segunda-feira, 24 de março de 2014

Quem foram os Illuminatis?

Muito se fala, muito se inventa e pouco se explica sobre os Illuminati. Objeto de teorias e fantasias, esta antiga sociedade secreta ganhou imensa notoriedade na Internet, principalmente após a popularização de obras do escritor Dan Brown. Em meio a este cenário, este artigo busca trazer informações e referências históricas sobre a organização. Não abordaremos teorias, suposições, rumores e fantasias.
Illuminati Muito se fala, muito se inventa e pouco se explica sobre os Illuminati. Objeto de teorias e fantasias, esta antiga sociedade secreta ganhou imensa notoriedade na Internet, principalmente após a popularização de obras do escritor Dan Brown. Em meio a este cenário, este artigo busca trazer informações e referências históricas sobre a organização. Não abordaremos teorias, suposições, rumores e fantasias.   Os ‘Illuminatis’ formavam uma sociedade secreta do século 18, composta por inúmeros intelectuais influentes e livres-pensadores da época. A organização, que também é conhecida como ‘Illuminatis da Baviera’, se colocou em oposição ao controle da Igreja Católica Romano sobre a filosofia e a ciência. A organização promovia a educação das mulheres e seu tratamento como iguais. Procurava ‘iluminar’ a mente das pessoas e libertá-las de superstições e preconceitos. A organização foi uma ideia de Adam Weishaupt, professor de Direito Canônico da Universidade de Ingolstadt, na Baviera (um estado no sudeste da Alemanha), e surgiu no início da década de 1770.  Weishaupt era crítico da intolerância e fanatismo da igreja, que na época possuía forte influência sobre a Universidade de Ingolstadt, bem como na política de governo da Baviera. Suas críticas resultaram em confrontos com os jesuítas, fazendo com que Weishaupt concluísse que era necessária uma organização secreta de indivíduos ‘liberais’ para superar os ‘inimigos da razão’. Assim, em 1º de maio e 1776, Weishaupt formou a Ordem dos Illuminati, com outros quatro membros.  A organização cresceu rapidamente, ganhando cerca de 2 mil membros de países de toda a Europa, incluindo a França, Polônia, Hungria e Itália. Essa rápida expansão foi em grande parte devida ao diplomata alemão Afolf Frantz Friederich Knigge, que reestruturou a ordem em 1780 e ajudou a espalhá-la pelo mundo.  O crescimento da ordem (já não tão secreta) contribuiu para sua própria queda. Em junho de 1784, o governador da Baviera, Carl Theodore, baniu todas as sociedades secretas. Em março de 1785, o mesmo governador designou os Illuminati como um dos ramos da maçonaria, uma organização ilegal já conhecida.  O governo começou a erradicar os membros dos Illuminati. Desta forma, Weishaupt teve de fugir da Baviera, mantendo correspondências com os líderes da ordem. Em outubro de 1786, as autoridades revistaram a casa de um proeminente líder da ordem. Na ocasião, foram apreendidos livros, papeis e mais de 200 cartas entre Weishaupt e os líderes Illuminati, que detalhavam os assuntos mais íntimos da ordem.  Os governantes publicaram rapidamente os documentos, que traziam muitas vezes os nomes de membros da organização. Em agosto de 1787, o Duque da Baviera Karl Theodore Dalberg, aplicou um golpe final nos Illuminati. Karl Theodore emitiu punições severas – incluindo a pena de morte – para qualquer um que fosse ligado à organização.  Uma série de outras organizações fundadas posteriormente se dizem descendentes dos Illuminatis originais, e alguns autores têm afirmado que a antiga organização existe até o hoje. Entretanto, essas afirmações são, na maior parte das vezes, infundadas.

Os ‘Illuminatis’ formavam uma sociedade secreta do século 18, composta por inúmeros intelectuais influentes e livres-pensadores da época. A organização, que também é conhecida como ‘Illuminatis da Baviera’, se colocou em oposição ao controle da Igreja Católica Romano sobre a filosofia e a ciência. A organização promovia a educação das mulheres e seu tratamento como iguais. Procurava ‘iluminar’ a mente das pessoas e libertá-las de superstições e preconceitos. A organização foi uma ideia de Adam Weishaupt, professor de Direito Canônico da Universidade de Ingolstadt, na Baviera (um estado no sudeste da Alemanha), e surgiu no início da década de 1770.

Weishaupt era crítico da intolerância e fanatismo da igreja, que na época possuía forte influência sobre a Universidade de Ingolstadt, bem como na política de governo da Baviera. Suas críticas resultaram em confrontos com os jesuítas, fazendo com que Weishaupt concluísse que era necessária uma organização secreta de indivíduos ‘liberais’ para superar os ‘inimigos da razão’. Assim, em 1º de maio e 1776, Weishaupt formou a Ordem dos Illuminati, com outros quatro membros.

A organização cresceu rapidamente, ganhando cerca de 2 mil membros de países de toda a Europa, incluindo a França, Polônia, Hungria e Itália. Essa rápida expansão foi em grande parte devida ao diplomata alemão Afolf Frantz Friederich Knigge, que reestruturou a ordem em 1780 e ajudou a espalhá-la pelo mundo.

O crescimento da ordem (já não tão secreta) contribuiu para sua própria queda. Em junho de 1784, o governador da Baviera, Carl Theodore, baniu todas as sociedades secretas. Em março de 1785, o mesmo governador designou os Illuminati como um dos ramos da maçonaria, uma organização ilegal já conhecida.

O governo começou a erradicar os membros dos Illuminati. Desta forma, Weishaupt teve de fugir da Baviera, mantendo correspondências com os líderes da ordem. Em outubro de 1786, as autoridades revistaram a casa de um proeminente líder da ordem. Na ocasião, foram apreendidos livros, papeis e mais de 200 cartas entre Weishaupt e os líderes Illuminati, que detalhavam os assuntos mais íntimos da ordem.

Os governantes publicaram rapidamente os documentos, que traziam muitas vezes os nomes de membros da organização. Em agosto de 1787, o Duque da Baviera Karl Theodore Dalberg, aplicou um golpe final nos Illuminati. Karl Theodore emitiu punições severas – incluindo a pena de morte – para qualquer um que fosse ligado à organização.

Uma série de outras organizações fundadas posteriormente se dizem descendentes dos Illuminatis originais, e alguns autores têm afirmado que a antiga organização existe até o hoje. Entretanto, essas afirmações são, na maior parte das vezes, infundadas.


Por Leonardo Ambrosio

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