ano."


FONTE: NASA

sexta-feira, 27 de março de 2020

Asteroide gigantesco se aproxima da Terra em abril e não haverá impacto

No dia 29 de abril o asteroide (52768) 1998 OR2 vai se aproximar da Terra, mas não representa ameaça para o nosso planeta. Estima-se que o asteroide tem entre 1,8 e 4,1 quilômetros de diâmetro. Será o maior asteroide a passar próximo a orbita da Terra nos próximos meses. O asteroide 3122 Florence (1981 ET3) foi ao maior a passar próximo a Terra até hoje. Isso ocorreu em setembro de 2017 e deve se repetir em 2057.  Será possível ver o asteroide 1998 OR2 se movendo lentamente em frente às estrelas, mesmo com alguns telescópios amadores. O Virtual Telescope Project mostrará essa passagem on-line.  A Terra está segura Surgiram alguns relatos alarmistas em relação ao dia 29 de abril, porque se um asteroide desse tamanho colidisse com a Terra poderia causar efeitos globais. Por passar periodicamente próximo a orbita da Terra, o asteroide 1998 OR2 foi incluído pela NASA na classificação de “objetos potencialmente perigosos”.  Portanto, a classificação não indica que ele representa ameaça de colisão, mas sim, que se enquadra em critérios no esquema de classificação da agência. São inclusos nessa categoria asteroides que passam a menos de 7,5 milhões de quilômetros da Terra.  Na sua maior aproximação em 2020, o asteroide 1998 OR2 passará a 6,3 milhões de quilômetros da Terra, distância 16 vezes maior do que a existente entre a Terra e a Lua. Ele deve passar novamente por aqui em 2031, mais distante ainda, a cerca de 19 milhões de quilômetros do nosso planeta.  Os próximos sobrevoos planetários previstos para 2048 e 2062 devem ser ainda mais distantes. A maior aproximação previsível deve ocorrer em 16 de abril de 2079, quando o asteroide 1998 OR2 passará a distância de 1,8 milhões de quilômetros.  A NASA e parceiros internacionais sondam o céu ativamente em busca de asteroides potencialmente perigosos. Também estudam formas de desviar asteroides antes que atinjam a Terra. Até agora foi descoberto um terço dos 25 mil asteroides grandes que imaginam passar próximos ao nosso planeta. [Space, CNN, The Virtual Telescope Project, EarthSky, NASA]

No dia 29 de abril o asteroide (52768) 1998 OR2 vai se aproximar da Terra, mas não representa ameaça para o nosso planeta. Estima-se que o asteroide tem entre 1,8 e 4,1 quilômetros de diâmetro. Será o maior asteroide a passar próximo a orbita da Terra nos próximos meses.
O asteroide 3122 Florence (1981 ET3) foi ao maior a passar próximo a Terra até hoje. Isso ocorreu em setembro de 2017 e deve se repetir em 2057.
Será possível ver o asteroide 1998 OR2 se movendo lentamente em frente às estrelas, mesmo com alguns telescópios amadores. O Virtual Telescope Project mostrará essa passagem on-line.

A Terra está segura

Surgiram alguns relatos alarmistas em relação ao dia 29 de abril, porque se um asteroide desse tamanho colidisse com a Terra poderia causar efeitos globais. Por passar periodicamente próximo a orbita da Terra, o asteroide 1998 OR2 foi incluído pela NASA na classificação de “objetos potencialmente perigosos”.
Portanto, a classificação não indica que ele representa ameaça de colisão, mas sim, que se enquadra em critérios no esquema de classificação da agência. São inclusos nessa categoria asteroides que passam a menos de 7,5 milhões de quilômetros da Terra.
Na sua maior aproximação em 2020, o asteroide 1998 OR2 passará a 6,3 milhões de quilômetros da Terra, distância 16 vezes maior do que a existente entre a Terra e a Lua. Ele deve passar novamente por aqui em 2031, mais distante ainda, a cerca de 19 milhões de quilômetros do nosso planeta.
Os próximos sobrevoos planetários previstos para 2048 e 2062 devem ser ainda mais distantes. A maior aproximação previsível deve ocorrer em 16 de abril de 2079, quando o asteroide 1998 OR2 passará a distância de 1,8 milhões de quilômetros.
A NASA e parceiros internacionais sondam o céu ativamente em busca de asteroides potencialmente perigosos. Também estudam formas de desviar asteroides antes que atinjam a Terra. Até agora foi descoberto um terço dos 25 mil asteroides grandes que imaginam passar próximos ao nosso planeta.

A camada de ozônio está se recuperando e redireciona ventos a todo o mundo

  A camada de ozônio está se recuperando  O aquecimento e a poluição tornaram as mudanças climáticas uma realidade em apenas alguns anos. A súbita diminuição de todos os poluentes na Terra parece ter entrado em vigor.  O grupo científico envolvido no estudo descobriu sinais de que a camada de ozônio está se recuperando e poderão constatar no clima, ainda resta intensificar as investigações para verificar o comportamento do ambiente para estabelecer melhorias.  Usando observações de satélite e simulações meteorológicas, pesquisadores da Universidade do Colorado Boulder fizeram padrões das mudanças nos ventos relacionados à recuperação do ozônio.  Os registros começaram a ocorrer a partir de 1987 e começaram com medidas para reduzir o desgaste da camada de ozônio e agora eles parecem finalmente render resultados.     Os efeitos dessa recuperação serão vistos nas chuvas e mudanças na temperatura atmosférica, bem como mudanças na temperatura do oceano e na concentração de sal.  Apesar dessas boas notícias, não se espera uma recuperação completa da camada devido à vida útil dos poluentes que estão danificando a camada.  Os pesquisadores esperam que, nesse ritmo e com as medidas tomadas para combater as mudanças climáticas, a camada volte a níveis nunca vistos desde 1980.  É certamente uma ótima notícia para a terra.

A camada de ozônio está se recuperando

O aquecimento e a poluição tornaram as mudanças climáticas uma realidade em apenas alguns anos. A súbita diminuição de todos os poluentes na Terra parece ter entrado em vigor.

O grupo científico envolvido no estudo descobriu sinais de que a camada de ozônio está se recuperando e poderão constatar no clima, ainda resta intensificar as investigações para verificar o comportamento do ambiente para estabelecer melhorias.

Usando observações de satélite e simulações meteorológicas, pesquisadores da Universidade do Colorado Boulder fizeram padrões das mudanças nos ventos relacionados à recuperação do ozônio.

Os registros começaram a ocorrer a partir de 1987 e começaram com medidas para reduzir o desgaste da camada de ozônio e agora eles parecem finalmente render resultados.

  A camada de ozônio está se recuperando  O aquecimento e a poluição tornaram as mudanças climáticas uma realidade em apenas alguns anos. A súbita diminuição de todos os poluentes na Terra parece ter entrado em vigor.  O grupo científico envolvido no estudo descobriu sinais de que a camada de ozônio está se recuperando e poderão constatar no clima, ainda resta intensificar as investigações para verificar o comportamento do ambiente para estabelecer melhorias.  Usando observações de satélite e simulações meteorológicas, pesquisadores da Universidade do Colorado Boulder fizeram padrões das mudanças nos ventos relacionados à recuperação do ozônio.  Os registros começaram a ocorrer a partir de 1987 e começaram com medidas para reduzir o desgaste da camada de ozônio e agora eles parecem finalmente render resultados.     Os efeitos dessa recuperação serão vistos nas chuvas e mudanças na temperatura atmosférica, bem como mudanças na temperatura do oceano e na concentração de sal.  Apesar dessas boas notícias, não se espera uma recuperação completa da camada devido à vida útil dos poluentes que estão danificando a camada.  Os pesquisadores esperam que, nesse ritmo e com as medidas tomadas para combater as mudanças climáticas, a camada volte a níveis nunca vistos desde 1980.  É certamente uma ótima notícia para a terra.

Os efeitos dessa recuperação serão vistos nas chuvas e mudanças na temperatura atmosférica, bem como mudanças na temperatura do oceano e na concentração de sal.

Apesar dessas boas notícias, não se espera uma recuperação completa da camada devido à vida útil dos poluentes que estão danificando a camada.

Os pesquisadores esperam que, nesse ritmo e com as medidas tomadas para combater as mudanças climáticas, a camada volte a níveis nunca vistos desde 1980.

É certamente uma ótima notícia para a terra.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Como a vida de Nikola Tesla pode inspirar a sua.

"Deixe o futuro dizer a verdade e avaliar cada um de acordo com seu trabalho. O presente é deles; o futuro, pelo qual eu realmente trabalhei, é meu"

"Deixe o futuro dizer a verdade e avaliar cada um de acordo com seu trabalho. O presente é deles; o futuro, pelo qual eu realmente trabalhei, é meu"   (Redação/Wikimedia Commons)   Brilhantismo é uma das marcas da genialidade. Mas ele acaba sendo ofuscado quando não temos conta de uma qualidade tão importante quanto, senão maior: o equilíbrio. Nikola Tesla é possivelmente o exemplo mais eloquente disso.  Não resta dúvida de que se tratava de um dos mais visionários inventores de que já se teve notícia. Tinha uma compreensão refinada dos fenômenos físicos que o levava a conceber aparatos tecnológicos que estavam muito adiante de seu tempo e que, hoje sabemos, são absolutamente viáveis. Não era uma questão de imaginação. Tesla compreendia a natureza e sabia, de antemão, o que podia ser realizado. Nesse sentido, como ele mesmo, de forma muito amarga, declarou, seu proceder era muito diferente do de seu principal rival, Thomas Edison.  Contudo, Tesla nunca teve suficiente equilíbrio para separar o que estava ao alcance no momento e o que só poderia vir com o futuro. Seu desenvolvimento inicial da corrente alternada – que hoje sustenta a nossa civilização ávida por energia elétrica, algo que não pode de modo algum ser menosprezado – só chegou a termo porque resultou de um equilíbrio entre a defesa da corrente contínua por Edison, de um lado, e sua apaixonada convicção a respeito de seu próprio sistema, financiado pelo poderoso magnata George Westinghouse. Ironicamente, foi a presença de Edison do outro lado da gangorra que fez com que a atitude em geral desequilibrada de Tesla produzisse um resultado concreto. O inventor sérvio-americano nunca teve postura contemporizadora, mas o sistema como um todo estava em equilíbrio.  Uma vez vencida a “guerra das correntes”, o resto da carreira de Tesla – diferentemente da de Edison – se resumiu a ideias. Algumas até demonstradas, mas nenhuma efetivamente concretizada. Por quê? Provavelmente porque faltou a capacidade de “ler” as situações e planejar com inteligência a evolução de seus conceitos rumo à aplicação prática. Em resumo, faltou equilíbrio.  Tesla sempre foi afoito e tinha uma postura megalomaníaca – provavelmente fruto do conhecimento, nunca muito saudável, de que ele era de fato genial. Convencido disso, não sabia temperar suas próprias ideias, fazer a distinção entre o que sabia e o que achava, entre o que era possível e o que era provável. Faltou equilíbrio. Não adianta ser a mente mais poderosa da face da Terra se você não entende que o mundo lá fora não é feito de gênios, nem é para gênios (ainda bem!).  O contraste entre o que o mundo lhe oferecia e o que ele acreditava incutiu a noção de que Tesla foi um gênio incompreendido, que poderia ter realizado muito mais se houvesse outros visionários a apoiá-lo. Submeto a essa noção a crítica de que foi justamente Tesla quem não soube moldar o mundo às suas ideias. Note que Edison teve o mesmo ponto de partida, senão pior: situação de pouco dinheiro, com o agravante de não ter tido nenhum tipo de educação formal, enquanto Tesla estudou, pelo menos por um tempo, como manda o figurino. Mas o que o primeiro teve e o segundo não foi um plano de ação que o permitisse ir construindo aos poucos, de forma sustentável e segura, sua visão.  Ambos realizaram notáveis transformações na sociedade. Mas certamente Tesla não teria conseguido emplacar sozinho o conceito de corrente alternada, se antes Edison não tivesse demonstrado que ter eletricidade distribuída em lares e nas ruas era importante e desejável. Tesla era o gênio, Edison o realizador. Juntos, teriam sido imbatíveis. Quis o destino que se tornassem rapidamente rivais amargos. E, entre o realizador e o gênio incompreendido, todos sabemos quem o mundo escolhe.  É razão para reflexão: estamos tendo equilíbrio em nossos projetos de vida? Cada peça faz parte de um plano mais amplo? Todas elas se encaixam com exatidão ou, pelo menos, parecem caminhar na direção de construir um único quadro? Ou, em vez disso, queremos montar o quebra-cabeça todo de uma vez, encaminhar todos nossos objetivos o mais rápido possível, se possível num passe de mágica, e crescer explosivamente, seja em termos financeiros, pessoais, seja profissionais? Essa segunda abordagem está quase certamente fadada ao fracasso, salvo por um golpe de sorte que acontece uma vez a cada milhão de anos. Para não contar com probabilidades tão baixa de sucesso, temos de ter equilíbrio. Saber que nossa trajetória sempre será feita de vitórias e derrotas, e que ambas têm seu valor no nosso eterno aprendizado em busca de uma vida feliz, plena e repleta de realizações.    Fonte: Super Interessante
(Redação/Wikimedia Commons)

Brilhantismo é uma das marcas da genialidade. Mas ele acaba sendo ofuscado quando não temos conta de uma qualidade tão importante quanto, senão maior: o equilíbrio. Nikola Tesla é possivelmente o exemplo mais eloquente disso.
Não resta dúvida de que se tratava de um dos mais visionários inventores de que já se teve notícia. Tinha uma compreensão refinada dos fenômenos físicos que o levava a conceber aparatos tecnológicos que estavam muito adiante de seu tempo e que, hoje sabemos, são absolutamente viáveis. Não era uma questão de imaginação. Tesla compreendia a natureza e sabia, de antemão, o que podia ser realizado. Nesse sentido, como ele mesmo, de forma muito amarga, declarou, seu proceder era muito diferente do de seu principal rival, Thomas Edison.
Contudo, Tesla nunca teve suficiente equilíbrio para separar o que estava ao alcance no momento e o que só poderia vir com o futuro. Seu desenvolvimento inicial da corrente alternada – que hoje sustenta a nossa civilização ávida por energia elétrica, algo que não pode de modo algum ser menosprezado – só chegou a termo porque resultou de um equilíbrio entre a defesa da corrente contínua por Edison, de um lado, e sua apaixonada convicção a respeito de seu próprio sistema, financiado pelo poderoso magnata George Westinghouse. Ironicamente, foi a presença de Edison do outro lado da gangorra que fez com que a atitude em geral desequilibrada de Tesla produzisse um resultado concreto. O inventor sérvio-americano nunca teve postura contemporizadora, mas o sistema como um todo estava em equilíbrio.
Uma vez vencida a “guerra das correntes”, o resto da carreira de Tesla – diferentemente da de Edison – se resumiu a ideias. Algumas até demonstradas, mas nenhuma efetivamente concretizada. Por quê? Provavelmente porque faltou a capacidade de “ler” as situações e planejar com inteligência a evolução de seus conceitos rumo à aplicação prática. Em resumo, faltou equilíbrio.
Tesla sempre foi afoito e tinha uma postura megalomaníaca – provavelmente fruto do conhecimento, nunca muito saudável, de que ele era de fato genial. Convencido disso, não sabia temperar suas próprias ideias, fazer a distinção entre o que sabia e o que achava, entre o que era possível e o que era provável. Faltou equilíbrio. Não adianta ser a mente mais poderosa da face da Terra se você não entende que o mundo lá fora não é feito de gênios, nem é para gênios (ainda bem!).
O contraste entre o que o mundo lhe oferecia e o que ele acreditava incutiu a noção de que Tesla foi um gênio incompreendido, que poderia ter realizado muito mais se houvesse outros visionários a apoiá-lo. Submeto a essa noção a crítica de que foi justamente Tesla quem não soube moldar o mundo às suas ideias. Note que Edison teve o mesmo ponto de partida, senão pior: situação de pouco dinheiro, com o agravante de não ter tido nenhum tipo de educação formal, enquanto Tesla estudou, pelo menos por um tempo, como manda o figurino. Mas o que o primeiro teve e o segundo não foi um plano de ação que o permitisse ir construindo aos poucos, de forma sustentável e segura, sua visão.
Ambos realizaram notáveis transformações na sociedade. Mas certamente Tesla não teria conseguido emplacar sozinho o conceito de corrente alternada, se antes Edison não tivesse demonstrado que ter eletricidade distribuída em lares e nas ruas era importante e desejável. Tesla era o gênio, Edison o realizador. Juntos, teriam sido imbatíveis. Quis o destino que se tornassem rapidamente rivais amargos. E, entre o realizador e o gênio incompreendido, todos sabemos quem o mundo escolhe.
É razão para reflexão: estamos tendo equilíbrio em nossos projetos de vida? Cada peça faz parte de um plano mais amplo? Todas elas se encaixam com exatidão ou, pelo menos, parecem caminhar na direção de construir um único quadro? Ou, em vez disso, queremos montar o quebra-cabeça todo de uma vez, encaminhar todos nossos objetivos o mais rápido possível, se possível num passe de mágica, e crescer explosivamente, seja em termos financeiros, pessoais, seja profissionais? Essa segunda abordagem está quase certamente fadada ao fracasso, salvo por um golpe de sorte que acontece uma vez a cada milhão de anos. Para não contar com probabilidades tão baixa de sucesso, temos de ter equilíbrio. Saber que nossa trajetória sempre será feita de vitórias e derrotas, e que ambas têm seu valor no nosso eterno aprendizado em busca de uma vida feliz, plena e repleta de realizações.

domingo, 19 de janeiro de 2020

Nikola Tesla

O excêntrico inventor nascido na Sérvia que tornaria a distribuição de energia elétrica viável em longas distâncias.

O excêntrico inventor nascido na Sérvia que tornaria a distribuição de energia elétrica viável em longas distâncias.     Dizem que a genialidade costuma morar muito perto da loucura. Não há evidência conclusiva, mas o preceito certamente se aplicava a Nikola Tesla.  Seu feito mais concreto, entre tantos, foi ter desbancado o sistema de corrente direta (DC) de distribuição de eletricidade advogado por Thomas Edison com a corrente alternada (AC), que sairia vencedora na disputa de padrão, viabilizando o fornecimento de energia proveniente de fontes remotas – seria extremamente complicado, por exemplo, levar energia de Itaipu para a costa brasileira se não fosse a corrente alternada.  “Seu nome se tornou sinônimo de magia nos mundos intelectual, científico, social e de engenharia, e ele foi reconhecido como um inventor e descobridor de grandeza sem paralelo”, disse James J. O’Neill, amigo e biógrafo de Tesla.  Sérvio de nascimento, foi nos Estados Unidos que ele desenvolveu suas ideias mais fabulosas. Seu primeiro emprego no país foi justamente sob o comando de Edison. E foi lá que nasceram os desentendimentos entre ambos que levaram à “guerra das correntes”.  Em 1885, Tesla disse a Edison que podia redesenhar seus motores e geradores ineficientes, melhorando o desempenho. O patrão teria respondido: “Há 50 mil dólares nisso para você – se conseguir”. A empresa nem tinha um montante desses (equivalente a US$ 1,2 milhão de hoje), mas Tesla levou a sério. Quando concluiu o trabalho e foi cobrar, o chefe disse que estava brincando. “Tesla, você não entende nosso humor americano.” Deu um aumento a ele e tocou a vida. O sérvio ficou fulo e pediu demissão.  Ao sair, desenvolveu o sistema de corrente alternada e se emparceirou com George Westinghouse para popularizá-lo. E foi aí que o empregado superou o patrão. Edison mais tarde admitiria que seu único erro na carreira foi ter favorecido o sistema DC, em vez do AC.  VISÃO ALÉM DO ALCANCE  Se para Edison a genialidade era 99% transpiração e 1% inspiração, para Tesla era o contrário. Hábil com a ciência por trás dos fenômenos, ele dependia menos da prática para produzir invenções. Por isso, até ganhou a fama de futurista.  O inventor desenvolveu meios de transmitir eletricidade sem fio a dispositivos, pensou num veículo aéreo movido a propulsão iônica e foi precursor do rádio e da robótica, entre outros feitos.  Flertando igualmente com a loucura, tinha obsessão pelo número 3 e vivia recluso boa parte do tempo. Os relatos dão toda a pinta de que ele sofria de distúrbio obsessivo-compulsivo, o que certamente contribuiu para sua fama de “cientista maluco”. Ele viveu os últimos dez anos de sua vida num quarto de hotel em Nova York. Morreu em 1943, aos 86 anos.  Fonte: Super Interessante

Dizem que a genialidade costuma morar muito perto da loucura. Não há evidência conclusiva, mas o preceito certamente se aplicava a Nikola Tesla.
Seu feito mais concreto, entre tantos, foi ter desbancado o sistema de corrente direta (DC) de distribuição de eletricidade advogado por Thomas Edison com a corrente alternada (AC), que sairia vencedora na disputa de padrão, viabilizando o fornecimento de energia proveniente de fontes remotas – seria extremamente complicado, por exemplo, levar energia de Itaipu para a costa brasileira se não fosse a corrente alternada.
“Seu nome se tornou sinônimo de magia nos mundos intelectual, científico, social e de engenharia, e ele foi reconhecido como um inventor e descobridor de grandeza sem paralelo”, disse James J. O’Neill, amigo e biógrafo de Tesla.
Sérvio de nascimento, foi nos Estados Unidos que ele desenvolveu suas ideias mais fabulosas. Seu primeiro emprego no país foi justamente sob o comando de Edison. E foi lá que nasceram os desentendimentos entre ambos que levaram à “guerra das correntes”.
Em 1885, Tesla disse a Edison que podia redesenhar seus motores e geradores ineficientes, melhorando o desempenho. O patrão teria respondido: “Há 50 mil dólares nisso para você – se conseguir”. A empresa nem tinha um montante desses (equivalente a US$ 1,2 milhão de hoje), mas Tesla levou a sério. Quando concluiu o trabalho e foi cobrar, o chefe disse que estava brincando. “Tesla, você não entende nosso humor americano.” Deu um aumento a ele e tocou a vida. O sérvio ficou fulo e pediu demissão.
Ao sair, desenvolveu o sistema de corrente alternada e se emparceirou com George Westinghouse para popularizá-lo. E foi aí que o empregado superou o patrão. Edison mais tarde admitiria que seu único erro na carreira foi ter favorecido o sistema DC, em vez do AC.
VISÃO ALÉM DO ALCANCE
Se para Edison a genialidade era 99% transpiração e 1% inspiração, para Tesla era o contrário. Hábil com a ciência por trás dos fenômenos, ele dependia menos da prática para produzir invenções. Por isso, até ganhou a fama de futurista.
O inventor desenvolveu meios de transmitir eletricidade sem fio a dispositivos, pensou num veículo aéreo movido a propulsão iônica e foi precursor do rádio e da robótica, entre outros feitos.
Flertando igualmente com a loucura, tinha obsessão pelo número 3 e vivia recluso boa parte do tempo. Os relatos dão toda a pinta de que ele sofria de distúrbio obsessivo-compulsivo, o que certamente contribuiu para sua fama de “cientista maluco”. Ele viveu os últimos dez anos de sua vida num quarto de hotel em Nova York. Morreu em 1943, aos 86 anos.

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